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Dois meses depois, polícia ainda não descobriu causa da morte de Marcelo Cavalcante

Nesta sexta-feira, 17 de abril, completarão dois meses da morte do ex-chefe do Escritório de Representação do Rio Grande do Sul, em Brasília, Marcelo Cavalcante. A Polícia Civil do Distrito Federal ainda não conseguiu chegar a uma conclusão sobre a causa da morte.

O corpo de Marcelo foi encontrado boiando no Lago Paranoá, sob a ponte JK, no dia 17 de fevereiro. A tragédia chamou a atenção da polícia e do mundo político do Rio Grande do Sul. Segundo a deputada Luciana Genro (PSOL-RS), antes de morrer, Marcelo se preparava para prestar um depoimento ao MPF sobre fitas de áudio e vídeo que mostravam esquemas de corrupção e caixa 2 na campanha da governadora Yeda nas eleições de 2006.

No mesmo dia em que o corpo foi encontrado, o marido da governadora, Carlos Crusius, divulgou uma classificando como um “desastre” a morte do amigo e companheiro de partido. Antes de a polícia chegar a uma conclusão sobre o caso, Crusius disse estar “chocado e comovido pela notícia do suicídio” e apontou os “abutres da CPI do Detran” e o “stalinismo” como responsáveis pelo ocorrido.

Nas últimas semanas, a polícia buscou explicações para algumas contradições descobertas ao longo da investigação. Uma das dúvidas se referia a uma mudança de discurso da viúva, Magda Koenigkan. Segundo depoimento de Antonio Cavalcante, pai de Marcelo, essa mudança ocorreu após um encontro de Magda com Lair Antônio Ferst, um dos acusados na Operação Rodin. Até o dia 18 de fevereiro, dia do encontro com Ferst, a viúva dizia que Cavalcante tinha sido executado. E citava seu depoimento ao Ministério Público Federal para tratar de corrupção no estado. Depois do encontro, Magda passou a parar de defender a tese de execução e, sim, a de suicídio. À policia, Antonio Cavalcante lembrou que Magda narrou o encontro com o lobista. “Eu perguntei a ela se o Lair tinha a ver com tudo aquilo. Ela até se alterou e saiu em defesa do Lair, disse que ele era o maior amigo do marido dela”.

Os peritos do Instituto de Medicina Legal do Distrito Federal informaram que não conseguiram identificar a causa da morte. O caso segue sem explicação.

11 Comentários on “Dois meses depois, polícia ainda não descobriu causa da morte de Marcelo Cavalcante”

  1. #1 Anonymous
    on Apr 16th, 2009 at 4:10 pm

    E as cámeras que filmam a ponte??? Cadê as imagens? E o golpe na cabeça? Qué sacanagem!

  2. #2 Gustavo R. Nunes
    on Apr 16th, 2009 at 4:32 pm

    Autópsia? Câmeras? A POLÍCIA FEDE! O GOVERNO FEDE! TUDO FEDE A MERD… NESSE PAÍS… E NESSE ESTADO MISERÁVEL! DO POVO COMO CORDEIROS E HIENAS QUE ESTÃO NO PODER…

  3. #3 Noiram
    on Apr 16th, 2009 at 4:46 pm

    Tá, mas e a PF, ela não tinha entrado no caso? Ela não se manifestou?

  4. #4 EduLiver
    on Apr 16th, 2009 at 5:32 pm

    Não vão descobrir nunca, pelo jeito era para interrar o corpo do Marcelo Cavalcante a mais de 1 Km de profundidade e esquecer o local.

    A justiça do Distrito Federal el ligado ao DEM, e o acordo PSDB e DEM são carnais…

  5. #5 Fabricio
    on Apr 16th, 2009 at 7:35 pm

    Sr.EDU aí que esta situação fica complicada com o conluio do DEMônios com o PSDB!! DEUS É JUSTO JUIZ !! SE MATARM AFOGADO, ESSE CAMARADA, A VERDADE VIRÁ ATONA !!

  6. #6 Anonymous
    on Apr 16th, 2009 at 9:06 pm

    Quando alguém morre afogado, até um estagiário de farmácia sabe que tem que haver água nos pulmões. É só abrir e ver. Se não houver água, o cara já caiu morto. Simples.
    O problema é que ainda não sabem a causa da morte. Laudo incompleto em 2 meses?
    Pra mim fica claro, então, que não havia água nos pulmões porque se houvesse já se teria a causa da morte. Se ele se jogou ou foi jogado seria outra questão. Mas nenhum morto se joga num lago. Logo, mataram o cara e jogaram lá.

