“Os gaúchos vivem um momento triste da história política deste Estado. Como se não bastassem os inevitáveis problemas decorrentes da crise econômica mundial e das armadilhas do clima, lideranças políticas, autoridades e instituições vêm protagonizando um deplorável jogo de acusações, suspeitas e mentiras que só confunde e decepciona a população. Os cidadãos rio-grandenses já não sabem em quem acreditar, tal é o emaranhado de denúncias sem provas, explicações pouco convincentes, gravações misteriosas e desarrazoadas manobras partidárias voltadas unicamente para a conquista do poder. Será tão difícil assim para o Rio Grande e sua gente retomar o caminho da verdade e da dignidade?”
A primeira frase é verdadeira. Uma das únicas em todo o texto. Na segunda frase, já aparecem a ignorância e a irresponsabilidade. Entre as mazelas do Rio Grande figuram as “armadilhas do clima”. Como assim, “armadilhas”? Para a RBS, o clima é um agente ardiloso que está colocando armadilhas a frente do pobre povo gaúcho? Os fenômenos climáticos atípicos que vem se repetindo com regularidade crescente no Estado (como secas, furacões, enchentes, entre outros) são apresentados como sendo algo completamente dissociado da ação humana. O desmatamento desenfreado, a desertificação, a morte de rios, riachos, lagos e açudes, a destruição de áreas fundamentais para o equilíbrio ambiental – tudo isso é reduzido à categoria de “armadilhas” do clima.
O mesmo parágrafo opera uma lamentável diluição de responsabilidades entre acusadores e acusados. “Os cidadãos riograndenses já não sabem em quem acreditar”, diz o texto. Que tal acreditar nas instituições responsáveis por apurar denúncias de roubo de dinheiro público? Que tal, por exemplo, divulgar ampla e didaticamente para a população o resultado das investigações da Polícia Federal e do Ministério Público Federal na Operação Rodin, que denunciou, com fartas provas, a existência de uma quadrilha instalada no aparelho do Estado, operando inclusive com um braço midiático. Nunca é demais lembrar que, logo após o início da Operação Rodin, uma das pautas dos veículos da RBS foi sobre o uso de algemas em “homens de bem”.
“As mais recentes denúncias contra o atual governo do Estado, de uso indevido de recursos de campanha, lançam uma nova carga de suspeições no ventilador da moralidade pública. De um lado, está uma governadora acuada por incessantes ataques de oposicionistas, servidores descontentes com a administração e inimigos políticos velados. De outro, está uma oposição ansiosa para transformar qualquer gota d’água em tsunami, sustentada tanto pelo fogo amigo de quem gravita em torno do poder com interesses subalternos quanto pela munição clandestina de quem deseja conquistá-lo. No meio deste fogo cruzado, estão os cidadãos, os contribuintes, os eleitores deste Estado, cada vez mais desiludidos com a classe política e confusos em relação a seus representantes”.
Para a RBS, a governadora está “acuada por ataques de oposicionistas, uma oposição ansiosa e inimigos políticos velados”. A governadora não estaria acuada por investigações de instituições republicanas como a Polícia Federal, o Ministério Público Federal, o Ministério Público de Contas e a Assembléia Legislativa, apenas para citar algumas??? E “no meio do povo cruzado” estaria os “cidadãos, contribuintes e eleitores cada vez mais desiludidos com a classe política”. Para a RBS, os cidadãos, contribuintes e eleitores do Rio Grande do Sul não têm qualquer responsabilidade sobre suas escolhas políticas. São eternas vítimas da “classe política” que, supostamente, não é escolhida por eles.
“Ninguém é convincente neste episódio lamentável: nem os denunciantes, que levantam suspeitas sobre tudo e todos, e não conseguem provar nada; nem o governo, que parece mais preocupado em desqualificar seus acusadores do que em se abrir à transparência exigida pelos cidadãos. E o pior é que as instituições independentes, que poderiam abreviar a angústia da população, mostram-se no mínimo insensíveis. Como justificar, por exemplo, que o Ministério Público Federal, ao qual se atribui a guarda de provas decisivas para o equacionamento do impasse, não venha a público para, pelo menos, esclarecer se elas existem?”
