A edição de hoje do Diário Oficial do Estado indica que a secretária estadual de Educação, Mariza Abreu, resolveu partir para o confronto com as entidades que representam os professores. Contrariando posicionamentos históricos de ex-secretários de Educação, Abreu preteriu os nomes preferenciais da lista tríplice indicados pelo CPERS para ocupar as vagas no Conselho Estadual de Educação. Mas não foi só. A secretária também preteriu o nome indicado pelo Sindicato dos Professores do Rio Grande do Sul (Sinpro).
Enquanto isso, professores realizaram plenárias em seis municípios do Estado. Segundo o CPERS, as aulas foram suspensas em pelo menos 40 escolas de Porto Alegre, Caxias do Sul, Passo Fundo, Cachoeira do Sul, Santiago, Carazinho e Santana do Livramento. Em debate a pauta de reivindicações entregue ao governo do Estado no fim de março que, segundo os professores, até agora não avançou. Em Passo Fundo, centenas de educadores e estudantes promoveram uma caminhada no centro da cidade em protesto contra a política educacional do governo Yeda.
Na avaliação do CPERS, a intransigência de Mariza Abreu está impossibilitando qualquer avanço na discussão de temas que preocupam educadores, pais e estudantes. O Rio Grande do Sul está retrocedendo em suas políticas educacionais, denuncia o sindicato. “O Estado passou a conviver com salas de aula superlotadas, multisseriação e falta de professores e de funcionários. A precarização avança com o fechamento de laboratórios e bibliotecas”. No dia 25 de abril, os professores da rede pública estadual realizam sua segunda assembléia geral, no Gigantinho, em Porto Alegre.


on Apr 18th, 2008 at 6:19 am
O CEPERS DEVE ESTAR COM SAUDADES
DA LÚCIA CAMINI. SECRETÁRIA DA EDUCAÇÃO NO GOVERNO OLÍVIO QUE QUANDO ERA DIRIGENTE SINDICAL
PLEITEAVA A MELHORIA SALARIAL DO MAGISTÉRIO, SEM SE IMPORTAR COM O CAIXA DO GOVERNO. QUANDO ASSUMIU A SECRETARIA FOI O QUE SE VIU, DEIXOU A CATEGORIA NA PENÚRIA.
on Apr 18th, 2008 at 2:04 pm
O resgate do Plano de Carreira do Magistério e do funcionalismo escolar foi feito no Governo Olívio Dutra;
E tem muito mais:
O governo do estado concedeu em 2001 aos professores públicos gaúchos o maior reajuste salarial do país: 25% . Além de manter em dia a folha do funcionalismo, o RS contratou 30 mil novos servidores. No governo anterior (Britto), a educação perdeu 6.866 professores, demitidos através do PDV. O governo Olívio também pagou a sobreposição de níveis que representa mais 15% para 75% dos professores, a incorporação de 20% do abono, as promoções que estavam atrasadas desde 93 e propôs-se a implantar o seguro contra a inflação: se a inflação fosse superior ao índice proposto para 2002, a diferença seria paga. O reajuste na renda dos professores chegou a 40%. Em 2000, o Executivo estadual já havia concedido 14,9% de reposição aos trabalhadores em educação e mais 20% do reajuste do vale refeição.
on Apr 18th, 2008 at 6:32 pm
Isso mesmo, Jean. Uma ex-colega de faculdade, professora estadual e professora de uma faculdade privada, me dizia exatamente isso. Mas como o salário dos professores estaduais já eram um escândalo na época, de tão baixos (minha diretora chamava de “ajuda de custo”), mesmo com todos estes reajustes reais, continuavam um problema e, dificilmente, a categria teria este entendimento de que houve aumento salarial real. Tanto foi assim, que Rigotto e Yeda foram eleitos. Com certeza, com muitos votos desta categoria do funcionalismo público…
on Apr 18th, 2008 at 6:33 pm
véia tosca, espelho da destrambelhada pantalhuda.
on Apr 19th, 2008 at 12:05 am
O governo do Olívio foi o melhor que houve para nós professores. Tivesse continuado naquele ritmo, hoje nós professores estaríamos bem melhor, sem necessidade de mendigar.Depois dele a educação no RS só regrediu. mariah