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Comunicado do IPEA alerta para risco de endividamento externo do Rio Grande do Sul

João Pedro Casarotto envia comunicado da presidência do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), alertando sobre os riscos de endividamento externo do Rio Grande do Sul, decorrentes do empréstimo contraído recentemente junto ao Banco Mundial. O documento intitulado “Crise Internacional: metamorfoses de empresas transnacionais e impactos nas regiões do Brasil”, de 17 de março deste ano, ao tratar dos impactos da crise sobre a Federação brasileira, afirma:

“Como já ocorreu com os Estados de Minas Gerais e Rio Grande do Sul, o Estado de Alagoas também está recorrendo ao Banco Mundial, novamente, para se endividar em moeda estrangeira. Este procedimento poderá redundar na ampliação do endividamento externo, que fragiliza as finanças estaduais, atrai riscos mais elevados que o endividamento interno, torna o país mais vulnerável a crises cambiais e, pior de tudo, não traz vantagens de novos investimentos em infraestrutura para os Estados. Esta pode vir a ser uma nova fase de endividamento dos Estados brasileiros, com o aval do Tesouro e aprovação do Senado, como ocorreu com os Estados de Minas Gerais e Rio Grande do Sul”.

3 Comentários on “Comunicado do IPEA alerta para risco de endividamento externo do Rio Grande do Sul”

  1. #1 Anonymous
    on Mar 19th, 2009 at 8:04 pm

    E o pior é que nem o PT sequer tentou salvar povo gaucho desse “empréstimo”. Foi tudo feito como um acordo de cavalheiros, só não ficamos sabendo quem se beneficiou com o quê.
    Ronaldo

  2. #2 Anonymous
    on Mar 19th, 2009 at 8:43 pm

    Dessa forma o estado nunca vai ter um “déficit zero” de verdade.

  3. #3 Nelson Antônio Fazenda
    on Mar 20th, 2009 at 2:56 am

    Os empréstimos do “mui amigo” Bird são feitos mediante condicionalidades que hipotecam quase por completo, quando não totalmente, por longo tempo, a autonomia e a independência dos governos para gerirem o aparato estatal.
    À população, a coisa toda é oferecida como se fosse calcada em preceitos meramente técnicos, isenta de politicagens.
    Lorota. Trata-se, sim, de medidas bem políticas, que visam a colocar o povo de cada Estado sob vigilância cerrada, sob rédea curta, sem a mínima possibilidade de autogestionar-se. Assim, o povo vai se tornando um eterno dependente dos favores dos grandes. Algo como um coronelismo sem os coronéis.
    O objetivo final, que permeia tudo, é a intenção de fazer com que os espaços potenciais de lucro sejam repassados para o controle dos grandes empresários privados, nacionais e estrangeiros.
    Para que a coisa toda tenha sucesso e seja evitada a geração de uma oposição muito forte a tal propósito, é claro que alguns especialistas, graduados e profissionais liberais serão aliciados por soldos significativos. Incidentalmente, também, alguns outros trabalhadores terão empregos com salários até razoáveis.
    Para a grande maioria do povo, porém, sobrará uma conta bem salgada a pagar.

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