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Os 18 anos da Fepam: fundação virou refém de grupos econômicos, denunciam servidores

A Fepam (Fundação Estadual de Proteção Ambiental Henrique Luiz Roessler) completou ontem 18 anos de vida. Na sede da fundação, a diretora-presidente da entidade, Ana Pellini, reuniu os funcionários para “fazer um retrospecto de sua gestão”. Pellini comemorou que, em um ano, reduziu um “passivo” de 11.434 processos solicitando licenciamento ambiental para 6. 540 processos. Essa é a versão da diretora. Já os servidores da Fepam relatam outras histórias sobre a realidade da entidade. Relatos que denunciam a completa subordinação do trabalho da fundação a interesses de grupos econômicos e o desmonte dos serviços públicos no RS.

Na manhã desta quinta, o diretor do Semapi (Sindicato dos Empregados em Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas, e de Fundações Estaduais), Antenor Pacheco, denunciou, na Comissão de Serviços Públicos da Assembléia Legislativa, a pressão exercida pela direção da Fepam sobre os três técnicos que discordaram do licenciamento ambiental concedido à Aracruz. Segundo Pacheco, eles foram deslocados de suas funções. Para o diretor do Semapi, a Fepam está hoje a serviço da Aracruz. “A ilegalidade das licenças ambientais concedidas a empresas de celulose é crime ambiental”.

Antenor Pacheco entregou à deputada Stela Farias (PT), presidente da comissão, uma ata aprovada por unanimidade em assembléia geral, onde os trabalhadores da Fepam denunciam a intervenção do poder econômico através do poder político no Rio Grande do Sul. O professor Flávio Lewgoy foi outro a criticar a política ambiental do governo Yeda Crusius. Citou como exemplo a ausência de paridade no Conselho Estadual do Meio Ambiente. “Todos são obrigados a votar como o governo Yeda quer. Não se viu isto nem mesmo no tempo da ditadura militar”, protestou.

2 Comentários on “Os 18 anos da Fepam: fundação virou refém de grupos econômicos, denunciam servidores”

  1. #1 Anonymous
    on Jun 5th, 2008 at 11:44 pm

    Claro todos esses que estão no governo ou que o apóiam eram aqueles que se sentiam muito confortáveis durante a ditadura. A maior parte desses partidos, embora muitos tenham trocado de nome para enganar os eleitores, apoiavam a ditadura. Devem ter muita saudade daquele tempo…mariah

  2. #2 Anonymous
    on Jun 6th, 2008 at 12:27 am

    Por isso ela demitiu quem pensava e colocou esta sem cérebro como diretora e com a incumbência de só carimbar. O desmantelamento da Emater tem muito a ver com sua visão caolha que vai na contra-mão da história e dos novos tempos.

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