A “banalização do mal”, sobre a qual escreveu Hanna Arendt no estudo sugerido pela presença dela em 1961 ao julgamento do carrasco nazista Adolf Eichman (Eichman in Jerusalem), talvez ajude a explicar a redução do interesse daquela mesma mídia que se emocionara em junho de 1989 com o jovem chinês diante dos tanques no protesto de Tiananmen, a praça da Paz Celestial em Pequim.

A do palestino à frente do tanque mal foi vista desta vez. Mas há outras – em fotos e filmes, sempre dramáticos. Pais, mães, filhos, avós. Como Samera Baalusha, mãe de 34 anos: antes do assalto israelense, tinha sete filhos. Agora traz no colo Mohamad, 15 meses, e leva pela mão Eman, 15 anos – os que restam depois da invasão de Gaza. Na foto, ela espera na fila o corpo de Jawaher, de 4 anos.
Israel festeja tudo isso como “golpe imposto ao terrorismo do Hamas”. Confia na força de suas armas – e do arsenal nuclear, acobertado pelos EUA, padrinho-protetor obcecado antes pelas armas atômicas inexistentes do Iraque e agora pelas do Irã e Coréia do Norte. A máquina da propaganda busca esconder isso: espalha sua própria informação falsa e impede a mídia estrangeira de entrar em Gaza”. Clique AQUI para ler mais.


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