O geólogo Álvaro Rodrigues dos Santos escreve sobre a tragédia em Santa Catarina: “a questão essencial é que estão sendo ocupadas pela urbanização, à vista e com o beneplácito oficial, áreas que por suas condições geológicas jamais poderiam ser utilizadas para tal fim. Pior, estão sendo ocupadas utilizando-se de expedientes técnicos (desmatamento, cortes, aterros, disposição viária) totalmente contra-indicados para tais situações”.
E o engenheiro florestal Guilherme Floriani observa que, após a tragédia, cresce a pressão contra o projeto de lei do governo catarinense, que institui o Código do Meio Ambiente Estadual. Inconstitucional segundo a Procuradora da República, Analúcia Hartmann, o projeto reduz matas ciliares a uma linha de 5m de largura e ameaça unidades de conservação na área afetada pela enchente.


on Dec 5th, 2008 at 10:14 am
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Construídas legal ou ilegalmente, usualmente essas edificações (em encosta ou outro tipo de dificuldade) são feitas sem rigor técnico, porque senão custariam fortunas. E em SC… lá, “um dos estados mais desenvolvidos do Brasil”, aparenta haver uma estranha facilidade oficial para se ocupar morros… em Florianópolis, então, “salta aos olhos”…