Em reunião dos delegados sindicais do Banrisul, ocorrida na tarde de sexta-feira (17), na Casa dos Bancários, ficou definido que o SindBancários e a Federação dos Bancários encaminharão um pedido de informações à Comissão de Serviços Públicos da Assembleia Legislativa sobre as tratativas de um empréstimo do Banrisul para a General Motors (GM). A decisão foi tomada diante das notícias em nível mundial apontando que a matriz da empresa, localizada nos Estados Unidos, estaria em dificuldades frente à crise mundial.
“Queremos saber quais as garantias oferecidas nessas negociações para evitar prejuízos ao banco. Os banrisulenses questionam a utilização de recursos públicos numa situação dessas, uma vez que pode comprometer os projetos de desenvolvimento financiados pelo Banrisul junto a pequenos e médios produtores”, destaca Lourdes Rossoni, diretora de Saúde do SindBancários. “A empresa (GM) que está demitindo e acumulando prejuízos no mundo. O impacto de um calote desse montante junto ao banco público poderá trazer sérios comprometimentos à estrutura da instituição, bem como a seu quadro funcional”, acrescenta a diretora.
Na quinta-feira (16), a GM fez um pronunciamento oficial sobre o investimento de US$ 1 bilhão que será destinado à fábrica de Gravataí. O presidente da empresa no Brasil, Jaime Ardila, confirmou que a montadora está conversando com o Banrisul e instituições privadas sobre financiamento para o plano de investimento proposto. Ardila afirmou também que a empresa não descarta buscar apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para o investimento de US$ 1 bilhão programado para o período entre 2009 e 2012.
Pelo entendimento inicial entre a GM e o governo gaúcho, a unidade teria financiamento de R$ 150 milhões do Banrisul e mais R$ 350 milhões do BNDES. Na opinião do executivo, a empresa não terá dificuldades para ter acesso a recursos no mercado brasileiro por conta da difícil situação financeira da matriz. “ Desde 2006, a GM do Brasil se financia com recursos próprios, a garantia são os nossos ativos”, afirmou Ardila, lembrando que a montadora brasileira tem independência jurídica e financeira.


on Apr 18th, 2009 at 6:14 pm
É impossível entender como uma empresa norte-americana que foi aconselhada pelo presidente do seu país a praticamente declarar insolvência pode fazer investimentos em uma fabrica no Brasil! Pior: tentando levantar recursos em bancos estatais brasileiros para o citado negócio! Pelo que se vê mesmo que vá a falência nos Estados Unidos, permanecerá intacta aqui! Devem ser donos diferentes!
on Apr 18th, 2009 at 7:24 pm
Prezados blogueiros,
Não vejo solução para este gover.ninho senão a renuncia sob pena de intervenção etc.
on Apr 18th, 2009 at 8:22 pm
Dinheiro para a construção de locais adequados para crianças e adolescentes vítimas de exploração não existe,para os remédios de uso contínuo do povo não existe,para atacar a praga do crack também não..Para educadores,policias..também não..Mas,curiosamente,para publicidade e para algumas empresas aparece logo logo..
on Apr 18th, 2009 at 10:34 pm
O sentido de investir aqui esta no fato de que o retorno potencial do investimento aqui é muito maior que em outro lugar (a gm do sul é uma fabrica muito eficiente e o mercado brasileiro está em expansão). Até aí tudo bem. Mas porque o Banrisul, e talvez o BNDS, precisam entrar junto nessa? Eles que peguem parte do dinheiro que o Obama está lhes dando e coloquem aqui.
on Apr 18th, 2009 at 10:36 pm
Uma medida muito útil para esclarecer este tema seria a publicação das demonstrações contábeis da companhia.
A Lei 11.638, que alterou a Lei das S/A, estendeu às sociedades de grande porte (Ativo > 240 mi ou Receita Bruta Anual > 300 mi) todas as obrigações contábeis impostas às S/A de capital aberto, bem como a necessidade de estas demonstrações serem auditadas.
Mas, sob o argumento de que o custo seria muito alto, o lobby das grandes multinacionais conseguiu barrar o artigo que previa a publicação destas demonstrações. Assim, além de financiarmos estas entidades com recursos da sociedade, desde empréstimos e subvenções governamentais até mesmo nossa força de trabalho, nos é simplismente negado o direito de conhecer o que se passa com essas companhias.
on Apr 19th, 2009 at 12:00 am
Pergunte a qualquer banqueiro norte-americano se ele está disposto a emprestar algum cent a GM, seja para matriz ou qualquer filial. A resposta será um sonoro NÂO.
Agora, o RGS do pulitizado povo gaúcho está propenso a emprestar bilhões para uma empresa notoriamente em dificuladades, para não dizer insolvente. A que ponto nós chegamos com esta tucanalhada vigarista no poder.
on Apr 19th, 2009 at 3:00 am
Qualquer capitalista decente, que quisesse fazer jus à sua laia, abriria o capital na bolsa, ao invés de ir buscar feito ladrão os gabinetes dos bancos públicos.
on Apr 19th, 2009 at 3:04 am
É que tem uma claúsula secreta que as fábricas da GM reverterão aos brasileiros que as pagaram, se a matriz quebrar.
Vai virar tudo GM Brasil, com capital na BOVESPA se a matriz quebrar.
O motivo do segredo seria não passar a idéia de que Britto, Rigotto e Yeda eram demasiados nacionalistas.
on Apr 19th, 2009 at 11:27 am
Dinheiro público para investir no quê?
Banqueiro privado não serve?
Se a GM quebrar, quem pagará?
Já quitaram, melhor, já começaram a pagar a dívida do empréstimo anterior?
Essa gente não aprende, melhor, não cansa de fazer “mutreta”. Etá governo, mídia e associados da braba. E agora o BIRD. Se o Estado já estava quebrado, agora irá sumir e a gente, pelo jeito, junto.
on Apr 20th, 2009 at 12:37 am
Meu caro Eduardo. Dê uma olhada na entrevista que o linguista estadunidense, Noam Chomsky, concedeu à The Real News Network, recentemente. Na entrevista, Chomsky, mostra como se dá a tão decantada pujança do empresário capitalista. Ele afirma, entre outras coisas:
” (…)o fato é que é quase sempre dinheiro público. Veja o homem mais rico do mundo, Bill Gates. Como é que ele se tornou o mais rico? Muito do que ganhou veio de dinheiro público. De fato, lugares como este onde estamos agora…” (o lugar é o MIT-Massachusets Institute of Technology)
“É onde foram desenvolvidos os computadores, a Internet, software sofisticado, aqui ou em lugares semelhantes, e quase inteiramente financiados por dinheiro público. No essencial, o sistema funciona assim: o público paga os custos e assume os riscos, e os lucros são privatizados. “
A íntegra da entrevista pode ser lida no sítio http://www.cartamaior.com.br, seção Economia.
on Apr 21st, 2009 at 10:07 pm
Para isso o banrissul tem dinheiro. Porque q estes 150 milhões não vão para a saúde.