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Isto É: investigações sobre Eliseu Padilha indicam elos entre operações Solidária e Rodin

Uma investigação da Polícia Federal e do Ministério Público Federal descobriu um depósito de R$ 267 mil de empreiteira na conta do deputado federal Eliseu Padilha (PMDB) e o denunciou ao Supremo Tribunal Federal (STF) sob acusação de tráfico de influência, diz matéria da edição deste final de semana da revista Isto É. Segundo a reportagem, um inquérito que tramita sob segredo de Justiça no STF mostra o envolvimento do ex-ministro dos Transportes e deputado Eliseu Padilha em crimes de tráfico de influência e fraudes em licitação. A Polícia Federal chegou ao nome do deputado peemedebista a partir da Operação Solidária, que, em 2007, apontou irregularidades em contratos da merenda escolar em municípios gaúchos e indícios de fraude de R$ 300 milhões em obras públicas. Padilha alegou que o dinheiro era relativo à venda de uma casa, mas, segundo a matéria, a Polícia Federal tem gravações de conversas de Padilha com o empreiteiro Marco Antonio Camino, que não tratam exatamente da venda de uma casa.

Um trecho da matéria da Isto É diz:

“Numa das escutas transcritas no inquérito, Camino diz: “Aquele assunto que nós tratamos na terça-feira vai ser viabilizado 100, tá?”, Padilha tenta entender o que o empresário diz: “Não ouvi, cortou.” Camino repete: “Vai ser viabilizado 100.” Não se sabe exatamente sobre o que os dois falavam, já que as conversas eram sempre cifradas. Aliás, em quase todos os grampos os interlocutores agiam assim. Ainda conforme a PF, com o uso de códigos nas licitações, os investigados direcionavam as obras importantes do Rio Grande do Sul para as empresas de interesse de Camino. Em outro diálogo, o empresário pede a Padilha que faça uma visita à MAC Engenharia. Camino demonstra interesse em conversar com o deputado do PMDB sobre licitações da Secretaria de Irrigação. Em nova conversa, Padilha faz referência a uma “boa notícia” que o empresário deu a ele”.

Ainda segundo a revista, as investigações indicaram elos entre a Operação Solidária e a Operação Rodin, que levantou desvios de R$ 44 milhões no Detran gaúcho:

“Segundo a PF, Camino teria recebido informações privilegiadas sobre recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). De acordo com a polícia, quem repassou estas informações ao empresário foram os deputados Padilha e José Otavio Germano (PP-RS). A PF relata que o grupo teria montado um esquema para desviar dinheiro de obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC)”.

Clique AQUI para ler a matéria na íntegra.

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