O tamanho do prejuízo da empresa no mercado de derivativos permanece cercado de dúvidas. A Comissão de Valores Mobiliários exigiu que a Aracruz e a Votorantim Celulose Papel (VCP) apresentem “informações mais claras sobre o uso de derivativos”. A CVM quer que as empresas republiquem os balanços do terceiro trimestre, quando tiveram perda com essas operações. No início de outubro, a Aracruz informou um prejuízo de R$ 1,95 bilhão com operações de derivativos cambiais, que apostavam na continuidade do dólar baixo. Nesta terça-feira, o Unibanco divulgou nota oficial garantindo que não realizou operações de derivativos com a Aracruz . O banco pediu ao mercado para “desconsiderar as informações veiculadas pela imprensa” que noticiaram a realização de tais operações. Na semana passada, o Banco Safra divulgou nota semelhante, negando qualquer operação deste tipo com a Aracruz. O assunto segue envolto em uma bruma de mistério.
Aracruz, rebaixada e investigada
Os negócios da Aracruz no mercado de derivativos continuam a causar dor de cabeça para os executivos da empresa. A agência de risco Moody’s rebaixou ontem (20) a classificação da empresa, de Baa3 para Ba2 em sua escala global e de Aa1.br para A1.br em sua escala nacional. É o segundo rebaixamento na classificação de risco que a empresa sofre em uma semana. Segundo a Moody’s, a empresa pode sofrer ainda outro rebaixamento nesta categoria que mede a confiabilidade da instituição. A agência informou ainda que as demonstrações financeiras trimestrais da Aracruz, de 30 de setembro de 2008, publicadas em 17 de outubro de 2008, revelaram “uma exposição a derivativos bastante superior àquela originalmente anunciada pela empresa”.


on Oct 22nd, 2008 at 12:48 pm
A CVM ESTÁ DE PARABEMS……