Depois de mais de vinte dias de “paro” agrário, a Argentina amanheceu hoje com cores diferentes. São cenouras, alfaces, tomates, frutas e carnes que agora circulam entre as estradas do país e abastecem supermercados, restaurantes e a indústria. Ao contrário do que se esperava, não houve aumento de preços. Entender a correlação de forças que reuniu as quatro maiores entidades patronais do campo contra a decisão de aumento de taxas do governo de Cristina Kirchner e parou o abastecimento em quase todas as cidades não é tarefa fácil.
Desde ontem, as entidades agrárias concedem uma trégua à sociedade e ao governo, ao abrir as estradas e garantir o abastecimentos dos negócios. Além das prateleiras vazias, os argentinos enfrentam agora problemas como o das indústrias produtoras de frango que sacrificaram animais por falta de ração e deixaram trabalhadores em recesso compulsório até segunda ordem. Em cidades do interior, os comerciantes reclamam que o turismo ficou comprometido.
As fotos de Eduardo ilustram bem o impacto do movimento de bloqueio das estradas. Clique AQUI para ler mais.


on Apr 4th, 2008 at 1:11 pm
O Brasil viveu isso na época do mais medíocre governo brasileiro, o governo Sarney. A taxação que Cristina quer impor ao setor produtivo é completamente absurda. Ela quis copiar o Olívio, a Yeda e o Rigotto que tentaram aumentar os impostos. E o resultado é exatamente esse que se vê nas fotos. E Cristina, quando em campanha eleitoral, não disse que pretendia taxar. Começou mal a companheira.
on Apr 4th, 2008 at 3:18 pm
Esse Maia é um baita comediante, mesmo. Taxar produtor é a vovozinha, fio. Desde quando o agrobisiniss é “o” produtor? E desde quando produtor não é taxado? Faz parte da comédia non sense desse tipo de posição o deslocamento de contextos e a colagem cubista, né, fio? Tipo nada bate. O agrobisiniss tá se pondo contra a população, digo, explicitamente. Vão perder. Yeda não pretendeu exigir imposto do agrobisiniss, né, fio?
on Apr 4th, 2008 at 8:43 pm
Katarina, Cristina tenta aumentar os tributos incidentes sobre a soja, por exemplo, de 35% para 44%. Uma taxação para lá de abusiva. E o protesto não é apenas do grande produtor. Os pequenos produtores também participam porque diretamente atingidos. A Argentina tem uma inflação maquiada de 20% ao ano. É quase igual a da Venezuela.