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Por que o Banco Mundial quer mudar o plano de carreira do magistério gaúcho?

A notícia sobre a vinculação de um novo empréstimo do Banco Mundial ao Estado do Rio Grande do Sul à reestruturação do plano de carreira do magistério atualiza a advertência feita pelo economista Reinaldo Gonçalves, professor titular de Economia Internacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), no documento que produziu para a Rede Brasil sobre Instituições Financeiras Multilaterais, analisando a estratégia do banco no Brasil para o período 2008-2011.

Gonçalves diz o seguinte sobre a recente estratégia de redirecionamento da atuação do Banco na direção dos estados e municípios e de afastamento do governo federal:

“Chama a atenção o esforço que o Banco tem feito, desde os governos FHC, para garantir reformas liberalizantes que consolidariam o modelo (Trabalhista, Previdenciária e Tributária) – agora postas em risco em função de seu reduzido poder de barganha pela via do financiamento. Vale salientar que já estão implementadas, sob a orientação do Banco Mundial, as Reformas do Judiciário, Universitária e a atualização da lei de Falências. Causa arrepios pensar que nos próximos três anos o Banco se dedicará a buscar soluções para problemas estruturais que o País ainda não conseguiu resolver. Basta pensar nos resultados nocivos para as populações dos sessenta anos de condicionalidades ajustadas entre o Banco e o Fundo Monetário Internacional (FMI) para a concessão de empréstimos”.

E acrescenta:

“Na medida em que há o redirecionamento dos recursos do governo federal para os governos dos estados e municípios é certo que também ocorre redirecionamento do espaço preferencial de disputa política. Portanto, é de se esperar que o Banco pressione mais diretamente governadores e prefeitos no sentido da implementação da agenda da liberalização, desregulamentação e privatização. Nesta agenda deve, naturalmente, ser introduzida a questão da privatização dos serviços de utilidade pública, como estradas, aeroportos, saúde pública, etc., que estão sob responsabilidade de governos de estados e municípios”.

8 Comentários on “Por que o Banco Mundial quer mudar o plano de carreira do magistério gaúcho?”

  1. #1 Suzie
    on Apr 10th, 2009 at 11:16 pm

    Socorro!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
    E nós aqui parados(as)?
    Chamem brasileiros(as)!
    Acordai!

  2. #2 edu
    on Apr 11th, 2009 at 6:33 am

    Ainda existem bancos e financeiras nos EUA e no Brasil pq os povos desses paises nao entendem o jogo q estao jogando;

    Os bancos criam uma engenharia de aplicaçoes financeiras complexas nao pq sao modernas, mas para serem ininteligiveis;

    O jogo sempre acaba: cidadao -5 bancos +5;

    Para q vençam o jogo devem contar com a baixa capacidade de raciocinio dos demais jogadores (cidadaos);

    Dessa extrategia fazem parte: atraçoes imbecilizantes big brother, futebol, malhaçao, novelas, planeta putaria etc);

    De outra parte: ridicularizaçao e desaparelhamento do ensino, com universidades de fantasia (cursos criados e fechados como se fossem desenhos animados) e ensino basico sucateado, com professores que ontem vendiam cachorro quente ou produtos “do Paraguai” e hj pra “arredondar” a renda ensinam nossos filhos.

    Tudo faz parte da extratégia dos “pecuaristas de gente”.

  3. #3 Anonymous
    on Apr 11th, 2009 at 7:35 am

    Tem algumas notícias que depois de ouvilas afirma a crença na falência da humanidade, e o pior é que incumbem a nós desossalas.
    Simch

  4. #4 Anonymous
    on Apr 11th, 2009 at 12:16 pm

    ESTA NOTICIA SOBRE O BANCO MUNDIAL NÃO É VERDADEIRA ATÉ PORQUE ELE JÁ FEZ DIVERSOS FINANCIAMENTOS NO ESTADO PARA UMA FINALIDADE QUANDO FOI DADO OUTRO DESTINO PARA A MESMA.É MAIS UMA SACANAGEM DA GOVERNADORA CONTRA OS GAÚCHOS, ELA VIVE DISSO, DE LANCES DE ESPERTEZA.ESSAS EXIGÊNCIAS DO FUNDO MONETÁRIO INTERNACIONAL SÃO FRIAS, TOMARA QUE HAJA INTERVENÇÃO FEDERAL NO RS.DEUS É GAÚCHO!

  5. #5 Nelson Antônio Fazenda
    on Apr 12th, 2009 at 1:27 am

    Bem, seria o caso de esperar que os governos, pelo menos os que se dizem de esquerda – não sobraram muitos -, leiam com bastante atenção o estudo do professor Reinaldo Gonçalves.
    E, a partir disso, passem a trabalhar para atender as demandas do povo em geral, não de uma pequena parcela de grandes empresários privados, em benefício dos quais o FMI/Banco Mundial trabalha e sempre trabalhou.

  6. #6 elektrofossile
    on Apr 12th, 2009 at 2:21 pm

    “déficit zero” vai virar Déficit Tudo.

  7. #7 Anonymous
    on Apr 13th, 2009 at 2:37 pm

    É urgente fazermos uma análise profunda da gestão deste Governo nas pastas da Educação e da Saúde. O desmonte é claro, já há teses circulando para a participação de capital privado nas citadas áreas. Enquanto as estripulias do governo Yeda são investigadas, corre fácil a articulação predadora.

  8. #8 Anonymous
    on Apr 16th, 2009 at 1:57 pm

    Administração privada na ULBRA deu no que deu…
    Esses organismos internacionais continuam com o mesmo receituário neoliberal.
    Na Prefeitura de POA o projeto Sócio-ambiental, também tem umas contrapartidas de se mexer no plano de carreira e achatar classes e salários.
    E esses organismos, ainda, encontram governos direitosos e aí a festa está feita…

    Ricardo

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