As bancadas do Partido dos Trabalhadores dos estados de Minas Gerais, São Paulo e Rio Grande do Sul, juntamente com representantes de sindicatos de servidores públicos e movimentos sociais dos três estados, reunidos no seminário “Desmonte do Estado: o modelo tucano de governar”, realizado nesta segunda-feira (27), em Porto Alegre, aprovaram no final do encontro um documento criticando a agenda do PSDB que trata o Estado como vilão e os servidores públicos como inimigos. A Carta de Porto Alegre afirma que “choque de gestão” e “déficit zero” tornaram-se as palavras de ordem em detrimento dos serviços e dos servidores públicos. O resultado imediato dessas políticas, diz ainda o documento, é a pauperização dos serviços públicos, permitindo o crescimento de seus parceiros privados, em todas as áreas, inclusive a segurança pública.
Para os signatários da carta, “a não aplicação dos recursos mínimos constitucionais em saúde e educação são exemplos clássicos desta política, ao mesmo tempo em que são desonerados os grandes oligopólios”. “É simbólico que a investida comece pela educação”, observam ainda. “A adoção de uma política educacional “fast food”, sem compromisso com a formação de uma consciência crítica, com currículos padronizados, voltados para a transmissão e não a elaboração do conhecimento. Alteração dos currículos de forma unilateral e em gabinetes, inchaço das salas de aulas, falta de diálogo e criminalização dos movimentos sociais e sindicais são uma constante”. A alteração nos planos de carreira, com o fim da progressão por tempo de serviço, o arrocho de salários e a ampliação dos empregos precários e temporários são outras políticas denunciadas na carta.
No Rio Grande do Sul, assinala ainda, esse processo está mais atrasado, em função das graves denúncias e escândalos de corrupção que atingiram o governo Yeda Crusius. O documento aponta a existência de uma blindagem midiática que esconde as mazelas dos governos Aécio e Serra e permite que Yeda “mantenha um certo equilíbrio instável, escondendo sua verdadeira face de desmonte do Estado”. O projeto implantado em MG, SP e RS, conclui a carta, não é só um ataque aos direitos dos servidores públicos, mas também aos setores da população que mais necessitam das políticas públicas. Diante deste quadro, o documento defende a unificação dos movimentos sociais, a constituição de agendas comuns para furar o bloqueio midiático e a intensificação das lutas pela transparência, democratização e universalização do Estado e dos serviços públicos.
Foto: Adriano Marcelo Santos

on Apr 28th, 2009 at 12:08 pm
Penso que as conclusões dos “companheiros” deva ser combinada com o governo Lula, à medida que este reproduz sem qualquer pudor as políticas criticadas na Carta de Porto Alegre.
Na verdade, o ato não passa de mais um lance oportunista que busca tão só o espaço eleitoral. A direção petista há muito internalizou o modo neoliberal de governar.
Ou não?
on Apr 28th, 2009 at 2:27 pm
Cinco ou seis posts sobre o mesmo assunto…. Esse blog está ficando tri chato.
on Apr 28th, 2009 at 3:45 pm
O pior é que o companheiro Fabrício Nunes está correto.
Não pelo fato do ato ser eleitoreiro mas quanto ao aspecto da internalizção do modo neoliberal de governar, só não utilizam os termos “choque de gestão” e outros quetais.
Luis Fernando
on Apr 28th, 2009 at 4:40 pm
Não acompanho o Governo do Aécio e do Serra, agora convenhamos, sem ter este conhecimento posso apostar que a Yeda puxa este time MUUUUITO pra baixo…, embora sejam do mesmo partido aceito que seja oporunismo, agora discordo que o Governo Lula e mais ainda que a direção petista tenha internalizado o modo neoliberal de governar, pelo menos na comparação com o governo FHC, pois vejo investimentos nas Universidades, programas de habitação popular, concursos públicos, etc…
on Apr 28th, 2009 at 5:19 pm
É uma piada querer comparar o desempenho entre os governos federal e estadual, ou até mesmo as composições e seus resultados, sem entrar na esfera da qualidade ética de seus componentes. De qualquer forma, é muito importante a elaboração deste documento, pois ao menos dá a sensação de que tem alguém elaborando algo e se posicionando com relação a essa “meléca” toda que é a atuação da mídia, mancomunada aos quadrilheir(a)s de plantão.
Antenor.
on Apr 29th, 2009 at 12:42 am
Maia!
pra alguém que só fala a mesma coisa – o tempo todo – é muita cara de pau reclamar da repetição alheia!
te chamar de chato é uma gentileza, até.