10 horas e 52 minutos da manhã de 5 de janeiro de 2009. Manchete do UOL/Folha de São Paulo: “Israel divide Gaza em três e busca milicianos”. Da mesma forma, no site de Zero Hora: “Israel divide Gaza em três e começa nova fase de ataques”. A mesma manchete é destaque no site do Globo: “Israel inicia nova fase da ofensiva e divide a Faixa de Gaza em três”.
Detalhe: Israel proibiu a entrada de jornalistas estrangeiros em Gaza.
Qual é, então, a fonte dessas notícias uniformemente distribuídas pelo mundo afora?
Resposta: o próprio governo de Israel. A cobertura da maioria esmagadora da mídia não passa, portanto, de divulgação das informações oficiais do governo israelense.
Há quem dê a essa prática o nome de jornalismo.

on Jan 5th, 2009 at 1:56 pm
É verdade! Que jornalismo é esse que divulga pautas tendenciosas? Que jornalismo é esse que, dia após dia, apenas divaga sobre a ação “terrorista” e a reação “defensiva”? Onde está a análise ampla, desde o início, há milênios, que mostre, de forma científica, um Israel sempre belicoso e indisposto com os povos ao seu redor? Afinal, não é isso que está na Bíblia? Afinal, não são esses os fatos de registros históricos dos outros povos? Afinal, não será o registro bíblico, tornando o Antigo Testamento, um dos livros que mais incita à violência, a demonstração de que esse povo israelita usurpou a terra que, hoje, deveria ser dos palestinos? Enfim, não tenho visto em nenhum órgão da imprensa comercial, aquela de vende espaços e notícias, algo sobre esse registro histórico de um problema que chega até nossos dias com a pressão desumana sobre o gueto de Gaza, gerando o maior genocídio dos dos tempos modernos. Aliás, esse, sim genocídio.
on Jan 5th, 2009 at 2:55 pm
Parabéns pelo excelente trabalho está tudo ótimo no blog, ficaria perfeito se vc disponibilizasse FEEDS (RSS) para assinatura. (Desculpa já tem, mas eu não achei…)
on Jan 5th, 2009 at 4:16 pm
…e há quem leia e saia achando que isso é notícia!
Até essa madrugada ainda recebiam-se SMS de parentes, amigos, ativistas que vivem no campo de Jabaliya. agora sem energia elétrica, esgotaram-se as baterias e não há mais informação alguma. terrível.
um abraço, Marco.