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A grave crise de abastecimento na Argentina

Clarrisa Pont e Eduardo Seidl iniciaram uma viagem pela Argentina, Bolívia e Paraguai, onde cobrirão a eleição presidencial no próximo dia 20 de abril. Na primeira escala da viagem, depararam-se com o protesto dos proprietários rurais argentinos que promoveram um movimento de bloqueio de estradas e afetaram o abastecimento de alimentos no país. Clarissa relata:

Depois de mais de vinte dias de “paro” agrário, a Argentina amanheceu hoje com cores diferentes. São cenouras, alfaces, tomates, frutas e carnes que agora circulam entre as estradas do país e abastecem supermercados, restaurantes e a indústria. Ao contrário do que se esperava, não houve aumento de preços. Entender a correlação de forças que reuniu as quatro maiores entidades patronais do campo contra a decisão de aumento de taxas do governo de Cristina Kirchner e parou o abastecimento em quase todas as cidades não é tarefa fácil.

Desde ontem, as entidades agrárias concedem uma trégua à sociedade e ao governo, ao abrir as estradas e garantir o abastecimentos dos negócios. Além das prateleiras vazias, os argentinos enfrentam agora problemas como o das indústrias produtoras de frango que sacrificaram animais por falta de ração e deixaram trabalhadores em recesso compulsório até segunda ordem. Em cidades do interior, os comerciantes reclamam que o turismo ficou comprometido.

As fotos de Eduardo ilustram bem o impacto do movimento de bloqueio das estradas. Clique AQUI para ler mais.

3 Comentários on “A grave crise de abastecimento na Argentina”

  1. #1 Carlos Eduardo da Maia
    on Apr 4th, 2008 at 1:11 pm

    O Brasil viveu isso na época do mais medíocre governo brasileiro, o governo Sarney. A taxação que Cristina quer impor ao setor produtivo é completamente absurda. Ela quis copiar o Olívio, a Yeda e o Rigotto que tentaram aumentar os impostos. E o resultado é exatamente esse que se vê nas fotos. E Cristina, quando em campanha eleitoral, não disse que pretendia taxar. Começou mal a companheira.

  2. #2 Katarina
    on Apr 4th, 2008 at 3:18 pm

    Esse Maia é um baita comediante, mesmo. Taxar produtor é a vovozinha, fio. Desde quando o agrobisiniss é “o” produtor? E desde quando produtor não é taxado? Faz parte da comédia non sense desse tipo de posição o deslocamento de contextos e a colagem cubista, né, fio? Tipo nada bate. O agrobisiniss tá se pondo contra a população, digo, explicitamente. Vão perder. Yeda não pretendeu exigir imposto do agrobisiniss, né, fio?

  3. #3 Carlos Eduardo da Maia
    on Apr 4th, 2008 at 8:43 pm

    Katarina, Cristina tenta aumentar os tributos incidentes sobre a soja, por exemplo, de 35% para 44%. Uma taxação para lá de abusiva. E o protesto não é apenas do grande produtor. Os pequenos produtores também participam porque diretamente atingidos. A Argentina tem uma inflação maquiada de 20% ao ano. É quase igual a da Venezuela.

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