Mais uma vez a operação de diluição entre acusadores e acusados. Esse parágrafo beira a cumplicidade com os acusados de formar quadrilhas para saquear o estado. E as “instituições independentes” são insensíveis por não dizerem o que a RBS quer na hora que ela quer.
“Cogita-se, agora, da formação de uma CPI na Assembleia Legislativa do Estado para investigar as novas denúncias contra o governo. Com todo respeito a esse instrumento de ação parlamentar, é difícil imaginar que a pretendida comissão não venha a se transformar apenas num palanque eleitoral da disputa política para o pleito do próximo ano. Numa situação normal, se fosse para realmente apurar a verdade, a investigação seria bem-vinda. Mas no atual momento e considerando-se a mesquinhez das posições políticas vigentes, tende a ser uma perda de tempo e um novo fator de descrença da sociedade nos seus representantes, independentemente da sigla partidária que defendem”.
Aqui, o instrumento da CPI é apontado como “palanque eleitoral da disputa política”. Memória é bom e não faz mal a ninguém. No dia 27 de abril de 2001, o mesmo jornal Zero Hora publicou um editorial elogiando a CPI da Segurança Pública que estaria “cumprindo o seu papel”: “bastou uma inspeção feita de surpresa no Instituto Geral de Perícias (IGP), na capital, para que representantes da comissão de inquérito pudessem constatar in loco as graves deficiências materiais e de pessoal desta instituição cujo trabalho é essencial para o combate à criminalidade”, afirmou o editorial.
Na mesma linha, no dia 22 de março de 2001, a então editora de Política de ZH, Rosane de Oliveira, escrevia: “O sucateamento da frota da Brigada Militar e da Polícia Civil não é uma abstração criada pelos opositores do governo (Olívio) para justificar a criação de uma CPI (…). O governo do Estado está diante de um problema que exige ação imediata” . Nestes e em outros textos de opinião publicados na época não há referências ao “palanque da oposição”
“O que não pode é persistir esta situação de irrespons
abilidade coletiva, que só faz mal ao Estado. O Rio Grande, por sua tradição política e pela índole de sua gente, não merece tanto constrangimento. Ainda que um parlamentar da terra tenha dito recentemente que está se lixando para a opinião pública, somos nós – os cidadãos comprometidos com o progresso e a justiça – que podemos mudar este estado de coisas, transformando a indignação em protesto, em manifestações públicas, em voto consciente, em repúdio inequívoco às mentiras e falsidades. O Rio Grande exige mais grandeza política de seus representantes políticos”.
A irresponsabilidade que faz mal ao Estado é a da RBS e seus agentes político e midiáticos que não respondem por suas escolhas políticas e editoriais. Há décadas, a RBS defende e integra um esquema de poder político e econômico que anda de mãos dadas com a privatização do Estado, a destruição ambiental e a criminalização dos setores da sociedade que lutam contra isso. Quando os privatizadores do bem público são pegos com a boca na botija questiona-se o uso de algemas e dilui-se acusadores e acusados. Apresentando-se como porta-voz da “índole do povo gaúcho”, a RBS oculta seus interesses políticos e empresariais, sonega informações, transforma o clima em um inimigo ardiloso, pisoteia a memória e a consciência histórica do Estado.
Uma última observação: o Rio Grande merece isso sim. Shakespeare colocou na boca de Hamlet: “se todos recebessem o que merecessem, ninguém escaparia do chicote”. O Rio Grande do Sul e a população do Estado, apontada miticamente como a “mais politizada” do país, têm o dever de responder por suas escolhas e omissões.


