Todo o verão no hemisfério Sul, encontra os baleeiros japoneses caçando baleias por conta de uma autorização da CBI (Comissão Baleeira Internacional) que permite aquela país a caça de uma cota anual de 1000 baleias, para “investigação científica”. Todos os países sabem que o Japão comercializa a carne de baleia, mas poucos fazem alguma coisa para impedi-los. E todo verão no hemisfério Sul, encontra também os valorosos voluntários da Sea Shepherd defendendo as sensíveis criaturas do mar. Em anos anteriores o Greenpease também enviava algum navio para os mares da Antártida. Este ano eles não vão. A Sea Shepherd está sozinha e com apenas um navio, pois o governo canadense prendeu um dos navios da organização quando impediam a caça das focas. Como no ano passado a Máfia Japonesa amargou um prejuízo muito grande, pois pela ação da organização caçou apenas metade de sua cota anual, este ano eles vem furiosos.
Conseguiram que o governo japonês enviasse um navio da Guarda Costeira Japonesa. Este navio vem armado, prometendo atacar o Steve Irwin (navio da Sea Shepherd) e prender seus militantes. A tripulação inclui um mestre soldador, um mestre carpinteiro, engenheiros experientes e qualificados mergulhadores. Também está a bordo uma equipa de oito homens da televisão por satélite canal Discovery, que está filmando a segunda temporada de “Guerras da Baleia” para o show Animal Planet. Os membros da tripulação são provenientes da Austrália, América, Canadá, Reino Unido, Alemanha, Bermudas, Nova Zelândia, África do Sul, Suécia, Japão e Hungria. Cerca de metade deles são mulheres.
Sou voluntária da ONG aqui no Brasil, onde não são ainda tão populares quanto no resto do mundo. Peço a vocês que ajudem a divulgar os acontecimentos, pois a tripulação do navio pode contar apenas com a opinião publica mundial para se proteger e não vai, em hipótese alguma, recuar em seus propósitos de afundar a frota Japonesa economicamente. Por isso solicito aos que são jornalistas que puderem, para fazer matérias a respeito em seus veículos de comunicação, aos que tem blog que divulguem o assunto e aos outros que mandem e-mail aos amigos divulgando a causa. Podem obter maiores informações no meu blog (lá tem um video resumo do documentário feito pelo Animal Planet na missão do ano passado) e no blog e site da organização. Também podem contribuir financeiramente, acharão no site como fazê-lo. Abraços a todos e obrigada!”


on Dec 15th, 2008 at 5:06 pm
Dá até medo quando vejo um “assassinato de várias espécies”… Na hora me vem à mente a lembrança de que, se eu bobeasse, as tais baleias é que acabariam comigo.
on Dec 15th, 2008 at 6:45 pm
Parabéns pela militância, Suzana Pires! Só nos foi possível chegar a esse estágio tecnológico por causa da acessibilidade à natureza em toda a sua biodiversidade. Na realidade, o homem atual é muito mais dependente da natureza do que o era milhares de anos atrás. Cada vez que o meio ambiente é agredido (quando um espécie se e extingue, por exemplo), reduzem-se as chances e facilidades do homem no planeta. Exemplo: e se a cura definitiva do câncer estiver na terceira pena da asa esquerda da Ararinha Azul (em vias de extinção)? Não será pelo amor, e sim pela dor o grande despertar espiritual da, por ora, pretensa humanidade. Compreenderá a “humanidade” que é preciso estabelecer uma relação de troca ética com a natureza, com as demais formas devida? Compreenderá, a pseudo-humanidade, que o homem é a mais frágil das espécies e a única que, desaparecendo, alterará para melhor o ambiente planetário. Se as abelhas forem extintas, em quatro meses acabam os estoques e a produção de alimentos na face do planeta. De outra banda, não apenas as baleias precisam de salvadores. A “humanidade” há muito deveria ter abandonado o consumo cruel (carnes e derivados), afinal, os animais têm o mesmo direito à vida que o homem. Portanto, senhor Roberto Carlos, não tem a menor lógica e coerência fazer uma música defendendo as baleias e, atualmente, se dedicar à criação de gado de corte. Aos revolucionários fundamentalistas: salvem as baleias ou não haverá palco para a revolução. Ah! e se daqui a 50 anos (quando os corais estiverem extintos) o homem descobrir que estava neles a cura para um vírus que está dizimando toda a população da face da Terra?
on Dec 15th, 2008 at 8:01 pm
Ai eu pergunto, o que está sendo feito pelas ONGs que defendem o ambiente, a respeito do extermínio anual de baleias realizado na Dinamarca,(Ilhas Feroe) para marcar a entrada de adolescentes na idade adulta. São milhares de animais mortos por ano em uma atitude bárbara e sanguinária. Parece que há um documento circulando o mundo para tentar impedir isso, mas, até quando?????
Cesar
on Dec 16th, 2008 at 5:15 pm
Essa é a única organização política da qual pretendo fazer parte. Bravo, Watson! Se depender de mim esses navios continuarão a ser derrubados e afundados.
on Dec 17th, 2008 at 6:13 am
Em julho de 2000, a organização Sea Shepherd, que dedica-se à proteger as formas de vida marinhas, velejou até as Ilhas Feroe para intervir na matança anual de baleias pilotos. Conseguiu que o massacre fosse levado às primeiras páginas da mídia européia e, melhor que isso, passou a fazer pressão econômica sobre as companhias que ainda compravam alimentos do mar com origem nas Feroe, o que representa 90% da economia local, com predominância das compras feitas pelo gigante holandês Unilever.
“Acima de 20 mil pontos de venda a varejo europeus cancelaram os seus contratos de pesca a pedido da Sea Shepherd”, informa o portal da entidade.
A luta está, porém, longe de um final feliz. “Na Noruega isso acontece também; é um problema cultural”, disse a AmbienteBrasil Cristiano Pacheco, coordenador jurídico da Sea Shepherd no Brasil. “É um espetáculo de horrores, eles abrem o pescoço dos animais de fora a fora e os deixam agonizando na beira da praia, onde as pessoas ficam aplaudindo”, completa o advogado, para quem é “inacreditável” que aconteça algo assim no mundo em pleno Século XXI.
Mônica Pinto / AmbienteBrasil
Em resposta a preocupação do Cezar, copiei este texto do site da Sea Shepherd Brasil publicado originalmente no site da AmbientalBrasil.
Tem gente trabalhando por lá também.
Suzana Pires
on Apr 8th, 2009 at 3:09 pm
em resposta ao MOSES: talvez nesse caso elas estivessem fazendo um favor. “já que podemos matar antes, por que não matar”, não é mesmo?