O juiz Roberto Arriada Lorea (foto), da 2ª Vara de Família e Sucessões de Porto Alegre, e a antropóloga Débora Diniz, em parceria com um grupo de convidados que defende o direito à autonomia reprodutiva e a laicidade do Estado brasileiro, elaboraram um documento intitulado “Resposta da sociedade brasileira ao parecer do relator Eduardo Cunha”, defendendo a descriminalização. Os autores do documento organizaram um abaixo-assinado pela internet que será encaminhado à Câmara dos Deputados.
O documento afirma: “Uma lei de aborto não deve ter pretensões de representar um consenso moral ou religioso. Sua ambição deve ser garantir a neutralidade moral do Estado laico e proteger a diversidade de pensamento. Como resultado, nas sociedades democráticas, as mulheres não são obrigadas a abortar, pois gozam de autonomia reprodutiva. Pelo mesmo fundamento, não são obrigadas a levar a termo a gravidez indesejada. A recente descriminalização do aborto pela sociedade da capital mexicana (88% de católicos) traz bom ensinamento. O fato de a maioria ser católica não impediu que se respeitassem as minorias. Ser religioso não impede que se seja laico, isto é, que se aceite que existem pessoas que pensam diferente e que também essas pessoas devem ter seus direitos garantidos pelo Estado”.
Clique AQUI para ver o documento e o abaixo-assinado.


on Jul 1st, 2008 at 4:34 am
Só em último caso aconselho o aborto!As mulheres se sentem muito mal depois de um abôrto,sofrem até depressão!Marco vc não leu aindaas pesquisas?72% dos brasileiros apoiam o Presidente Lula!(ouvi no JN)
on Jul 1st, 2008 at 11:38 am
Para contribuir com o tema lanço a campanha ABORTO SÓ AOS 18 ANOS. Ao atingir a maioridade, e somente então, a pessoa poderia optar por ser abortada, antes jamais. Ao escolher ser abortada a pessoa maior de idade seria encaminhada a uma unidade do SUS que realizaria o procedimento legalmente, com a máxima higiene, rapidez e com o mínimo sofrimento para o abortado voluntário. Aliás, acho necessário lançar também uma segunda campanha: ABORTO SÓ PARA VOLUNTÁRIOS, que claramente visa a que ninguém ao completar 18 anos venha a ser constrangido, manipulado ou forçado a optar por ser abortado.
on Jul 1st, 2008 at 12:33 pm
O aborto é crime hediondo, cruel, indefensável. Não se trata de questão religiosa, mas, ética, humanitária. Chega de violência.
on Jul 1st, 2008 at 1:24 pm
Teresinha esse seu dado carece de embasamento científico.Nos países onde o aborto foi discriminalizado, diminuíram as mortes de mulheres por abortos provocados das maneiras mais aburdas possíveis como utilizar uma agulha de tricot e provocar uma tremenda infecção. Sou absolutamente a favor do direito da mulher decidir se quer ou não levar a gravidez a termo. No séc. XXI dogmas religiosos não devem reger a vida dos cidadãos que não compactuam desses mesmos dogmas. Os católicos se quiserem que sigam a orientação da sua igreja, agora impor essa mesma orientação à todas as pessoas lembra um certo período da idade média.
on Jul 1st, 2008 at 1:41 pm
Estou de pleno acordo e faço campanha. Ontem o Tribunal de Justiça negou o aborto a uma adolescente com síndrome de Down. Quem sofre com a criminalização do aborto é, sobretudo, a população de baixa renda que se vê obrigada a se submeter a métodos complicados e sem higiene para interromper a gravidez. Interrupção da gravidez é decisão da mulher e não do Estado e, muito menos, da religião. O Estado republicano tem que ser, necessariamente, laico.
on Jul 1st, 2008 at 5:15 pm
Folgo em saber que há gente que é gente no Judiciário. Já passa da hora de manifestações democráticas e republicanas partirem do Judiciário e do MP Estadual, bem entendido. Quem sabe provas de seleção tão rígidas como as do MPFederal não evitam que a chinelagem ideológica se torne juiz e promotor, em tamanha quantidade? Bravo, Roberto. Bravíssimo.
on Jul 1st, 2008 at 8:38 pm
crime é ser obrigado a sustentar uma vida contra a vontade
matar a liberdade da pessoa é mil vezes pior do que matar um feto
melhor mesmo é uma adolescente pobre matar o filho de fome lentamente , enquanto ela se droga pra se sentir melhor
bom mesmo é uma sociedades drogada e passando fome
matar o feto que é o maior crime da humanidade, e matar o vivo é aceitavel?…
on Jul 1st, 2008 at 11:58 pm
Esses que defendem o aborto é que deveriam ter sido abortados. Permitir que se assassine um ser humano indefeso e inocento no seio materno é, além de crime, a manifestação do maior ato de desumanidade. É voltar ao tempo do egoísmo puro, da degradação total do ser humano, comparável ao tempo das cavernas, onde o egoísmo imperava.
on Jul 2nd, 2008 at 2:13 am
Anonimo, pra que violência maior que a fome?Eu jamais faria um aborto, mas concordo que cada pessoa tenha o direito, e possa decidir, sobre o que é melhor para si.Não serei eu a dizer o que fazer em caso de incêndio.Ela terá que decidir.Temos sim, que discriminalizar.
Chega de hipocrisia.Enfrentemos com coragem, os novos tempos.
Magnólia Campos
on Jul 2nd, 2008 at 5:53 pm
Como pode uma pessoa decidir sobre a vida de outra? Isso é puro egoísmo.
Não é o aborto que vai acabar com a fome ou com a violência.
Será que os novos tempos que queremos serão tempos de “cada um pensa em si e os outros que se danem”?
Sem respeito ao próximo, sem amor, sem tolerância, voltaremos a morar em cavernas…
Precisamos de coragem para avançar eticamente, tornando-nos responsáveis, solidários, úteis à sociedade, cumpridores de nossos deveres…
Chega de violência, de qualquer forma que se apresente.
on Jul 7th, 2010 at 2:58 pm
Quando falamos em aborto, não estamos falando de matar uma pessoa. O projeto lei que se pretende aprovar, dá prazo para as mulheres interromperem a gravidez, caso decidam não serem mães. Por outro lado, quando o Estado opta por manter uma criminalização, que não impede a pratica do aborto, ele está “matando” a mulheres, que por muitas razões não querem levar adiante uma gravidez indesejada. Há de se dizer, que em recente pesquisa realizada, dentre o total de mulheres que declararam na pesquisa já terem feito pelo menos um aborto, 64% são casadas e 81% são mães. Logo, tal criminalização “mata” mulheres com vida já constituida e plena, inseridas na sociedade, diferente de um aborto.