on May 12th, 2009 at 3:26 pm
bem, se for se basear no fato que esse povinho elegeu essa sujeita e seus cupinchas, a rbs, com seu cinismo, mau-caratismo e desfaçatez sem tamanho representa, sim, a índole do “povo mais pulitizado do brasil”. finis.
on May 12th, 2009 at 3:27 pm
Perfeito. Muito bem apanhado.
on May 12th, 2009 at 3:39 pm
Comentários muito bem colocados, Marco. Fica muito difícil a uma imprensa com esse recorte político e com essa leitura oportunista e financeira, criticar os parlamentares no caso das passagens, por exemplo. A farra ideológica, manifestada em tão vergonhosas linhas, faz corar a “qualquer Moraes”.
on May 12th, 2009 at 3:50 pm
Bravo, Marco.
on May 12th, 2009 at 3:52 pm
Eu fiz minha parte: cancelei a assinatura do “diário oficial”. Mas precisei aguentar umas 10 ligações de funcionários do jornaleco perguntando porque eu os estava abandonando. Parece que não gostaram da resposta. Desligaram o telefone na minha cara.
on May 12th, 2009 at 4:21 pm
Estão todos no mesmo barco, agora um agarrado no outro, flutuando num mar de merda! Parece que decidiram afundar juntos! O Rio Grande, pelo menos o que não é diferente e tem vergonha na cara, agradece! O aparecimento das gravações é questão de tempo e tenho certeza que não sai CPI! As explicações deverão ser dadas diretamente ao delagado!
on May 12th, 2009 at 4:30 pm
Com todo respeito a esse instrumento de ação parlamentar, é difícil imaginar que a pretendida comissão não venha a se transformar apenas num palanque eleitoral da disputa política para o pleito do próximo ano.Esse é exatamente o mesmo discurso do deputado federal demo Rodrigo Maia, que disse que os três deputados estaduais do partido não podem “dar palanque eleitoral para o PT no RS”. Engraçado como são afinadas as opiniões!
Sem contar o fato de que a rbs incensou o quanto pode a finada CPI do Gilmar Mendes (também conhecida como CPI dos Grampos), até o início deste mês.
De um lado, está uma governadora acuada por incessantes ataques de oposicionistas, servidores descontentes com a administração e inimigos políticos velados. De outro, está uma oposição ansiosa para transformar qualquer gota d’água em tsunami, sustentada tanto pelo fogo amigo de quem gravita em torno do poder com interesses subalternos quanto pela munição clandestina de quem deseja conquistá-lo.Opa, opa, opa! Pelo jeito pra rbs só existe um lado! De um lado, estão os oposicionistas, servidores descontentes e inimigos a atacar a governadora. Do “outro” lado, está a oposição ansiosa por fazer da “gota d’água” (putaquepariu, esse monte de bandalheira desse governicho é uma simples gota d’água???) um tsunami.
Que oposição forte essa, que acaba por ocupar ambos os polos dessa contenda! Essa rbs perdeu completamente a vergonha (a credibilidade já tinha ido embora muito antes).
on May 12th, 2009 at 4:40 pm
Simplesmente irretocável a sua manifestação!
on May 12th, 2009 at 4:40 pm
Parabéns, Marco!
on May 12th, 2009 at 4:45 pm
RBS é a mídia oficiosa do RGS, mas longe de ser a única a cumprir o papel de tribuna de massas da direita política. Eles continuarão a cumprirem o seu papel enquanto a maioria não conseguir discernir… por ora, essa maioria está optando em seguir o ditado…
on May 12th, 2009 at 5:00 pm
Inacreditável o editorial. Declarações gravadas de um ex-secretário de Estado, que absurdo, serão exploradas pela oposição… Cumpre salientar que a CPI do Detran foi a instituição que oportunizou a todos o acesso aos áudios das investigações, sem edições, sem cortes. Isso permite que todos façam juízo do que se passa, para além dos discursos.
on May 12th, 2009 at 5:03 pm
Mas, se poderia esperar manifestação diferente dessa coisa aí?
Carlos
on May 12th, 2009 at 5:08 pm
…protagonizando um deplorável jogo de acusações, suspeitas e mentiras que só confunde e decepciona a população… (que votou em quem está aí)
…Os cidadãos rio-grandenses já não sabem em quem acreditar… (com certeza não é em uma paulista). Isto é vingança de quando amarramos nossos cavalos no obelisco em São Paulo, mandaram essa coisa ruim pra cá.
on May 12th, 2009 at 5:27 pm
Belíssima análise Marco.
Será que não é´possível entrar com uma ação, sei lá onde, botando a Rosane de Oliveira e mais o jornal como membros associados para o crime. Esta defesa e omissão dos fatos servem para ajudar a acobertar vários delitos e vários meliantes, portanto são membros da mesma quadrilha.
