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Assuntos de mesa de bar

O depoimento do ex-secretário estadual de Planejamento, Ariosto Culau, na CPI do Detran, serviu, entre outras coisas, para expor os pés-de-barro do chamado “novo jeito de governar”. Culau iniciou seu depoimento com um constrangedor festival de auto-elogios, onde figuraram até medalhas de mérito da Marinha e da Aeronáutica. O ex-secretário apresentou-se como um competente técnico em gestão pública, sem envolvimento político. Para explicar o encontro com Lair Ferst que motivou sua demissão recorreu a uma suposta ingenuidade e inexperiência política. Quem assistiu ao depoimento pode ter ficado com muitas dúvidas, exceto uma: Ariosto Culau pode ser tudo, menos alguém ingênuo politicamente. O modo como respondeu às perguntas deixou isso claro. Mesmo deputados da base governista não engoliram sua versão sobre o encontro, mas ele permaneceu frio.

Ao comentar o encontro com Ferst, Ariosto jogou a ingenuidade para o colo dos deputados. “Conversamos sobre generalidades, sobre assuntos que se discute em mesa de bar, de tudo um pouco”. Entre os assuntos de mesa de bar, o ex-secretário admitiu que comentou com Lair Ferst sobre a decisão tomada pelo governo, naquele mesmo dia, de romper o contrato do Detran com a Fundae. Enfim, falaram de tudo um pouco, inclusive do Detran. Depois disso, Culau dedicou-se com afinco a desconstruir a imagem de gestor competente com a qual havia se apresentado. Alegou total desconhecimento sobre os episódios envolvendo o Detran, inclusive sobre temas relacionados à mudança da autarquia da Segurança para a área da Administração. A medida fez parte da proposta de redesenho do Estado, coordenada pelo próprio Culau, e definida como política central do “novo jeito de governar”.

Ou seja, o responsável pela gestão de um dos principais projetos do governo desconhecia o que estava acontecendo em uma das áreas “redesenhadas” pelo Executivo. Culau também alegou desconhecimento sobre a migração irregular das fundações (Fundae e Fatec) realizada entre os meses de abril e maio de 2007 e que, em tese, resultariam na eliminação dos “penduricalhos”, como disse a governadora Yeda Crusius, o que só se concretizou no final do ano passado. Coordenador da força-tarefa que estuda um novo processo de licitação para a aplicação dos exames, Culau disse que jamais leu detalhes do contrato entre o Detran e a Fundae, atual prestadora do serviço e cuja rescisão do vínculo foi anunciada pelo próprio ex-secretário há duas semanas. Neste mesmo dia, ele conversou com Lair Ferst sobre o tema. Como ele disse, falaram “de tudo um pouco”.

3 Comentários on “Assuntos de mesa de bar”

  1. #1 Romulo
    on May 9th, 2008 at 10:15 pm

    O senhor Ariosto Culau é um técnico competente, com bagagem e inclusive já trabalhou para o Governo do iletrado presidente que vcs tanto defendem, entretanto não foi pego em esquemas de MENSALÃO DINHEIRO TRANSPORTADO EM CUECAS E OUTROS TANTOS ESCÂNDALOS QUE O PT VEM PATROCINANDO ULTIMAMENTE!

  2. #2 Anonymous
    on May 9th, 2008 at 10:32 pm

    Boa noite Marco,
    voltando do trabalho, às 18:00 horas, me chamou atenção a movimentação ao redor da residência oficial do Comandante do Exército, Cristóvão Colombo com Carlos Von Koseritz, muitos carrões pretos, vidros idem e um grande número de seguranças particulares. Não contendo a curiosidade de ver nosso dinheiro naquela espetáculo chamei um dos seguranças e perguntei o que estava acontecendo, muito constrangido me disse que apenas uma reunião normal. Como, já basta o grande números de militares que protejem a residência, dia e noite e ainda temos que pagar seguranças particulares para “reuniões familiares”? Tenha dó, a população jogada´`a deriva nas ruas sem policiamento e os inúteis dos militares, com ótimos salários, sem trabalhar, pois não tem o que fazer mesmo, mas desperdiçando nosso dinheiro nas festinhas. Um verdadeiro absurdo, por favor dá uma pesquisada nesse assunto.
    Um abraço,
    Silvia

  3. #3 Teresinha Carpes
    on May 11th, 2008 at 2:09 am

    O Ariosto Culau(ninguém merece),trabalhou 4 anos,e nunca viu mensalão,dólares na cueca.Se tudo isto não fosse uma armação e existisse de fato o mensalão,êle não ficaria quieto se êle é tão sério,não achas romulo?E quanto aos dólares nas cuecas o rapaz aquele,que foi preso depois solto,nada foi provado contra êle,inclusive êle provou a venda das terras dele,para comprar uma agência de carros de aluguel,se vc não sabe,eu li estes dias num jornal online,do Ceará!!!!E não estava nas cuecas,estava numa destas bolsas de pano,com velcro,que se uza,para levar dinheiro e não ser assaltado…tá certo?Só porque a mídia disse,é a verdade?É como soltar,um travesseiro de penas do décimo andar,até vc recolher,vc fica louco,e nunca mais prova sua inocência!Se coloca no lugar do infeliz,prá ti ver,como é triste!

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