    Getúlio

  7. #7 Anonymous
    on Apr 17th, 2009 at 1:20 am

    O homem foi suicidado e como no rs nada se comprova contra coisa alguma desse governo, suicidado está.Vocês gaúchos merecem serem tratados como otários.

  8. #8 Anonymous
    on Apr 17th, 2009 at 1:20 am

    O homem foi suicidado e como no rs nada se comprova contra coisa alguma desse governo, suicidado está.Vocês gaúchos merecem serem tratados como otários.

  9. #9 Anonymous
    on Apr 17th, 2009 at 2:04 am

    Polícia quer mais tempo para investigar morte de Marcelo Cavalcante

    16/04/09

    Por Lucas Azevedo
    Especial para jornal JÁ

    Na sexta 17, faz dois meses que o corpo do ex-representante do governo gaúcho em Brasília, Marcelo Cavalcante, foi encontrado boiando no Lago Paranoá, próximo à Ponte Juscelino Kubitschek – e o inquérito instaurado pela 10ª Delegacia de Polícia da Capital Federal não chegou a nenhuma conclusão. Mais: há cerca de um mês a sindicância tramita na Justiça à espera de autorização para mais 60 dias de investigações.

    No entanto, a viúva de Cavalcante, a empresária Magda Cunha Koenigkan, diz ter material importante para esclarecer a morte do ex-marido. Ela diz saber de detalhes obtidos em conversas com Cavalcante que explicariam as pressões que ele vinha sofrendo meses antes de morrer. Para isso, Magda contratou um renomado advogado de Brasília para auxiliá-la.

    “Posso repetir o que o Marcelo dizia, e são coisas muito pesadas. Ele era totalmente pressionado e não estava de acordo com a administração do Sul. De repente, ele aparece boiando. Tive que contratar um bom advogado para descobrir a causa, já que nem eu nem a polícia de Brasília somos capazes disso.”

    O conteúdo dessas conversas poderia causar danos ao governo gaúcho, já que Cavalcante era “peça importante” na ascensão ao Piratini e na primeira parte do governo de Yeda Crusius. Magda reafirmou o encontro entre o ex-marido e a governadora, no final do ano passado, no qual foi feito o convite ao ex-assessor voltar ao time. Cavalcante foi afastado do governo em junho de 2008, após a revelação de uma conversa telefônica onde ele intermediava uma reunião do lobista Lair Ferst na Secretaria estadual da Fazenda.

    “Vem fazer parte da equipe. Você tem que voltar. Você faz parte da minha equipe e é uma peça importante para a gente”, teria dito Yeda a Cavalcante, segundo Magda.

    A viúva ressalta que nos últimos três meses de vida, Cavalcante se mostrava muito apreensivo e recebia ligações no início da manhã, as quais preferia atender no banheiro, longe dela. O ex-assessor tratava o seu interlocutor com reverência, “sempre com um ‘sim senhor’ e ‘não senhor’”, lembra.

    Magda também confirmou existir uma gravação na qual Cavalcante aparece em uma conversa com alguém que participou da campanha para o Piratini em 2006. Na conversa, o ex-representante do governo se mostra estarrecido ao descobrir que parte do dinheiro arrecadado para a campanha tomou outro fim. “Foi aí que tudo começou. Essa gravação dele, que mostra coisa não legais. Eu já vi várias vezes. O Marcelo me dizia: ‘Se for pro ar, eu tô ferrado. O governo cai no outro dia!’ Era a peça importante pro governo.”

    Cavalcante revelou a Magda que não se tratava de irregularidade, mas algo “fora da normalidade” da campanha política. O material teria sido gravado pelo interlocutor, que integraria a campanha, e entregue a Cavalcante tempos depois. Magda disse não saber identificar quem está com Cavalcante. “Não é negociação. É ele falando estarrecido do dinheiro que eles conseguiram e que foi colocado para outro fundo. Ele ficou muito abatido com aquilo.”

    A empresária salientou não ter mais acesso a essa gravação, que estava em posse de um amigo do ex-marido. O fiel depositário da prova informou a ela que devolveu o material ao ex-assessor meses antes de sua morte.

    “Tudo o que eu tiver em mãos será revelado. Não existe a hipótese de eu ficar calada. Quero saber a causa da morte de Marcelo. Tem que averiguar o que ele falava em casa para que as partes competentes avaliem o que tem por trás disso”, afirmou.

