Educadores e alunos das Escolas Itinerantes de acampamentos do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) protestam na manhã desta segunda-feira (2) contra o fechamento de escolas pela governadora Yeda Crusius (PSDB) e pelo Ministério Público Estadual. Em Canoas, como forma de protesto, os educadores realizarão as aulas da Escola Itinerante dentro da Coordenadoria Estadual de Educação. Outros protestos devem ocorrer também em Carazinho, Pelotas, Santa Maria, Santana do Livramento e São Luiz Gonzaga, informa o MST.
Em nota, o movimento assinala que as Escolas Itinerantes beneficiavam 600 crianças e foram fechadas numa decisão autoritária da Governadora do Estado e do Ministério Público sem consulta aos pais, educadores e alunos. Antes do fechamento, as escolas já sofriam pressão contra seu funcionamento, afirma ainda o MST. Em 2008, o Governo do Estado atrasou em 9 meses os salários dos educadores, interrompendo também a entrega de material didático. Agora, determinou a transferência das crianças acampadas para escolas nos municípios onde estão os acampamentos. Mas alguns prefeitos, destaca o MST, já se manifestaram contra a decisão, alegando não possuírem recursos para receberem as crianças.
O prefeito de São Gabriel, Rossano Gonçalves (PDT), notório crítico dos sem terra, declarou que prefere que as escolas itinerantes atendam as crianças do município. As Escolas itinerantes custam R$16 mil ao Governo do Estado. No caso de São Gabriel, o município precisaria desembolsar R$ 48 mil em transporte escolar para atender as crianças.

on Mar 2nd, 2009 at 6:51 pm
Mais uma das peripécias da nossa DESGOVERNADORA SRA. YEDA CRUZES!!!!!
Autoritária é pouco, ela é o Hitler do RS!!!
on Mar 2nd, 2009 at 8:05 pm
Fascismo-de-ocasião é isso aí… é a “chinelagem” da direita que também precisa mostrar a que veio para o fascismo mais “sério”… só a corrupção-nossa-de-todo-dia ficaria muito chato…
on Mar 2nd, 2009 at 10:35 pm
Tem fotos do protesto?
on Mar 3rd, 2009 at 2:05 am
Realmente a Dona Yeda e sua equipe de exgoverno em atividade está na contramão da história.
Enquanto o Brasil se ilumina o RS registra um novo período medieval e de trevas. Essa tentativa de yeda e seu procurador de “justiça” do MPE, Gilberto Thums, o mesmo que tem se empenhado para criminalizar e tornar ilegal o MST, atesta o despreparo em tratar as questões sociais.
Até quanto vamos manter esses figurantes no nosso cenário político desintegrando toda a rede de produção social.
Mais um descalabro de yeda e Cia se espalha pela internet (ver no Google sobre Escolas Itinerantes), isso demonstra que, ela não precisa de oposição, está se autodesintegrando.
Nelly
on Mar 3rd, 2009 at 2:20 am
Só uma professora que nunca estudou Paulo Freire, isto é, sem noção nenhuma do sigificado das Escolas Itinerantes para cometer tamanho ataque a Escola Pública. O Prof. Roberto Leher da Fac. de Educação da UFRJ escreve artigo esclarecedor sobre mais um ataque contra a educação pública.
Maria Cecilia
on Mar 3rd, 2009 at 8:32 pm
Os que detem alguma noção do processo educativo sabem que, na realidade, todas as escolas deveriam ser itinerantes, isto é, acompanhar, cuidar dos estudantes, na sua vida cotidiana. O processo educativo deveria estar além de um prédio escolar ou de um balcão de negócios. Além de uma relação bancária, entre “instituição educativa” e seus alunos-clientes.
Por exemplo, para Serres, a educação só é processada nas situações de deslocamentos.
Nelly
on Mar 4th, 2009 at 1:50 pm
Gostaria de colaborar nesta postagem com um vídeo sobre as escolas itinerantes: http://interpretacoesdeumsujeito.blogspot.com/2009/03/video-que-retrata-realidade-das-escolas.html