Antenor.
on May 12th, 2009 at 5:44 pm
Nao nos iludemos…este editorial fará apenas cumprir o papel de considerar o problema apenas como algo sem importancia devida e com um olho no processo de 2010. Fogaça já está escalado pelo PIG, os passos agora irão na direçao de invibilizar Yeda à rreliçao e transformar o Reaça do Fogaça no “Homem certo na hora certa”.Aguardemos….
on May 12th, 2009 at 5:59 pm
concordo com Miguel.
on May 12th, 2009 at 5:59 pm
Outro Gol de Nilmar!!! O pessoal ta inspirado hj!!!
Parabens Marco!
on May 12th, 2009 at 6:03 pm
Pois um bom contingente do eleitorado terrunho merece isso, mesmo… Hipocrisia e cinismo é pouco para descrever o editorial do PIG guasca. Acertaste na mosca.
on May 12th, 2009 at 6:03 pm
Pois um bom contingente do eleitorado terrunho merece isso, mesmo… Hipocrisia e cinismo é pouco para descrever o editorial do PIG guasca. Acertaste na mosca.
on May 12th, 2009 at 6:24 pm
Leio e (nem tão) no fundo escuto a voz do ‘Lassier’…
É delírio?
Mingo.
on May 12th, 2009 at 6:37 pm
Perfeito.
Infelizmente os eleitores de Yeda, os mesmo que hoje não admitem que votaram nela, engolem todo o lixo que a RBS joga em cima deles.
A RBS rege a cabeça dessas pessoas.
A Yeda está acabada, a RBS continua com a mesma força perante a classe média anencéfala.
Em 2010, o discurso afina, o PMDB vai ser vendido pela RBS como as mil maravilhas, vão esquecer que existiu uma governadora doidivanas, Fogaça será ovacionado como a melhor opção para moralizar o estado e continuaremos com mais do mesmo.
Não vejo luz no fim do túnel para este estado.
Só conversar com as pessoas pelas ruas para notar o tamanho do estrago que a RBS fez e faz diariamente na cabeça das pessoas.
sil
on May 12th, 2009 at 7:04 pm
Nada há a acrescentar ou reparar. Excelente análise, Marco.
Se conseguíssemos fazer com que boa parte da população do nosso Estado lesse o editorial e a tua análise, certamente conseguiríamos um avanço substancial na consciência crítica e política da gauchada. Além disso, estaria decretado um baque de grandes proporções na credibilidade da RBS, que não anda lá essas coisas.
on May 12th, 2009 at 7:52 pm
O mais engraçado é que no final do editorial ele ainda defende que o povo deve protestar e manifestar publicamente seus anseios, ao mesmo tempo que passa o tempo todo defendendo o governo.
on May 12th, 2009 at 8:14 pm
o lasier abriu seu comentario de on
tem no jornal do almoço(eles de no-
vo) sobre as denuncias contra sua -
dola a ladra mor deste estado-por -
mito menos a lili carabina foi pre-
sa-e a RBS é cumplice por omissão e
distorçao.
e a tia louca heim? paricipou do bu
nda lelê em bsb,chutou o trouxa do-
marido e ficou com a casa e a walna
dizem as más linguas.que coisa, ela
é viciada no que é dos outros.XÔ co
isa ruim vade retro.CPI JÁ.IMPEACH_
MENT JÁ.se o feijó garantir 2 votos
do DEM na assembléia deu prá bola…………..
buddy.
on May 12th, 2009 at 8:24 pm
Marco, obrigada pela tua análise que decodifica o discurso dessa empresa mascarada.
Será que a RBS está fazendo o seu ato de contrição por todos os danos que vem causando ao Rio grande do Sul e pelos lugares por onde passa?
Será que a RBS está se conscientizando de quanto tem contribuido com o trágico quadro político que hora se configura no Rio Grande?
A configuração política instalada no Rio Grande tem seus progenitores com suas respectivas assinaturas e suas “doações” visíveis e invisíveis, contabilizadas e não contabilizadas.
