Nas últimas semanas, fala-se freqüentemente da “economia real” (a produção de bens). E opõe-se a ela a “economia irreal” (a especulação), de onde viria todo o mal, visto que seus agentes teriam se tornado “irresponsáveis”, “irracionais” e “predadores”. Essa distinção é, evidentemente, absurda. O capitalismo financeiro é, há cinco séculos, uma peça central do capitalismo em geral. Quanto aos proprietários e animadores desse sistema, eles só são, por definição, responsáveis pelos lucros, sua “racionalidade” é medida pelos ganhos, e não são apenas predadores, como tem o dever de sê-lo.
Não há, portanto, nada mais real na produção capitalista que seu estágio mercantil ou seu compartimento especulativo. O retorno ao real não seria, assim, o movimento que conduz da má especulação “irracional” à saudável produção. Esse retorno é o retorno à vida, imediata e refletida, de todos aqueles que habitam esse mundo. É a partir dessa posição que se pode observar sem fraquejar o capitalismo e o filme-catástrofe que ele nos apresenta nestes dias. O real não é o filme, mas a sala. (Para ler a íntegra do artigo, clique AQUI)


on Oct 21st, 2008 at 11:40 am
Utilizando o link, li o artigo do sr. Gerdau e entendi que ele está se aproveitando de um momento de pânico e incertezas para forçar a barra sobre o governo e os políticos ao invés de procurar o que ele está fazendo de errado que ajudou a criar esse clima hostil. Ou estou enganado?