A mais recente crise nos aeroportos argentinos causada pela situação de penúria da Aerolíneas Argentinas e pela decisão criminosa de seus proprietários privados (para fazer um “caixa-extra”, logo após o anúncio da reestatização da empresa pelo governo) de vender passagens acima da capacidade dos aviões disponíveis é um retrato do fracasso do modelo de privatizações implementado pelo governo de Carlos Menem. Criada em 1950 pelo governo de Perón, a empresa chegou a ser líder das companhias aéreas do hemisfério Sul. Quando foi privatizada, a Aerolíneas Argentinas era uma empresa lucrativa e considerada uma das mais seguras do mundo.
Possuía uma frota de 28 aviões próprios e um alugado, com rotas internacionais e escritórios em algumas das mais importantes cidades do mundo. No início dos anos 1990, foi avaliada em cerca de US$ 600 milhões, muito abaixo do seu valor real. No leilão de privatização, a única empresa interessada foi a espanhola Ibéria, que ofereceu US$ 260 milhões em dinheiro por 85% das ações da empresa, mais outros US$ 560 milhões em títulos da dívida argentina. De lá para cá, privatizada, a empresa conheceu um processo de desmonte e decadência.
No dia 17 de julho, o governo argentino anunciou que o grupo espanhol Marsans, sócio-majoritário da Aerolíneas Argentinas e da Austral, teria 60 dias para transferir suas ações ao Estado. Mesmo atravessando uma forte crise, a Aerolíneas ainda é a principal empresa aérea do país, controlando 80% dos vôos domésticos e 40% dos internacionais. Até então, o grupo espanhol tinha 85% das ações, com outros 10% nas mãos dos funcionários e 5% com o governo argentino. A empresa foi privatizada em 1991, durante o governo Carlos Menem (1989-1999), passando a ser controlada pela empresa espanhola Ibéria, que acabou vendendo boa parte dos ativos das Aerolíneas para resolver seus próprios problemas financeiros. Em 1994, a Ibéria entrou em concordata, deixando a Aerolíneas com uma dívida de quase US$ 1 bilhão.
O governo espanhol, que assumiu os ativos da Ibéria na época, decidiu sanear as dívidas da filial argentina e passou as ações para o grupo Marsans, que assumiu o controle da empresa pelo preço simbólico de 1 euro. O grupo espanhol implantou uma política de forte redução de custos na empresa, entrando em rota de colisão com os sindicatos de funcionários da Aerolíneas e enfrentando uma série de greves e problemas nos aeroportos. Agora, o Estado argentino prepara-se para retomar o controle da empresa. Quando foi privatizada, a empresa dava lucro aos cofres públicos. Motivo de orgulho para os argentinos, a Aerolíneas foi uma das primeiras empresas a ser privatizada na era Menem. Também foram privatizadas empresas estatais dos setores de ferrovias, petróleo e gás, de água e esgoto, Correios, de eletricidade e de telefonia, entre outras. Na maioria desses casos, o patrimônio público argentino foi saqueado e os serviços prestados à população pioraram de qualidade e aumentaram de preço.
on Jul 30th, 2008 at 4:35 pm
O que está acontecendo?
Tem vírus que faz inserção de textos já digitado, tornando o texto todo cheio de repedições? Já vi em outro ou outros blogs esse mesmo problema.
Quem corrige?
Desculpem, mas é um saco ler tudo novamente, não?
on Jul 30th, 2008 at 4:39 pm
Hmmm…
Onde será que eu vi esse filme?
on Jul 30th, 2008 at 4:49 pm
Não sei qual é a causa nem como se corrige esse problema, Anônimo. Vou tentar descobrir.
on Jul 30th, 2008 at 7:41 pm
Meu caro Marco. O que tu relataste é muito familiar a nós brasileiros. Aqui também foram entregues a Telefonia, a Eletricidade, a Siderurgia, a Vale do Rio Doce a preços aviltados. O objetivo das privatizações nunca foi melhorar serviços e/ou baratear preços e tarifas. Foi, sim, garantir que os lucros gerados nesses setores fossem parar nos cofres do grande empresariado privado, nacional e estrangeiro.
Lamentavelmente, o governo que elegemos para iniciar uma mudança em tal estado de coisas, não ousou tomar providências. Nem sequer uma auditoria na explícita roubalheira das privatizações Lula quis fazer. E ainda procurou, assim como grande parte de seu partido, se esquivar do movimento popular que pede a anulação da privatização da Vale.
A verdade é que as privatizações hipotecaram o futuro dos brasileiros. Oportunidades tão necessárias a milhões de nossos conterrâneos, filhos e netos viraram fumaça, não se concretizarão. Há que rever as privatizações se quisermos garantir que essas oportunidades reapareçam.
on Jul 30th, 2008 at 8:00 pm
Lair Ferst preso de novo. Que beleza! hehehe
on Jul 30th, 2008 at 11:47 pm
Taí o fim da farsa da “eficiência” da privataria. Estado com mão de ferro e cadeia neles!!!
Eugênio
on Jul 31st, 2008 at 1:07 am
è o tal de estado mínimo que todo liberal adora. Principalmente, se sa´rem lucrando…
on Jul 31st, 2008 at 2:24 am
Gosto da Quilmes…..
MAS AGORA TÁ AQUI.QUI BOM…
Se pode ir de bus ,então to me lixando prá air argenti!
Sou chinela!!!
prá mim tá bom.
abraço no blog
on Jul 31st, 2008 at 12:01 pm
Como é bom ver um orgao publico, responsavel pela nossa segurança, q funciona!!!
Fraude no Detran
PF impede Lair Ferst de burlar decisão judicial
Policiais federais gaúchos impediram nesta quarta-feira (29) o lobista Lair Ferst de burlar a decisão da Justiça Federal que bloqueou suas contas bancárias.
Indiciado pela Polícia Federal na Operação Rodin, Lair foi abordado no momento em que tentava efetuar saque de R$ 100 mil, em espécie, em uma agência bancária em Porto Alegre. Ele já tinha feito previsão de saque de outros R$ 100 mil em outra agência. O dinheiro havia sido transferido via TED nominal a Lair, momentos antes.
Os policiais agiram em cumprimento à ordem judicial que determina o bloqueio dos bens e contas bancárias de Lair, que após ser indiciado pela PF, foi denunciado pelo Ministério Público Federal e atualmente responde a processo criminal na Justiça Federal de Santa Maria.