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Protesto contra espigão na Lima e Silva

A construtora Melnick promoveu nesta quarta-feira (11) um coquetel de lançamento do espigão de 20 andares projetado para ser construído na rua Lima Silva, bairro Cidade Baixa, em Porto Alegre. Moradores do bairro, contrários à construção do edifício, realizaram uma manifestação de protesto no local, em frente ao centro comercial Nova Olaria.


Para os moradores, a obra é uma violência urbanística e ambiental em um bairro caracterizado por suas casas de estilo açoriano e com prédios de no máximo nove andares. A comunidade da região não foi consultada sobre a obra conforme determina a lei de impacto de vizinhança. Entre os efeitos negativos da construção, os moradores citam a derrubada de árvores que abrigam comunidades de papagaios, a diminuição da luminosidade e o bloqueio do sol em muitas casas situadas no entorno da obra e agravamento dos problemas do sistema viário da região. A mobilização denuncia ainda que a prefeitura aprovou a obra ignorando as normas que o Plano Diretor estabelece para a região.

As imagens do protesto são da Agência Celeuma Imagens.

10 Comentários on “Protesto contra espigão na Lima e Silva”

  1. #1 Anonymous
    on Feb 12th, 2009 at 3:02 am

    Quem analisa e aprova um projeto são os técnicos da prefeitura. É muito difícil alguma coisa ser aprovada sem respeitar a lei. Portanto, devemos cobrar das administrações petistas o plano diretor que está aí!
    Luciana

  2. #2 Anonymous
    on Feb 12th, 2009 at 4:38 am

    Uma defesa vaga e genérica só piora as coisas.
    Vamos aos fatos: pode ou não 20 andares sem consulta aos vizinhos?

  3. #3 Anonymous
    on Feb 12th, 2009 at 1:37 pm

    Dizer que o bairro é caracterizado por prédios de nove andares é ridículo. Eu moro a li perto em um de 12. O prédio que aparece na última foto deste post, à direita do espigão, tem uns 14.

    E outra: a plano diretor não permite prédios maiores de 52 metros. Embora tenha mais andares, este novo não vai poder passar deste limite. Então parem de papo furado, por favor…

    ASS: morador da Cidade Baixa a favor do espigão.

  4. #4 Anonymous
    on Feb 12th, 2009 at 3:49 pm

    Espigão nos olhos dos outros é refresco.
    A cada momento a salutar inquietude e a necessária revolta, perdem espaço para os prazeres aparentes e imediatistas.
    Cidade baixa já foi um bairro habitado por pessoas com maior sensibilidade social e espirito de sapiência. Pelos comentários percebe-se que a “modinha” da geração “xuxa” e “malhação” tomou conta daquele espaço.
    Fiquem a vontade, comprem suas grades, carros blindados, cercas elétricas, pois estes ofendículos podem vedar a entrada dos problemas sociais dentro do espigão. Ora! afinal de contas são problemas dos que não podem morar em um espigão. TEM QUE TER PACIÊNCIA.

  5. #5 miguel grazziotin
    on Feb 12th, 2009 at 5:35 pm

    A desculpa é velha, os que ganharão dinheiro com isso se protegem chamando os contrarios de ultrapassados (desculpa oficial da direita) se esta nao colar entao a culpa é do LULA!

  6. #6 Anonymous
    on Feb 12th, 2009 at 5:36 pm

    O que é isso Luciana? “É muito difícil ser aprovado sem respeitar a Lei”? Participei por muitos anos das Comissões Técnicas que avaliam esses empreendimentos e é incrível o número de “colegas” com altíssima “sensibilidade” e que muitas vezes vão às lágrimas de tanta solidariedade com os problemas dos “pobrezinhos dos investidores”. Há que se ter muita determinação e argumentos para conseguir barrar, nesses colegiados, os frequentes estupros ao Plano Diretor. A flexibilização que existe e que remete determinados projetos aos técnicos para estudo caso a caso, foi pensada para resolver casos especialíssimos, mas vem sendo utilizadas por essa categoria sofrida dos incorporadores imobiliários para resolver todos os seus “problemas”. Virou uma espécie de “Lei Tabajara” que promete: -Seus problemas acabaram! O que foi previsto para resolver casos, por exemplo, de uma árvore imune ao corte no meio do terreno onde é louvável diminuir a projeção do futuro prédio, aumentando sua altura e preservando o vegetal ou de um terreno imenso que pode e deve ter sua ocupação adequada ao entorno e não simplesmente aplicar a letra fria da lei em prejuízo da cidade e, por que não, preservar o interesse do proprietário/investidor, virou o “tudo pode”. Quase sempre num desvio total das intenções do legislador, onde o que deveria ser “adequação” se transforma em “crime ambiental”. Perversão pura no meu entendimento. Néia

  7. #7 Anonymous
    on Feb 12th, 2009 at 10:30 pm

    Senhora Neia
    acredito que exista gente dentro da Prefeitura que tem pena dos pobrezinhos dos donos das construtoras e facilita as coisas para eles. Mas, aqui estamos falando da altura permitida pelo Plano Diretor e não de um caso estudado isoladamente. Então, cobremos da administração petista que liberou geral as alturas, em toda a cidade! Luciana

  8. #8 miguel grazziotin
    on Feb 13th, 2009 at 11:47 am

    Luciana, deixa ver se eu entendi..
    pela sua brilhante lógico Veja-PIG, se algum governo liberar o assassinato entao voce pode sair matando e colocando a culpa no governo?
    Brilhante argumento…

  9. #9 Anonymous
    on Feb 13th, 2009 at 6:09 pm

    Miguel, eu penso que não me fiz entender pela Luciana, pois manifestei justamente que a lei NÃO PERMITE 20 andares de altura na Lima e Silva A NÃO SER EM ESTUDO CASO A CASO. O PDDUA não “liberou geral” as alturas, índices, ocupação, etc. Apenas criou espaço para análises caso a caso que deveriam atender a situações especialíssimas e confiou sua análise ao bom senso técnico dos servidores municipais. É isso que está faltando!

  10. #10 Anonymous
    on Feb 14th, 2009 at 1:51 am

    Seu Miguel
    o que eu disse é que foi o governo petista que estabeleceu as alturas máximas que a indústria da construção usou e abusou, por exemplo, no Menino Deus. Liberou geral sim! Ao contrário de um assassinato, a altura é definida por lei. Liberação de assassinato tem outras implicações, não lhe parece?
    E que interessante, basta fazer uma crítica e já se é rotulado (Veja-PIG). Sabe que foi a esquerda que “inventou” o saudável exercício da autocrítica?
    Dona Nea, até onde eu sei o plano diretor estabelece a altura em metros e não em pavimentos. Duvido que vão construir 20 andares ali…Luciana

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