    Brigas de família

    A visita que Magda recebeu do empresário Lair Ferst, em 18 de fevereiro, após o enterro de Marcelo Cavalcante, e o conteúdo das mensagens que o ex-marido enviou a ela no dia de sua morte gerou o rompimento da ligação da viúva com a família do ex-marido.

    Segundo o comerciante Marcos Cavalcante, irmão de Marcelo, a família teria tentando ajudar se soubesse que ele havia ameaçado tirar a própria vida. “A gente tinha dado um jeito de colar nele e não deixar que acontecesse isso.” Já conforme Antônio Cavalcante, pai do ex-assessor, após o encontro com Ferst, Magda teria mudado o conteúdo dos seus comentários sobre a morte do filho.

    Magda nega. “Todos nós achamos que o Marcelo não era capaz de tirar a própria vida. É natural que ele (Antônio) pense qualquer coisa. Mas não sei de onde ele tirou essa idéia sobre a visita do Lair”, afirmou.

    Marcos defende o pai e prefere desqualificar a ex-cunhada. Ele utiliza o fato de Magda ser ré em alguns processos na Justiça de Brasília.

    Walna, Marcelo e a assessora lobista

    Marcelo Cavalcante e a misteriosa assessora toda-poderosa Walna Villarin Meneses, formavam em Brasília, entre 2002 e 2006, o gabinete da então deputada federal Yeda Crusius. Com o lançamento da candidatura ao Piratini, Yeda manteve o seu núcleo de trabalho, incorporando a ele mais funções e poder.

    Atual responsável pela Coordenação de Ações Administrativas do Gabinete da Governadora, Walna, que é citada em investigação da Polícia Federal na Operação Solidária, viaja freqüentemente a Brasília. No final do ano passado, Walna voltou à Capital Federal, quando esteve com Cavalcante. “Em novembro ou dezembro eles tiveram encontros. Mas não sei se foi sobre política”, lembra Magda.

    Próxima ao ex-representante do governo, talvez a assessora possa ter o que acrescentar no inquérito que apura a morte suspeita, já que tem amplo trânsito no governo gaúcho, tanto em solo rio-grandense como brasiliense. Walna voltou a Brasília no dia 17 de fevereiro, quando o corpo do ex-assessor foi encontrado.

    Por outro lado, Magda revela que o ex-marido tinha “pavor” de uma certa assessora de Yeda. “Ele se arrepiava quando falava dela. Não falava com ela de jeito nenhum. Não entrava no carro da governadora com ela junto. Ele dizia que ela fazia lobby.” A assessora em questão seria a jornalista Sandra Terra.

    Mais uma vez Lair

    Um personagem que pode ter trazido novos elementos à investigação é o empresário Lair Ferst. Ele prestou depoimento em 23 de março à polícia de Brasília. Ele e Cavalcante atuaram juntos na campanha para governador do Estado e se conheciam desde a década de 1990, quando trabalharam no gabinete do então deputado Nelson Marchezan (PSDB).

    Magda afirma que nos últimos meses o contato entre os dois ex-colegas diminuiu. Ela ressaltou que a mulher de Ferst, a ex-miss Brasil Deise Nunes, era quem mantinha mais conversas com Cavalcante.

    Jean Scharlau

  10. #10 Teresinha Carpes
    on Apr 17th, 2009 at 2:44 am

    Fabricio não virá a tona não!Este pessoal,que montam estes esquemas são muito bandidos e muito profissionais,são capases de manipularenm tanto,que não é de duvidar que coloquem a culpa no PT!Não vê o caso do Basilio,êles estão dando mensalões para este cara,falar mal do PT,para desviarem o foco,nas falcatruas do Piratini!Não lembro o nome do mentiroso,que quer envolver o Bohn Gass e o Raul Pont!!!

  11. #11 cao@dino
    on Apr 18th, 2009 at 12:01 am

    120 dias para apresentatar um laudo
    sobre a causa mortis do marcelo ca-
    valcante?é dose pra mamute,a poli-
    cia do DF é tucana e vai apresentar
    um relatorio final cheio de falhas-
    e inconcluso.e os 2 telefones em -
    que o marcelo recebeu as ultimas li
    gaçoes a mulher disse que a policia
    não investigou niente.é isto o inquerito vai bater no judiciario e vai ficar tudo dantes como no qua
    rtel de abrantes.então o negocio tem que ser PRESSÃO,PRESSÃO,e PRES-
    SÃO…..

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