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Reveillon de terroristas em Gaza

“Terrorismo é termo que se usa hoje, doentiamente, para descrever o que ‘outros’ fazem, não para descrever o que ‘nós’ fazemos. Nações poderosas, como Israel, os EUA, a Rússia ou a China, sempre descrevem como “terrorismo” a luta de resistência que seja feita, contra as nações poderosas, pelas suas vítimas”.

(Nir Rosen, jornalista, professor do New York University Center on Law and Security, autor de “The Triumph of the Martyrs: A Reporter’s Journey in to Occupied Iraq”)

9 Comentários on “Reveillon de terroristas em Gaza”

  1. #1 Anonymous
    on Jan 2nd, 2009 at 2:18 pm

    Doze Regras de Redação da Grande Mídia Internacional Quando a Notícia é do Oriente Médio
    Adaptado de um texto em francês de autoria desconhecida

    Regra Um: No Oriente Médio, são sempre os Árabes que atacam primeiro e sempre Israel que se defende. Esta defesa chama-se represália.
    Regra Dois: Os Árabes, Palestinos ou Libaneses, não tem o direito de matar civil. Isso se chama “Terrorismo”.
    Regra Três: Israel tem o direito de matar civil. Isso se chama “Legitima Defesa”.
    Regra Quatro: Quando Israel mata civis em massa, as potências ocidentais pedem que seja mais comedida. Isso se chama “Reação da Comunidade Internacional”.
    Regra Cinco: Os Palestinos e os Libaneses não têm o direito de capturar soldados de Israel dentro de instalações militares com sentinelas e postos de combate. Isso se chama “Seqüestro de Pessoas Indefesas”.
    Regra Seis: Israel tem o direito de seqüestrar a qualquer hora e em qualquer lugar quantos Palestinos e Libaneses desejar. Atualmente são mais de 10.000 dos quais 300 são crianças, e 1.000 são mulheres. Não é necessário qualquer prova de culpabilidade. Israel tem o direito de manter os seqüestrados presos indefinidamente, mesmo que sejam autoridades democraticamente eleitas pelos Palestinos. Isso se chama “Prisão de Terroristas”.
    Regra Sete: Quando se menciona a palavra “Hezbollah”, é obrigatório a mesma frase conter a expressão “apoiado e financiado pela Síria e pelo Irã”.
    Regra Oito: Quando se menciona “Israel”, é proibida qualquer menção à expressão “apoiada e financiada pelos Estados Unidos”. Isso pode dar a impressão de que o conflito é desigual e que Israel não está em perigo existencial.
    Regra Nove: Quando se referir a Israel, são proibidas as expressões “Territórios Ocupados”, “Resoluções da ONU”, “Violações de Direitos Humanos” ou “Convenção de Geneva”.
    Regra Dez: Tanto os Palestinos quanto os Libaneses são sempre “covardes” que se escondem entre a população civil, a qual “não os quer”. Se eles dormem em suas casas com as sua famílias, a isso se dá o nome de “Covardia”. Israel tem o direito de aniquilar com bombas e mísseis os bairros onde eles estão dormindo. Isso chama “Ações Cirúrgica de Alta Precisão”.
    Regra Onze: Os Israelenses falam melhor o Inglês, o Francês, o Espanhol e o Português que os Árabes. Por isso eles e os que os apóiam devem ser mais entrevistados e ter mais oportunidade do que os Árabes para explicar as presentes Regras de Redação (de 1 a 10) ao grande público. Isso se chama de “Neutralidade Jornalística”.
    Regra Doze: Todas as pessoas que não estão de acordo com as Regras de Redação acima expostas são “Terroristas Anti-Semitas de Alta Periculosidade”.
    Paulo Cesar

  2. #2 Nelson Antônio Fazenda
    on Jan 2nd, 2009 at 6:09 pm

    Imagine se fosse Fidel Castro, Evo Moráles, Hugo Chávez, Rafael Correa, mesmo o nosso Lula, ou outro desafeto qualquer dos poderosos a ordenar esse assassínio em massa. A mídia hegemônica, não sem razão, abriria as manchetes, a todo momento, assim: Assassino! Monstro! Genocida!
    Mas, o terror é obra, uma vez mais, do Sistema de Poder que domina Israel desde a fundação do país, aliado incondicional do imperialismo yankee e europeu. Assim, essa mesma mídia limita-se a, pasmém, justificar o genocídio afirmando que Israel tem o direito de se defender.

  3. #3 Ary da Silva Martini
    on Jan 2nd, 2009 at 7:21 pm

    Perfeito, Paulo César.
    Como contribuição, a regra 13: Revogam-se as disposições em contrário. Obs:vou piratear as regras para o Blog do Noblat (só para ver o povo de lá “pegar um ar”!).

  4. #4 Anonymous
    on Jan 3rd, 2009 at 12:04 am

    Paulo Cesar: concordo com tudo o que escreste.A covardia israelense é de deixar a gente com enojada.Odeio qualquer tipo de violência,ainda mais contra civis e israel aprendeu com maestria,com o patrão americano,como exterminar civis.Tanto os americanos como os judeus parecem não ter coragem de enfrentar os exércitos inimigos.A vida de um único soldado judeu parece valer a vida de centenas de crianças palestinas.Terrorismo é isso.Nunca tive dúvidas que os grandes terroristas mundiais são esses dois países.Se não existissem israel e usa o mundo seria 90% mais pacífico.

