Matéria da revista Isto É trata da crise política no Rio Grande do Sul e da sucessão de escândalos no Estado, afirmando que a governadora Yeda Crusius (PSDB) está cercada por todos os lados e teve sua situação agravada por um suicídio (do ex-assessor tucano Marcelo Cavalcante) e pela delação premiada de um lobista (Lair Ferst). A reportagem publicada na edição deste final de semana afirma:
Ferst é o pivô da Operação Rodin, desencadeada pela Polícia Federal, sobre um esquema que desviou R$ 44 milhões de verbas do Detran entre maio de 2003 e novembro de 2007.”Havia o desvio de 40% do valor de cada contrato”, afirma o procurador da República Enrico Rodrigues de Freitas, um dos seis integrantes da força-tarefa montada para investigar o caso. “Um efeito positivo da Operação Rodin foi que já deixaram de sair dos cofres públicos outros R$ 18 milhões para a fraude.” São 40 os réus do processo decorrente da operação, entre eles Ferst. Três secretários do governo Yeda também perderam seus postos por conta do escândalo, mas nenhum deles aparece como réu.
O problema agora é que, segundo o PSOL, Ferst decidiu contar tudo. O advogado Pedro Ruas, vereador pelo PSOL de Porto Alegre, garantiu que teve “acesso, mas não a posse” das denúncias de Ferst à Justiça, sete delas respaldadas por gravações feitas pelo próprio lobista. As denúncias atingem a campanha do PSDB, que teria usado recursos não contabilizados, a gestão da governadora, que estaria distribuindo um “mensalinho” entre aliados, e até o patrimônio de Yeda. Em dezembro de 2006, ela comprou uma casa por R$ 750 mil. Segundo Ruas, o lobista garante que parte do pagamento foi feita com sobras do caixa 2 da campanha.
“Ferst também relatou que, já empossada, Yeda disse durante uma reunião que não se levantaria da cadeira para receber R$ 100 mil mensais do esquema do Detran, que era muito pouco”, afirma o advogado. Além da governadora e de Ferst, outras duas pessoas teriam participado do encontro, que não foi gravado: Flávio Vaz Netto, então diretor do Detran, e Dorneu Maciel, do PP, antigo diretor-geral da Assembleia Legislativa. A governadora se nega a comentar as denúncias, ao contrário de seu vice. “Essas acusações não me surpreendem”, diz o vice Paulo Feijó, do DEM, e rompido com Yeda desde o início do governo. Os procuradores não negam, mas também nada acrescentam sobre a delação premiada de Ferst e as informações do PSOL.


on Mar 16th, 2009 at 2:08 am
Engraçado com o Maia anda calado por estes dias. Por que será?
on Mar 16th, 2009 at 2:46 am
Porque votamos condená-lo ao ostracismo e não debater com ele para não cretinizar o blog.
Precisamos deixar o caminho livre para a informação fluir.
on Mar 16th, 2009 at 3:13 am
Quem é este Maia que tanto chamam pra falar aqui? Supervisor?!
on Mar 16th, 2009 at 6:24 am
Marco, eu perguntava, em tom de ironia, para minhas companheiras de seminário, qual seria o novo escândalo do Governo Yeda/PSDB.
E não é que havia mesmo???? Bem, de monotonia, gaúchas e gaúchos não padecem mesmo!…
on Mar 16th, 2009 at 11:49 am
Cercada, e blindada por todos os lados. Acabei de ouvir o Lamachia, Presidente da OAB RS, falando na Rádio Gaúcha e botando “panos quentes” nos crimes do Chefe de Gabinete da Yeda. Qué tal? Se até a OAB perdeu a vergonha, qué novas formas de tortura iremos sofrer de parte desse des-governo? Até a OAB! É o fim.
on Mar 16th, 2009 at 1:16 pm
Anônimo das 8:49:
É exatamente isto: cercada, sim, mas blindadíssima, porque o RGS não é o Maranhão e do outro lado não está a família Sarney. É isto o que a direita tem a oferecer ao povo brasileiro e gaúcho, e, enquanto a RBS montar a pauta política, raras será diferente.
Há que se entender isso, não por ceticismo inútil, mas para não se alimentar ilusões em demasia.
on Mar 16th, 2009 at 1:18 pm
Respondo sobre o Maia.
Mando vários “torpedos” dizendo verdades e a maioria não é publicada. Por que perguntam pelo Maia se não publicam o que não querem ouvir?
João
on Mar 16th, 2009 at 1:23 pm
Tráfego de influência faz o Sr. Gilberto Carvalho na ante-sala do Lula. E dos grandes. Não vejo ninguém por aqui preocupado com este fato. Se a OAB diz que não tem nada que prove a acusação, se a Luciana e seus transloucados colegas de Partido não provaram nada do que acusaram e agora além de quietinhos estão levando processos por tudo quanto é lado, porque não vão se preocupar com a defesa do Grêmio que vem tomando gol de cabeça toda hora e “deixem a mulher governar”? Estranho que já li e ouvi algo parecido um tempo atrás. (JARBINHAS)
on Mar 16th, 2009 at 1:39 pm
As “cores” (azul e amarelo) da campanha do Lamachia durante à sua campanha à presidência da “Ordem” eram as mesmas que foram utilizadas na campanha dessa ‘governadora’. Padrão tucano.
Polly
on Mar 16th, 2009 at 2:35 pm
Por que entregar o CD para a OAB ? Por que não à Polícia Federal ? Na podridão de valores que se encontra o RS, a OAB soma-se ao Tribunal de Contas e ao Minisério Público do RS. Tudo gente de bens,em conluio com a mídia amiga, identificados com o projeto tucanalha para o RS !
on Mar 16th, 2009 at 3:17 pm
Não aguento quando dizem “deixem a mulher trabalhar”, quer dizer roubar, né!!!!… depois a Luciana e o pessoal do PSOL é que são loucos… só não vê quem não quer, que este governo está afundado até as orelhas em escândalos e roubos gravíssimos e que só não são apurados pq os que estão investigando são coniventes com esse governinho corrupto que é o PSDB e Cia. !!!! Francamente, não sei como conseguem ainda defender essa DESGOVERNADORA!!!!
on Mar 16th, 2009 at 3:25 pm
Alguma informação nova do suicidado ?
on Mar 16th, 2009 at 4:35 pm
Outro assunto: o PRBS está em franca campanha pela adoção do tal serviço de rastreamento por satélite de presos no semi-aberto. Segundo o Rolim vai custar o olho da cara ao estado. Colocaram até o Coronel Merdes, digo, Mendes, de garoto-propaganda do sistema. Pergunto: Qual o interesse do PRBS? A empresa que vende o sistema é do Grupo? Tão levando quanto no negócio?
Lúcio
on Mar 16th, 2009 at 5:23 pm
Vantagens do rastreamento:
(a) Seus apaniguados vão poder curtir a cadeia em caso de serem processados e até mesmo condenados em casa, cercados de telefone, secretárias e internet. Favorece o colarinho branco, já que gente fina não pode ir para o presídio Central.
(b) Seus “dentes” vão poder circular por aí entregando seus “recados”, e seu paradeiro poderá ser encoberto alterando dados da central.
(c) Possivelmente, como em qualquer licitação, apareça aí combustível para a campanha de 2010. Como de praxe, a burguesia anda curta de grana (mas bem agora estou desprevenido…) para impulsionar suas candidaturas.
on Mar 17th, 2009 at 2:41 pm
Alguém sabe sobre o conteúdo das câmaras de segurnaça da ponte JK?