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O fim do governo Yeda Crusius

Trecho de matéria da edição deste final de semana da revista Veja:

“VEJA teve acesso a gravações em que o ex-assessor da governadora gaúcha Yeda Crusius (PSDB) Marcelo Cavalcante, morto em fevereiro, relata uma série de irregularidades na campanha e no governo da tucana. A reportagem ouviu 1h30m das 10 horas de diálogos mantidos entre Marcelo e o empresário Lair Ferst, um dos acusados de participar dos desvios no Detran gaúcho. Neles, fica claro que o ex-assessor conversava com liberdade com Ferst, que o havia ajudado informalmente a arrecadar dinheiro para a campanha da governadora.

Yeda Crusius não tem sossego. Enfrenta acusações de ter usado caixa dois em sua campanha eleitoral desde antes de tomar posse, em janeiro de 2007. Como se não bastasse, em meados do ano passado, a Polícia Federal desbaratou uma máfia que desviava recursos do Detran gaúcho. Relacionados ao esquema estavam três secretários de governo e Marcelo Cavalcante, o chefe da representação do Rio Grande do Sul em Brasília. Todos tiveram de deixar seus cargos. Em fevereiro passado, a morte repentina de Cavalcante injetou uma dose de tragédia nas agruras do governo tucano. O corpo do ex-assessor foi encontrado boiando no Lago Paranoá, em Brasília.

As investigações policiais indicam que ele se suicidou. Chefe de gabinete de Yeda entre 2002 e 2006 e coordenador de sua campanha eleitoral, Marcelo conhecia o PSDB gaúcho na intimidade. Com seu desaparecimento, parecia ter se perdido uma das mais acuradas memórias da campanha e dos primeiros dias do governo Yeda. Era uma presunção falsa. Apenas um mês depois da morte de Marcelo, descobriu-se que o Ministério Público Federal dispunha das tais gravações. VEJA teve acesso a parte desses áudios.

Trechos – De acordo com Marcelo, Yeda recebeu dinheiro no caixa dois depois que a eleição terminou. Ele conta que, depois do segundo turno, coletou 200.000 reais da Alliance One e outros 200.000 reais da CTA Continental. São duas fabricantes de cigarro que, segundo Marcelo, fizeram as doações em espécie. O ex-assessor diz que entregou esse dinheiro a Carlos Crusius, marido da governadora. Procurados por VEJA, os executivos da Alliance One negaram ter abastecido qualquer caixa dois e mostraram um recibo que comprova a transferência bancária de 200.000 reais para o diretório estadual do PSDB. Já a CTA Continental contesta ter feito qualquer doação à tucana. “Se me perguntar se me pediram dinheiro, digo que sim. Mas não levaram”, diz Allan Kardec Bichinho, presidente da empresa.

O ex-assessor diz que avisou Yeda sobre o esquema de corrupção no Detran gaúcho e conta ter entregado à governadora uma carta de oito páginas na qual o empresário Lair Ferst descrevia o modo como os recursos eram desviados da repartição oficial. Ferst escreveu essa carta para tentar livrar-se da suspeita de envolvimento no esquema.

Revelação – A reportagem de VEJA teve acesso a esses áudios há 40 dias. Só os divulga agora depois de encontrar uma fonte com credenciais suficientes para comprovar sua autenticidade. Ela é uma testemunha que também ouviu as gravações e assegura que Marcelo reconhecia como legítimo o seu conteúdo. Mais: o ex-assessor lhe relatou os mesmos fatos. Essa testemunha, Magda Koegnikan, foi companheira de Marcelo. Dona de uma revista brasiliense, a Sras. e Srs., Magda relutou em revelar o que sabia. Ela temia perder o apoio financeiro para sua revista por parte de governos aliados de Yeda. Magda diz que decidiu correr esse risco em nome da memória do homem com quem viveu por quinze meses. Em cinco horas e meia de entrevista a VEJA, contou que Marcelo soube da existência dos áudios, gravados por Lair Ferst, em novembro de 2007. “Lair lhe mostrou as gravações e disse que as entregaria às autoridades para provar que os responsáveis pelos desvios no Detran eram integrantes do governo Yeda, e não ele”, lembra Magda. Ao ouvir isso, seu companheiro se desesperou: “Ele entrou em depressão e passou a beber.”

