“Marx previu a natureza da economia mundial no início do século XXI, com base na análise da “sociedade burguesa”, cento e cinqüenta anos antes. Não é surpreendente que os capitalistas inteligentes, especialmente no setor financeiro globalizado, fiquem impressionados com Marx, já que eles são necessariamente mais conscientes que outros sobre a natureza e as instabilidades da economia capitalista na qual eles operam”.
“Se a política da esquerda no futuro será inspirada uma vez mais nas análises de Marx, como ocorreu com os velhos movimentos socialistas e comunistas, isso dependerá do que vai acontecer no mundo capitalista. Isso se aplica não somente a Marx, mas à esquerda considerada como um projeto e uma ideologia política coerente”.
“Nenhum socialista pode renunciar às idéias de Marx, na medida que sua crença em que o capitalismo deve ser sucedido por outra forma de sociedade está baseada, não na esperança ou na vontade, mas sim em uma análise séria do desenvolvimento histórico, particularmente da era capitalista”.
“Marx não regressará como uma inspiração política para a esquerda até que se compreenda que seus escritos não devem ser tratados como programas políticos, autoritariamente ou de outra maneira, nem como descrições de uma situação real do mundo capitalista de hoje, mas sim como um caminho para entender a natureza do desenvolvimento capitalista”.
Para ler a íntegra da entrevista, em português, clique AQUI.


on Sep 29th, 2008 at 9:30 pm
Pílulas de Karl Mar X
(pronuncia-se calmarex)
O comunismo estava morto, meu avozinho enterrado e o Bush nos ressuscita em meados do 3º milênio.
Mais um pouquinho estarei dando consultoria. E tem gente que não gosta de crise.
on Sep 29th, 2008 at 9:30 pm
Marco,
É disso que eu venho falando: Marx deve ser interpretado como um teórico da economia, da sociologia e da história, até determinado ponto. Ele nunca foi um intelectual normativo.
Não está no comunismo, no socialismo, no capitalismo ou em Marx a má aplicação acerca da sua maneira de interpretar o mundo capitalista apropriada por partidos e por sindicatos: está no deslumbramento e na ignorância de se querer implantar algo que nem se sabe ao certo o que representa.
O x da questão é o seguinte: passar a acreditar em uma nova alternativa de se fazer política e de fazer a sociedade dar alguns passos à frente em termos humanitários com tolerência e desenvolvimento sustentável sem partidos, sem políticos profissionais, sem sindicalistas panfletários.
Um exemplo: o trabalho do CÉSAR e do RODRIGO CARDIA na moblização contra a aprovação do Pontal do Estaleiro e também o tombamento da Rua Gonçalo de Carvalho.
Esse tipo de ação não pode ser realizado sem o engajamento de uma comunidade heterogênea, cujos interesses políticos, partidários, profissionais e econômicos sejam bem diferentes entre si.
A emergência de diversos movimentos voltados à solução de problemas urbanos e sociais restritos a uma pequena comunidade com uma repercussão global pode ser o primeiro passo para um questionamento sério do contexto atual, onde partidos e políticos não têm nem palavra nem ideologia e são incapazes de representar aos interesses do eleitor, priorizando os interesses de quem banca as suas campanhas.
Também acho que o voto poderia ser facultativo, pois o cabresto diminuiu em progressão geométrica a partir do Bolsa Família. Creio que haveria muito menos candidatos com nomes como os que a Nova Corja tem revelado, já que eles deveriam ser inteligentes e propositivos para convencer alguém a votar neles.
[]‘s,
Hélio