A juíza Simone Barbisan Fortes, da 3ª Vara Federal de Santa Maria, negou o pedido, argumentando que o acordo de delação premiada não constitui prova, mas sim um meio que permite acessar provas em uma investigação. Além disso, assinalou que, em caso de delação premiada, cabe ao envolvido o direito ao sigilo, como medida de proteção e segurança.
Os respectivos réus respondem às seguintes acusações:
LAIR FERST: formação de quadrilha, locupletamento em dispensa de licitação, peculato-desvio, corrupção ativa, extorsão e falsidade ideológica.
CARLOS UBIRATAN DOS SANTOS: formação de quadrilha, dispensa indevida de licitação, peculato-desvio, falsidade ideológica e corrupção ativa.
PATRICIA DOS SANTOS: formação de quadrilha, locupletamento em dispensa de licitação, peculato-desvio e falsidade ideológica.
LUIZ PAULO GERMANO: formação de quadrilha, locupletamento em dispensa de licitação, peculato-desvio e corrupção ativa.
O processo da Rodin está na fase do depoimento das testemunhas de defesa dos acusados. No dia 16 de abril, a juíza Simone Barbisan Fortes, suspendeu o depoimento de 12 testemunhas em razão do fato de que elas também passaram a ser investigadas, em outro inquérito, pela fraude no Detran. Entre elas, está o ex-secretário geral do governo Yeda, Delson Martini.
Segundo a denúncia apresentada pelo MP Federal, em maio de 2008, as investigações da Operação Rodin revelaram a existência de uma superestrutura criminosa que desviou cerca de R$ 44 milhões do Detran, entre julho de 2003 e novembro de 2007 (uma média de aproximadamente R$ 1 milhão por mês). A ação da organização criminosa, disse o MPF, envolveu integrantes de diferentes núcleos estatais e diversas esferas privadas.


on Apr 17th, 2009 at 11:27 pm
O PRESÍDIO ESPERA ESSA QUADRILHA DE BRAÇOS ABERTOS. QUANTO ANTES VENHAM DESFRUTAR DOS NOSSOS LUXOS.
on Apr 17th, 2009 at 11:47 pm
Viúva confirma gravação que pode elucidar morte de Cavalcante
17/04/09
Por Lucas Azevedo
Especial para o JÁ
A empresária Magda Cunha Koenigkan, viúva do ex-representante do governo gaúcho em Brasília, Marcelo Cavalcante, reafirmou sua disposição de revelar tudo o que sabe para ajudar a polícia a desvendar a morte do marido.
A entrevista exclusiva da empresária, publicada pelo Jornal JÁ nesta quinta-feira, 16, repercutiu em todo o país. Um dos pontos que mais chamou atenção foi a revelação de Magda sobre uma gravação na qual Cavalcante aparece conversando com uma pessoa, não identificada, que participou da campanha para o Piratini em 2006.
Na conversa gravada, o ex-representante do governo gaúcho se mostra surpreso ao saber que parte do dinheiro arrecadado para a campanha tomou outro fim. “Foi aí que tudo começou”, segundo Magda.
Nas diversas entrevistas que deu sexta-feira, ela confirmou ter visto a gravação várias vezes, mas que não tem mais acesso a ela. Cavalcante, talvez por precaução, havia deixado o material com um amigo, que teria devolvido pouco antes de sua morte. Magda não sabe onde foi parar.
Magda desmentiu a declaração do comerciante Marcos Cavalcante de que ela seria ré em processos na Justiça do Distrito Federal. Ela afirma que seu nome é citado apenas como autora num processo de separação, de seu casamento anterior. “Meu ex-cunhado está sendo leviano nas suas informações, pois não sou ré em nenhum processo. Ele não me preocupa, pois era com quem Marcelo não conversava há quase dois anos, e o que menos conhecia sua vida profissional.”
Magda, que é diretora-geral da revista de análise política Sras&Srs, se disse preocupada com a repercussão que suas declarações estão tomando em Brasília. “Fui pega de supetão nessa história. Me sinto como se um copo de vinho tivesse caído sobre mim e manchado minha roupa. Não pude me defender nem do copo, nem do vinho.”
Em entrevista ao programa Espaço Aberto, da Rádio Guaíba, veiculada na tarde dessa sexta-feira (17), a empresária revelou que tem procurado a polícia em Brasília para saber do andamento do inquérito, mas não tem obtido resposta.
Na 10ª. Delegacia, em Brasília, a expectativa é de após o feriado de Tiradentes, haja manifestação da Justiça em relação ao pedido do Aélio Caracelli, que quer mais prazo para concluir as investigações.
on Apr 18th, 2009 at 11:59 am
Abram a caixa preta! O qué estão esperando?