18 Comentários on “O fim do governo Yeda Crusius”

  1. #1 Anonymous
    on May 9th, 2009 at 12:01 pm

    É o que o PSOL sempre dizia ter.
    E a elite da boiada gaúcha que tem a Veja como bíblia como fica?
    Carlos

  2. #2 panoramix
    on May 9th, 2009 at 12:42 pm

    “Ecce Homo”! Interessante isto vir da democratica veja pois crusius faz parte da turma! Entende-se agora porque o RS Urgente foi hackeado ontem. Teu blog queira ou não queira tem muita inflûencia na blogosfera e está sendo, junto com caras pintadas, o único a refletir a materia da veja até agora 9:43AM! Mas ainda não estou satisfeito: quero os vídeos no youtube e os audios no jornal do almoço, jornal da RBS e jornal nacional o resto é figuração!

  3. #3 Ary
    on May 9th, 2009 at 1:14 pm

    Alguém ainda duvida da veracidade da entrevista concedida pelos dirigentes do Psol? Seria bom, Marco, trazer à baila aqueles “nove pontos” da denúncia do Psol e fazer uma justaposição com a entrevista da Magda. Aposto que dá quase um casamento perfeito.

  4. #4 Ary
    on May 9th, 2009 at 2:04 pm

    Na Itália, “Operação maõs limpas”. No Rio Apequenado do Sul, “Operação mãos molhadas”. É tanta corrupção que se a dirigente máxima alisar um boi ele se afoga.

  5. #5 Vera B.
    on May 9th, 2009 at 2:14 pm

    O PSDB resolveu entregar os anéis.

  6. #6 Anonymous
    on May 9th, 2009 at 2:22 pm

    relembra a entrevista do pessol, vai. põe aqui de novo..

  7. #7 Anonymous
    on May 9th, 2009 at 2:24 pm

    “Allan Kardec Bichinho”.
    Por favor…

  8. #8 Anonymous
    on May 9th, 2009 at 2:24 pm

    “Allan Kardec Bichinho”.
    Por favor…

  9. #9 Anonymous
    on May 9th, 2009 at 3:47 pm

    Yeda comprou a mídia do RS

  10. #10 Luís
    on May 9th, 2009 at 4:04 pm

    Este é o preço de se ter uma ala empresarial se sentindo traída pelo governo que elegeu – sim, pois VEJA continua sendo a mesma, de uns anos para cá: a essência é um panfleto do baronato paulista.

    Mas não se iludam de que o seu governo acabou… uma ainda possível candidatura à re-eleição serviria para reafirmar as suas “conquistas de governo”, para facilitar que o sr. Fogaça as mantenha, no seu quase provável governo do estado.

  11. #11 Felipe do Campo dos Bugres
    on May 9th, 2009 at 4:06 pm

    Agora ela vai!

    Será???

  12. #12 Anonymous
    on May 9th, 2009 at 6:30 pm

    Com tudo isso, o Zé Dirceu quer impor goela abaixo o opoio do PT ao PMDB, que é o principal sustentáculo político da Yeda.

    PTista que não vota no Fogaça

  13. #13 Anonymous
    on May 9th, 2009 at 6:34 pm

    Esse governo corrupto é apoiado por vários partidos. Só o que falta é o PT abrir mão pra essa corja continuar.

    PTista que não vota do Fogaça

  14. #14 César S.
    on May 9th, 2009 at 6:46 pm

    Uh, a coisa ficou feia !!

  15. #15 cao@dino
    on May 9th, 2009 at 8:23 pm

    marco ella tá em cima da ladeira -
    sem freio,é só empurrar que a des-
    trambelhada desce o morro.agora não
    tem ataques à sites de esquerda que
    segure as informações sobre os cri-
    mes cometidos pela maior quadrilha
    este estado já viu.vai faltar presi
    dio para abrigar esta horda de safa
    dos.
    IMPEDIMENTO DA LOUCA JÁ!

    FORA YEDA,FORA YEDA,FORA YEDA…

  16. #16 mariomkp
    on May 10th, 2009 at 12:55 am

    MAS A VEJA NÃO É TUCANA?

    NÃO ENTENDO MAIS NADA!
    que a RBS fez a opção pelo Fogaça isto é claro… e aos poucos abondona a Yeda, mas o sificiente para ela não cair!!

    Ps.: odeio veja… mas a um mes tinha um spam no meu e-mail me oferecendo “amostra grátis” por três messes… já recebi duas e da nojo de “ler” as mentiras… leio e boto no lixo! mas esta vou guardar… to esperando ancioso o entregador amanhã! hehehehe…

    FORA YEDA!!!
    COLETIVO DE DCE’s DO RS (UFRGS-UFSM-UFP-FURG-UERGS)

  17. #17 Anonymous
    on May 10th, 2009 at 3:34 am

    acho sempre triste citarem a veja. para que isso? dar credibilidade a essa revista? citem outra fonte.

  18. #18 terradosol
    on May 10th, 2009 at 11:27 am

    Agora imagem o TUCANATO presidindo o país. Por mais digno que o José Serra seja ele não suportaria as pressões.

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