“Na atual confrontação em torno da política de retenções desempenharam e desempenham um papel fundamental os meios massivos de comunicação mais concentrados, tanto audiovisuais como gráficos, de altíssimos níveis de audiência, que estruturam diariamente a realidade dos fatos, que geram ‘o sentido’ e as interpretações e definem ‘a verdade’ sobre atores sociais e políticos a partir de variáveis interessadas que excedem a busca de audiência. Meios que gestam a distorção do que ocorre, que difundem o preconceito e o racismo mais espontâneo, sem a responsabilidade por explicar, por informar adequadamente nem por refletir com ponderação as mesmas circunstâncias conflitivas e críticas sobre as quais operam”.
“Esta prática de autêntica barbárie política diária, de desinformação e discriminação, consiste na gestação permanente de mensagens formadoras de uma consciência coletiva reacionária. Privatizam as consciências com um sentido comum cego, iletrado, impressionista, imediatista, parcial. Alimentam uma opinião pública de perfil anti-político, que desacredita a existência de um Estado democraticamente interventor na luta de interesses sociais. A reação dos grandes meios diante do Observatório da discriminação na rádio e na televisão mostra claramente um desprezo fundamental pelo debate público e pela efetiva liberdade de informação”.
Diante desse cenário, o documento defende a necessidade de “uma recuperação da palavra crítica em todos os planos das práticas e no interior de uma cena social dominada pela retórica dos meios de comunicação e pela direita ideológica de mercado”. “Da recuperação de uma palavra crítica que compreenda a dimensão dos conflitos nacionais e latino-americanos, que assinale as contradições centrais que estão em jogo, mas sobretudo que acredite ser imprescindível voltar a articular uma relação entre mundos intelectuais e sociais com a realidade política”.
“Esta problemática”, afirma ainda a carta, “é decisiva não só em nosso país, mas também no Brasil de Lula, na Bolívia de Evo Morales, no Equador de Correa, na Venezuela de Chávez, no Chile de Bachelet, onde abundam documentos, estudos e evidências sobre o papel determinante que assume a contenda cultural e comunicativa e as denúncias contra os meios em mãos dos grupos de mercado mais concentrados”.
Foto: Gustavo Mujica/Página 12


on May 18th, 2008 at 2:45 am
Pois é aqui no Brasil,os intelectuais,não denunciam o que a mídia faz contra os governos petistas e o próprio partido,nem aqui nem em outro país!Precisou existir um Chaves,com cabelo “nas ventas”rsrs…para chamar a mídia daqui num discurso em alto e bom som:de IMPRENSA BRASILEIRA É GOLPISTA!Eu estou tão decepcionada com toda a imprensa ainda mais com a do Rio Grande do Sul,até aqui neste Blog,eu fui censurada,( tres vezes)É inédito o que esta acontecendo aqui,que sufôco…
on May 18th, 2008 at 7:40 am
Cid Elias aplaude,
Não sei por qual a razão me pareceu deveras “familiar” a situação descrita pelos nossos vizinhos na carta aberta…
Parabéns à Claudia Cardoso e ao Marco por ter me proporcionado a leitura desta maravilha, a qual enviarei, primeiro para o OI, depois para os amigos.
on May 18th, 2008 at 4:19 pm
Pra quem assina a lista de e-mail BLOG MÍDIA, recomendo a leitura dos e-mails que eu troquei com uma reporterzinha e com o editorzinho de política do panfleto reacionário dos Sirotsky…
O campo de distorção da realidade dessas criaturas é algo…
[]‘s,
Hélio
on May 19th, 2008 at 5:11 am
Hélio, quando li a carta aberta na página do Blog do Omar, só lembrava de ti e daquelas trocas de msgs…
EStá feia a coisa para o nosso lado, pelo menos, na construção do simbólico pela mídia corporativa.