Em um documento preparado para a XIV Conferência das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas, o presidente da Bolívia, Evo Morales, afirma que a competição e a sede de lucro sem limites do sistema capitalista estão destroçando o planeta. Para o líder boliviano, “a mudança climática colocou toda a humanidade diante de uma disjuntiva: continuar pelo caminho do capitalismo e da morte, ou empreender o caminho da harmonia com a natureza e do respeito à vida”.
Evo propõe a criação de uma Organização Mundial do Meio Ambiente e da Mudança Climática, a qual se subordinem as organizações comerciais e financeiras multilaterais, para promover um modelo distinto de desenvolvimento, amigável com a natureza e que resolva os graves problemas da pobreza. E defende a transformação estrutural da Organização Mundial do Comércio (OMC), do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do sistema econômico internacional em seu conjunto, “a fim de garantir um comércio justo e complementar, um financiamento sem condicionamentos para um desenvolvimento sustentável que não esbanje os recursos naturais e os combustíveis fósseis nos processos de produção, comércio e transporte de produtos”.
Clique AQUI para ler o documento na íntegra.

on Dec 8th, 2008 at 12:46 am
Perfeito! A lógica capitalista não comporta a dinâmica do crescimento contínuo, intermitente e eterno. O mito esbarra na finitude dos recursos e nos limites espaciais do planeta. Ou seja, a continuar nesse ritmo, faltará planeta para abrigar o dito crescimento. Mais crível do que termos 30 Alemanhas no planeta, é termos 200 Costas Ricas, por exemplo. A estratégia é “viver simplesmente para que os outros possam simplesmente viver”.
on Dec 8th, 2008 at 1:00 am
Evo, um Homem com Consciência Ecológica tem condições de propor: se a humanidade quiser manter a sua espécie precisa ir além da utopia de “Um outro mundo é possível”. É preciso ter a responsabilidade de propor e criar: um outro mundo é necessário!
É preciso saber transmutar o capitalismo (a barbarie) em uma sociedade de vida, com sociabilidade, cuidado com a natureza e valores/ conceitos fundamentais para o conforto e o bem estar. Parece que a Filosofia Oriental possibilita a formação de um novo homem em condições de salvar a humanidade do capitalismo.
Hannah
on Dec 8th, 2008 at 1:07 am
Os índios são mestres em educação ambiental. Essa proposta só poderia ter vindo dessa nova geração de presidentes da América. Finalmente, parece que podemos começar a pensar em uma América que poderá trabalhar unida pela salvação da vida no Planeta Terra.
Alice Mann
on Dec 8th, 2008 at 3:55 am
O Presidente Evo dá uma paulada na nossa política de biocombustível: ma-ra-vi-lho-so!!!
on Dec 8th, 2008 at 12:06 pm
O problema não é o biocombustível (que é melhor do que o petróleo) e sim o receptor. O planeta não agüenta mais automóveis (sejam eles movidos a biocombustíveis ou a ar). Nesse caso, o veículo, movido a que for, não é sustentável. Ou por acaso Evo (ou qualquer governante) faria muito diferente, tendo as condições, do que faz o nosso governo? na realidade, o povo clama pelo consumo insustentável.
on Dec 8th, 2008 at 6:09 pm
A era dos extremos de Eric…
Enquanto Evo trabalha por um propósito de vida para salvar a humanidade, a outra desfila com símbolos efêmeros do capitalismo: casa ali em baixo, automóvel,silicone e outros…
Clarice
on Dec 8th, 2008 at 6:19 pm
Herbert Marcuse, numa palestra proferida na Cidade Do México, década de 60 do século passado, já dizia: “quando não existe a necessidade vital da abolição do trabalho; quando, pelo contrário, existe a necessidade da continuação do trabalho, até quando este deixa de ser socialmente necessário; quando não há a necessidade do prazer e da felicidade com a consciência tranqüila; quando estas necessidades vitais não existem ou, existindo, são afogadas pelas repressivas, então a única coisa que se pode esperar das novas possibilidades técnicas é que se convertam, de fato, em possibilidades repressivas”.
E destruidoras da vida, diria eu. Para superarmos o capitalismo é necessário destruir/substituir as relações de trabalho capitalistas. Rosa Luxemburgo ensinou a todos: a alternativa ao socialismo é a barbárie. E a humanidade, hoje, esta numa célere corrida em direção a barbárie.
on Dec 8th, 2008 at 11:20 pm
Ainda na década de 50 do Séc. passado, Castoriadis escreveu um livro com o título: Socialismo ou Barbarie. Com o passar do tempo, a palavra socialismo ficou ambígua demais, então Castoriadis priorizou o uso da palavra democracia.
Conclusão preliminar e temporária: enquanto não houver uma democratização da civilidade através de um processo universal de educação de vida, a humanidade vai indo assim aos trancos e barrancos, encontros e desencontros entre a barbárie e a civilidade, entre manifestações de extrema beleza X Feiura, Cidadãos x consumidores, etc.
Alice