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Apoio à luta do Sea Shepherd

A fotógrafa Suzana Pires escreve: “Olá amigos. Quero fazer um pedido! A Sea Shepherd é uma organização mundial de proteção à vida marinha. São lendários defensores das focas no Canadá e das baleias em qualquer parte do mundo. O também lendário capitão Paul Watson, notabilizou-se por romper com o Greenpeace, do qual é fundador, por pensar que a causa da proteção dos ecossistemas exigia “mais atitudes e menos discurso”. Fundou então a Sea Shepherd que é uma organização de ação, intervém diretamente impedindo o assassinato de espécies pelo mundo afora.

Todo o verão no hemisfério Sul, encontra os baleeiros japoneses caçando baleias por conta de uma autorização da CBI (Comissão Baleeira Internacional) que permite aquela país a caça de uma cota anual de 1000 baleias, para “investigação científica”. Todos os países sabem que o Japão comercializa a carne de baleia, mas poucos fazem alguma coisa para impedi-los. E todo verão no hemisfério Sul, encontra também os valorosos voluntários da Sea Shepherd defendendo as sensíveis criaturas do mar. Em anos anteriores o Greenpease também enviava algum navio para os mares da Antártida. Este ano eles não vão. A Sea Shepherd está sozinha e com apenas um navio, pois o governo canadense prendeu um dos navios da organização quando impediam a caça das focas. Como no ano passado a Máfia Japonesa amargou um prejuízo muito grande, pois pela ação da organização caçou apenas metade de sua cota anual, este ano eles vem furiosos.

Conseguiram que o governo japonês enviasse um navio da Guarda Costeira Japonesa. Este navio vem armado, prometendo atacar o Steve Irwin (navio da Sea Shepherd) e prender seus militantes. A tripulação inclui um mestre soldador, um mestre carpinteiro, engenheiros experientes e qualificados mergulhadores. Também está a bordo uma equipa de oito homens da televisão por satélite canal Discovery, que está filmando a segunda temporada de “Guerras da Baleia” para o show Animal Planet. Os membros da tripulação são provenientes da Austrália, América, Canadá, Reino Unido, Alemanha, Bermudas, Nova Zelândia, África do Sul, Suécia, Japão e Hungria. Cerca de metade deles são mulheres.

Sou voluntária da ONG aqui no Brasil, onde não são ainda tão populares quanto no resto do mundo. Peço a vocês que ajudem a divulgar os acontecimentos, pois a tripulação do navio pode contar apenas com a opinião publica mundial para se proteger e não vai, em hipótese alguma, recuar em seus propósitos de afundar a frota Japonesa economicamente. Por isso solicito aos que são jornalistas que puderem, para fazer matérias a respeito em seus veículos de comunicação, aos que tem blog que divulguem o assunto e aos outros que mandem e-mail aos amigos divulgando a causa. Podem obter maiores informações no meu blog (lá tem um video resumo do documentário feito pelo Animal Planet na missão do ano passado) e no blog e site da organização. Também podem contribuir financeiramente, acharão no site como fazê-lo. Abraços a todos e obrigada!”

6 Comentários on “Apoio à luta do Sea Shepherd”

  1. #1 Moses
    on Dec 15th, 2008 at 5:06 pm

    Dá até medo quando vejo um “assassinato de várias espécies”… Na hora me vem à mente a lembrança de que, se eu bobeasse, as tais baleias é que acabariam comigo.

  2. #2 Ary da Silva Martini
    on Dec 15th, 2008 at 6:45 pm

    Parabéns pela militância, Suzana Pires! Só nos foi possível chegar a esse estágio tecnológico por causa da acessibilidade à natureza em toda a sua biodiversidade. Na realidade, o homem atual é muito mais dependente da natureza do que o era milhares de anos atrás. Cada vez que o meio ambiente é agredido (quando um espécie se e extingue, por exemplo), reduzem-se as chances e facilidades do homem no planeta. Exemplo: e se a cura definitiva do câncer estiver na terceira pena da asa esquerda da Ararinha Azul (em vias de extinção)? Não será pelo amor, e sim pela dor o grande despertar espiritual da, por ora, pretensa humanidade. Compreenderá a “humanidade” que é preciso estabelecer uma relação de troca ética com a natureza, com as demais formas devida? Compreenderá, a pseudo-humanidade, que o homem é a mais frágil das espécies e a única que, desaparecendo, alterará para melhor o ambiente planetário. Se as abelhas forem extintas, em quatro meses acabam os estoques e a produção de alimentos na face do planeta. De outra banda, não apenas as baleias precisam de salvadores. A “humanidade” há muito deveria ter abandonado o consumo cruel (carnes e derivados), afinal, os animais têm o mesmo direito à vida que o homem. Portanto, senhor Roberto Carlos, não tem a menor lógica e coerência fazer uma música defendendo as baleias e, atualmente, se dedicar à criação de gado de corte. Aos revolucionários fundamentalistas: salvem as baleias ou não haverá palco para a revolução. Ah! e se daqui a 50 anos (quando os corais estiverem extintos) o homem descobrir que estava neles a cura para um vírus que está dizimando toda a população da face da Terra?

  3. #3 Anonymous
    on Dec 15th, 2008 at 8:01 pm

    Ai eu pergunto, o que está sendo feito pelas ONGs que defendem o ambiente, a respeito do extermínio anual de baleias realizado na Dinamarca,(Ilhas Feroe) para marcar a entrada de adolescentes na idade adulta. São milhares de animais mortos por ano em uma atitude bárbara e sanguinária. Parece que há um documento circulando o mundo para tentar impedir isso, mas, até quando?????
    Cesar

  4. #4 Katarina Peixoto
    on Dec 16th, 2008 at 5:15 pm

    Essa é a única organização política da qual pretendo fazer parte. Bravo, Watson! Se depender de mim esses navios continuarão a ser derrubados e afundados.

  5. #5 suzana pires
    on Dec 17th, 2008 at 6:13 am

    Em julho de 2000, a organização Sea Shepherd, que dedica-se à proteger as formas de vida marinhas, velejou até as Ilhas Feroe para intervir na matança anual de baleias pilotos. Conseguiu que o massacre fosse levado às primeiras páginas da mídia européia e, melhor que isso, passou a fazer pressão econômica sobre as companhias que ainda compravam alimentos do mar com origem nas Feroe, o que representa 90% da economia local, com predominância das compras feitas pelo gigante holandês Unilever.

    “Acima de 20 mil pontos de venda a varejo europeus cancelaram os seus contratos de pesca a pedido da Sea Shepherd”, informa o portal da entidade.

    A luta está, porém, longe de um final feliz. “Na Noruega isso acontece também; é um problema cultural”, disse a AmbienteBrasil Cristiano Pacheco, coordenador jurídico da Sea Shepherd no Brasil. “É um espetáculo de horrores, eles abrem o pescoço dos animais de fora a fora e os deixam agonizando na beira da praia, onde as pessoas ficam aplaudindo”, completa o advogado, para quem é “inacreditável” que aconteça algo assim no mundo em pleno Século XXI.

    Mônica Pinto / AmbienteBrasil

    Em resposta a preocupação do Cezar, copiei este texto do site da Sea Shepherd Brasil publicado originalmente no site da AmbientalBrasil.
    Tem gente trabalhando por lá também.
    Suzana Pires

  6. #6 Anonymous
    on Apr 8th, 2009 at 3:09 pm

    em resposta ao MOSES: talvez nesse caso elas estivessem fazendo um favor. “já que podemos matar antes, por que não matar”, não é mesmo?

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