O consumo das famílias responde por 70% do PIB norte-americano. Nos últimos anos, cresceu à razão de 3% ao ano, sem que tenha havido poupança, apenas expansão do endividamento. O patrimônio familiar nos EUA divide-se em: os imóveis representam 32% do total equivalendo a US$ 21,5 trilhões; 6% são formados por bens duráveis e cerca de 62% de ativos financeiros (ações, fundos etc). Do passivo total, 73,1% (ou quase US$ 11 trilhões) são de crédito imobiliário e 18%, crédito ao consumo.
A participação dos salários na renda dos EUA está no nível mais baixo dos últimos dez anos. No segundo governo Bush, a renda do trabalhador aumentou o equivalente a apenas 1/3 do aumento da produção. Entre os mais pobres a evolução foi ainda pior: crescimento de apenas 3% da renda entre 1989 e 2006. Hoje a renda média dos assalariados nos EUA é inferior a existente em 2000. No caso dos ricos, ao contrário, houve um salto de 42% no período. Os milionários que formam 1% da população (os mais pobres representam 12,6%) viram seus rendimentos aumentarem nada menos que 75% desde 1989, sobretudo durante os dois mandatos de Bush.
Fonte: Carta Maior


on Nov 6th, 2008 at 8:46 pm
Há mais radicalidade na eleição de Obama do que nas eleições de Evo, Chávez, Lula, Lugo e Rafael. Os EUA precisaram ir ao fundo do poço (Bush em oito anos cobriu o povo de vergonha perante o mundo)para eleger “alguém que não pode errar”.