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As promessas douradas dos desertos verdes viraram demissões e incertezas

Os jornais Correio do Povo e Zero Hora anunciam hoje que a Votorantim Celulose e Papel (VCP) demitiu 118 dos 207 funcionários do viveiro de Capão do Leão. A maioria dos trabalhadores atuava no plantio de eucaliptos. Em nota oficial, a empresa disse que, “devido aos impactos da desaceleração da economia global, com a conseqüente redução na demanda internacional por commodities, está adotando medidas de adequação da produção”.

Outras duas empresas que prestam serviços à Votorantim também anunciaram demissões. A Carpelo, responsável pelo o plano de segurança da VCP e a Benfica Extremo Sul, encarregada do transporte, dispensaram os trabalhadores que tinham contratado. Segundo o gerente da Carpelo, José Andrade, o trabalho deste ano já foi finalizado e as atividades para 2009 estão suspensas. ‘Eles comunicaram que, no ano que vem, não haverá plantio em nenhuma área da região’, afirmou.

A anunciada revolução na região Sul do Estado, que seria provocada pela expansão das monoculturas de árvores para a produção de celulose, começa a revelar que tinha pés de barro. Os prejuízos causados pelas operações especulativas da Aracruz e da Votorantim transformaram as promessas douradas em demissões e cortes de investimentos.

O Diário Gauche destaca matéria publicada hoje, na “Folha de S. Paulo”: depois de ouvir especialistas e observadores de mercado do setor de papel e celulose, (a Folha) arrisca dizer que a empresa “Aracruz não tem como pagar dívida e continuar funcionando”. O jornal paulistano chega a falar em iminente “quebra” da papeleira, o que “geraria demissões em toda a cadeia produtiva” da celulose no Brasil.

11 Comentários on “As promessas douradas dos desertos verdes viraram demissões e incertezas”

  1. #1 Anonymous
    on Dec 3rd, 2008 at 2:54 pm

    Onde está o Dep. Nelson Harter/PMDB nessa hora?

  2. #2 Anonymous
    on Dec 3rd, 2008 at 4:17 pm

    Marco, a empresa Demuth, de Portão demitiu 80 funcionarios em razao do cancelamento de pedidos de equipmantos feitos anteriormente pela Aracruz celulose…

  3. #3 marcelo
    on Dec 3rd, 2008 at 4:55 pm

    Destaque ao tom quase fúnebre com que ZH tratou desse assunto. Chegaram ao ponto de botar um surdo-mudo para posar de vítima e quebrar o coracao dos leitores mais incautos.

  4. #4 Carlos Eduardo da Maia
    on Dec 3rd, 2008 at 6:28 pm

    A Aracruz está pagando o preço de sua irresponsabilidade. Empresa tem que ter compromisso social e não pode colocar parte considerável de seus ativos no cassino da Bolsa de Valores. Investir em ativos de risco além da conta é crime contra economia nacional e os responsáveis devem amargar anos e anos na cadeia.

  5. #5 Anonymous
    on Dec 3rd, 2008 at 6:49 pm

    QUEM maltrata a NATUREZA só merece o inferno mesmo!!! Volterm para seus países. Vao plantar eucaliptos na Europa, lá o campinho é mais caro?

  6. #6 Anonymous
    on Dec 3rd, 2008 at 7:41 pm

    Anônimo, a Aracruz é BRASILEIRA. E assim como a Demuth, de Portão, dezenas de outras empresas vão desempregar pessoas por causa da suspensão dos projetos. Para quem dizia que não havia empregos no plantio de eucaliptos, que está longe de ser o vilão da natureza (aliás, Lutzenberger pediu e foi enterrado sob um bosque de eucaliptos no Rincão Gaia), interessante ver agora como se regojizam com uma coisa tão triste para centenas de famílias. Certamente temos entre os felizardos vários funcionários públicos, CCs em alguma mamata, aproveitadores que não gostam de trabalhar. Criticar a Aracruz é fácil e demagógico, além de passar atestado de desinformação.

    ZéMané

  7. #7 Anonymous
    on Dec 4th, 2008 at 2:10 am

    O Biopampa ageadece a saída da Aracrusius…

  8. #8 Omar
    on Dec 4th, 2008 at 12:01 pm

    Coluna da Denise Nunes, hoje, no Correio do Povo:

    QUEM DIRIA

    Apesar da situação que vive a empresa, o presidente da Aracruz, Carlos Aguiar, foi eleito um dos líderes setoriais pelo Fórum dos Líderes Empresariais.

  9. #9 Nelson Antônio Fazenda
    on Dec 4th, 2008 at 1:37 pm

    Os que acreditam que o questionamento à silvicultura de eucalipto se resume aos esquerdistas, sindicalistas, ambientalistas e outros “istas” podem dar uma olhada na entrevista de Antonio Eduardo Lanna concedeu à Revista do Instituto Humanitas UNISINOS, no. 247, de 10/12/2007.
    Lanna é engenheiro civil (Universidade Federal do Rio de Janeiro), mestre em Hidrologia Aplicada (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), Ph.D na área de planejamento e gestão de recursos hídricos (Colorado State University, EEUU), ex-professor titular do Instituto de Pesquisas Hidráulicas da UFRGS onde se dedicou ao ensino de graduação e de pós-graduação, pesquisa e extensão na área de economia, otimização planejamento, gestão de recursos hídricos, pesquisador nível I-A do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – CNPq. Além disso, Lanna é, também, pecuarista.
    Portanto, possivelmente, a Lanna não deve ser atribuído, pelo menos levianamente, rótulo algum dos citados acima.
    Na entrevista, Lanna afirma, entre outras coisas:
    “Após 20 anos de silvicultura, resta um solo que não mais produz eucalipto com valor comercial, com os tocos e raízes profundas que sobraram. Quem vai retirar isto e a que custo? Quanto tempo levará até que o solo se reconstitua? E o campo nativo, quando será recuperado? Poucos se preocupam com isto, aparentemente. E isto, mais uma vez, poderia ser evitado simplesmente fazendo com que o governo do Estado, e as empresas de celulose e de silvicultura, aceitem o “Zoneamento Ambiental para Atividade de Silvicultura no Rio Grande do Sul” – ZAS, elaborado pelo governo passado como diretriz para o licenciamento da silvicultura.”
    Para ler a íntegra da entrevista de Lanna, clique em http://edulanna.blogspot.com/2008/11/o-bioma-pampa-em-risco-plantao-de-pnus.html

  10. #10 Anonymous
    on Dec 4th, 2008 at 5:27 pm

    Nelson,

    Então essas empresas estão investindo bilhões de dólares para em 20 anos não conseguirem mais plantar?
    Ha, ha, ha!
    Então mais de 3 mil técnicos, contanto centenas de Doutores e PhDs no país estão equivocados e o Lana está certo?

    Dr. Lana está na contramão do que centenas de estudos acadêmicos apontam. Certamente ele achará uma heresia dizer que áreas degradadas foram recuperadas para a agricultura depois do plantio de ocalíticos.

    Bem, melhor mesmo é o Brasil parar de plantar essas carniças e continuar provendo 70% de suas necessidades de madeira com MATA NATIVA, da Amazônia, de preferênça.

    zémané

  11. #11 Anonymous
    on Dec 4th, 2008 at 11:49 pm

    Nelson Antonio,
    a questão é que esse contingente denominado de esquerdistas, sindicalistas e ambientalistas, apresenta em sua composição homens com o perfil do pesquisador Lanna. Quero dizer: são pessoas comprometidas com a humanidade e com a continuidade da civilização no Planeta Terra.
    Alice Mann

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