Marilene Felinto escreve: “Metade dos professores da escola pública paulista não existe – são aparições temporárias, que perambulam de uma periferia a outra, lugares aos quais não pertencem e com os quais não lhes dão tempo de criar vínculo. Manter estes cem mil cidadãos na incerteza trabalhista (são contratados sem concurso público) e no modo de vida nômade que não escolheram, tratá-los como peças de um jogo sem regras, expor todos ao ridículo e desqualificá-los mediante seus colegas profissionais e mediante a sociedade foi o ato mais recente da criminosa “política educacional” do governo de José Serra em São Paulo”.
E Beatryz Rey destaca que, segundo a secretaria estadual de Educação de SP, há 90 mil professores temporários na rede, mas não há distinção entre os temporários e os eventuais. “O eventual é um professor que está lá para eventuais faltas. O problema é que o sistema tem muitas faltas. Ele é um tapa-buracos”, aponta Thaís Bernardes, assessora do projeto Nossa Escola Pesquisa a sua Opinião, da ONG Ação Educativa.


on Apr 29th, 2009 at 5:11 pm
isso que eles não viram o jeito enlatado de ensinar (???) do desgoverno tucanalha do rs.
on Apr 29th, 2009 at 6:52 pm
Seria interessante fazer este levantamento também aqui no RS. Há muito tempo, desde o início do governo Yeda, esta é a maneira como a falta de professores é resolvida. Juntar este levantamento à imposição de um novo plano de carreira, sem uma discussão séria, pois se fosse feita não prosperaria, seria a radiografia do desmonte final do sistema público estadual. Pergunto: qual o objetivo? Será que podemos entrever no horizonte, uma proposta de vagas no ensino particular para proporcionar aos estudantes um ensino digno, já que os professores da rede “são despreparados”? Não me espantaria,pois esta é razão mais aventada quando é publicado qualquer índice educacional. São muitas demandas em nosso Estado, e o riscoque corremos é que ao focalizar alguma delas, deixaremos passar outras tantas.
on Apr 30th, 2009 at 10:47 pm
Nossa querida Yeda fez concurso para as escolas técnicas; não chamou os aprovados; deixou o concurso caducar; e finalmente convocou os aprovados para contratos temporários NA MESMA ORDEM EM QUE FORAM APROVADOS NO CONCURSO.
on Feb 16th, 2011 at 5:49 pm
Eu também fico sentida com a Yeda: escolas de lata são humilhantes e contrato temporário de professores é o fim da educação, como professora nem me arriscaria a fazer planos de aula nesses casos, o caos já começa por ai! É um desleixo pelo povo que os sustenta e mantém o sistema!
Depois ela acusa o CPERS de impedir seus digníssimos netos de ir à escola e bota processo nisso…E ela: o que fez com a educação de nossos filhos? E nosso povo?
Sou professora de Espanhol, uma disciplina que até hoje não supriu as vagas do Estado por essa situação: poucos se sujeitam a esse tipo de emprego…Tem gente que pensa que o Espanhol não é obrigatório por isso: não há professor. Mas na realidade é a única língua estrangeira que tem lei específica que obriga o Estado a dispor…E o pior é que a lei é federal.
No caso do Rio Grande do Sul muito se perde com a falta desse idioma no ensino médio dada a proximidade “con los hermanos” que tanto vem nos prestigiar com o turismo como também nos abrem as portas de suas culturas tão apreciáveis por nós.
A Yeda então apenas levou de barriga a educação, e se não fosse obrigatória acho que a levaria a extinção.
on Feb 16th, 2011 at 6:07 pm
Também tinha passado nesse concurso, assim como + de 30.000 professores: mais de 72.000 candidatos e nenhuma nomeação!
Um ano depois me chamam para contrato temporário! Já estava graças a Deus nomeada em na prefeitura e não precisei mendigar!
Professores há, o que não há são condições pra se trabalhar e ser valorizado.
Será difícil a qualquer governo fazer a chamada de professores enquanto não formos valorizados…No momento governo federal só perderá dinheiro com propagandas poliglotas….mas a esperança segue…atendemos a 30 alunos por hora, um médico atende 4 pacientes, e por classe muitas vezes possuímos mais diplomas de doutor que os tais digníssimos. E se não fosse pelos professores estes médicos não estariam formados. Um psicólogo ganha mais que um professor…É o fim.