  5. #5 Anonymous
    on Jan 3rd, 2009 at 1:50 am

    Bombardear civis do alto de aviões é uma grande covardia. Se você tem descendência árabe ou não isso não importa. Não compre jornais que mentem e escondem a matança de civis na Palestina.Não compre produtos ou utilize serviços anunciados pela FOLHA DE SÃO PAULO, ESTADÃO, GLOBO e outras fontes de noticias mentirosas e parciais. Para saber o que acontece na Palestina nesse momento, mesmo sendo em inglês, acesse Palestine News Network

    http://209.216.195.132/index.php?option=com_frontpage&Itemid=1

    Porque alguém com conhecimento de inglês nào ajuda os palestinos traduzindo suas materias todas ineditas, para o português? Daria um IBOPE mais ou menos bom, não acham?

  6. #6 Anonymous
    on Jan 3rd, 2009 at 2:10 am

    De Adrian Hamilton do Independent:

    Ignore as acusações e contra-acusações de culpa. O bombardeio de Gaza aconteceu porque atendia aos interesses políticos das partes envolvidas.

    O ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak, o impeliu, a ministra das Relações Exteriores, Tzipi Livni, o aplaudiu, e o primeiro-ministro Ehud Olmert o sancionou porque há uma eleição programada para fevereiro, e o líder da oposição e arquifalcão Binyamin Netanyahu está na dianteira nas sondagens de intenção de voto. Barak, como líder do Partido Trabalhista, e Livni, como líder do partido governista Kadima, estão determinados a ser mais guerreiros que ele.

    O timing estava certo, e as circunstâncias, também.

    George W. Bush, o presidente americano mais avassaladoramente pró-Israel desde o nascimento do país, ainda estará no poder pelas próximas semanas, antes da posse de um líder novo e menos resolutamente favorável a Israel, em 20 de janeiro.

    Ao mesmo tempo, o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, também em final de mandato, viu nesta guerra a oportunidade de quebrar de uma vez por todas a espinha de sua oposição, o Hamas, antes de serem realizadas novas eleições. Gaza é o último e desesperado lance de xadrez de três líderes que se encaminham para a porta de saída -Bush, Olmert e Abbas.

    E o que dizer do próprio Hamas? É verdade que o grupo errou em seus cálculos ao pôr fim ao cessar-fogo quando o fez e subestimar a ferocidade da resposta israelense. Ele travou um jogo de pombas e falcões com Israel, apostando sua própria população na jogada dos dados. Mas é verdade também que o Hamas tem suas razões políticas para saudar um confronto violento com o inimigo. Quanto mais duro Israel golpeia Gaza, mais enfurecida fica a população do território e mais solidariedade é despertada nos países muçulmanos.

    Pode soar como intransigência dizer que centenas de civis morreram puramente no interesse de um grupo de políticos demasiado atentos a suas ambições próprias para levar em conta as consequências. Mas essa é a verdade brutal sobre este conflito.

    Do mesmo modo que essa conflagração é essencialmente política, sua solução também precisa ser política.

    Apesar de seus esforços para provar o contrário, Israel não é imune à desaprovação do mundo externo. Embora tenha barrado a entrada de qualquer organização de mídia em Gaza, vivemos no mundo moderno dos celulares e da internet, e as notícias não podem ser caladas.

    Barak e Livni devem saber, graças à experiência no Líbano, que ações desse tipo só funcionam se produzem resultados rápidos. Nos primeiros dias, eles podiam nutrir a esperança de superar Netanyahu em intransigência. Mas depois de uma semana sem uma vitória clara, eles começarão a parecer ineficazes. Em algum momento, eles podem muito bem considerar que é do seu interesse declarar vitória e aceitar um cessar-fogo.

    A melhor coisa que o mundo externo pode fazer para ajudar é parar de fazer o jogo político. A crise na faixa de Gaza começou e foi imensuravelmente agravada pela maneira como Washington e Londres vêm trabalhando para reforçar Mahmoud Abbas e solapar o Hamas.

    O Egito e os chamados Estados árabes moderados, além do quarteto, representado por Tony Blair, foram sugados para dentro de uma política de isolamento proposital de Gaza e enfraquecimento do Hamas. Essa política não funcionou e não funcionará. O Hamas foi democraticamente eleito e, quanto mais isolado, mais é reforçada sua reivindicação de representar a única voz palestina independente. Barack Obama não vai reverter essa política do dia para a noite. Ele não pode, em vista do compromisso dos EUA com Israel, e é inútil esperar que o faça. Mas ele pode influenciar a opinião pública. Uma palavra sua de condenação ao recurso à violência como arma política seria o suficiente para avisar os líderes e o eleitorado israelense de que uma abordagem mais justa está a caminho.

    A crise em Gaza não será solucionada enquanto os palestinos não se entenderem. Mas sua única chance de fazê-lo depende de Washington, Londres e o quarteto pararem de tomar partido e de Israel parar de fazer política por meio da guerra.

  7. #7 Lamarca
    on Jan 4th, 2009 at 1:11 am

    ISRAEL ESTADO GENOCIDA !!!!!!
    TODO APOIO A RESISTENCIA EM GAZA !!

  8. #8 Milton Ribeiro
    on Jan 4th, 2009 at 9:01 pm
  9. #9 heliopaz
    on Jan 4th, 2009 at 10:05 pm

    Marco,

    Nesse stress todo de fim de dissertação, esqueci de agradecer à tua participação no nosso bate-papo, que foi superútil pro meu trabalho.

    Além disso, desejo a ti, à Katarina, à filhinha de vocês e a todas as pessoas “do bem” deste planeta TUDO DE BOM SEMPRE, que é algo bem mais valioso do que um simples Feliz 2009.

    O tema é seriíssimo e teus posts estão ótimos. Meu tempo anda escasso pra postar, mas tô acompanhando o RS Urgente e mais uma série de blogs direto.

    []‘s,
    Hélio

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