Insisto que é preciso mostrar para a população do Rio Grande quem está por tras da fachada de Yeda=Fogação.
É preciso instalar a CPI e tornar transparente e mostrar para a população todos os responsáveis pela trágica situação que vive o Rio Grande,hoje!
Hoje, o Rio Grande está colhendo o joio que plantou.
Ainda bem que temos uma reserva da boa semente para a boa colheita feita com a “Boa Luta”, como sempre diz o Bom Semeador Olívio Dutra!!!!!!
on May 12th, 2009 at 8:45 pm
Perfeito Marco,sem retoques.
on May 12th, 2009 at 9:12 pm
Marco, parabéns pela coragem e lucidez.
on May 12th, 2009 at 9:27 pm
Perfeito o ultimo parágrafo. Não votei na “louca”, “desvairada” e “arrogante”, mas tenho amigos “letrados” que hoje tem vergonha de ter votado na dita, e hoje não admitem, continuam tentando “justificar” seus atos e de seus comparsas. Portanto, em 2010 não tenho muita esperança, pois não vejo nenhuma luz no fim do tunel para o Rio Grande…
on May 12th, 2009 at 10:36 pm
Marco, excelente texto. E enquanto “isso” acontece com o Estado, Santa Maria prepara-se para receber Cesar Buzato. Cesar Schirmer,prefeito, PMDB, acaba de decretar que em Santa Maria não existe ninguém mais capacitado. Buzato é o cara.
on May 12th, 2009 at 10:36 pm
Marco, excelente texto. E enquanto “isso” acontece com o Estado, Santa Maria prepara-se para receber Cesar Buzato. Cesar Schirmer,prefeito, PMDB, acaba de decretar que em Santa Maria não existe ninguém mais capacitado. Buzato é o cara.
on May 13th, 2009 at 12:11 am
Se continuar assim…o primeiro governador decente que assumir aqui…vai ter que implodir o prédio da RBS….porque aquilo ali é um carandiru onde as forças do mal massacram averdade, os fatos e os inocentes todos os dias…..em troca da vil moeda e das amizades e lideranças que os representam….que vergonha isso…fui….
on May 13th, 2009 at 1:16 am
Muito bem sintetizado, parabéns.
AZEAGA é uma reprodutora fiel do sistema que lhe convém.
on May 13th, 2009 at 1:57 am
Oi Alvaro, pode entrar em contato comigo pelo endereço marcoweiss@uol.com.br
on May 13th, 2009 at 2:11 am
Façam como eu, cancelem assinatura do zéagá, deixem de assistir rbs,globo,etc…vamos matar estes sem vergonhas à míngua.
on May 13th, 2009 at 3:46 am
“bastou uma inspeção feita de surpresa no Instituto Geral de Perícias (IGP), na capital, para que representantes da comissão de inquérito pudessem constatar in loco as graves deficiências materiais e de pessoal desta instituição cujo trabalho é essencial para o combate à criminalidade” – Bem, se fizerem a mesma inspeção HOJE no IGP constatará, quem se interessar, que pouquissima coisa mudou. A única coisa que chama atenção por lá é o fatos dos peritos, cada vez menos valorizados, pedirem exoneração e o órgão caminhar para a auto-extinção.
on May 13th, 2009 at 11:02 am
Parabéns, Marco! Tua postagem, nos chamando a assumir nossas responsabilidades, traz alguma dignidade a uma situação que o editorial de ZH torna mais lamentável.
on May 13th, 2009 at 5:31 pm
Caro Marco. Ontem à noite, dia 12/05, não sabendo que o programa Conversas Cruzadas já estava no ar, logo após intervalo, a conversa sobre a roubalheira corria solta nos estúdios, e o Lasier, falava, comentava e demonstrava saber muito mais do que normalmente diz em seus comentários. De repente, alguém crita, ESTA NO AR! o Lasier sem saber o que dizer, chacoalha na cadeira, tenta se recompor e recomeça o programa no melhor estilo da Lei Rcúpero. Só deve ir ao ar o que é bom para nós.
on May 13th, 2009 at 5:38 pm
Todos sabemos que a Zero Hora é isso aí mesmo. O que não entendo, é porque gastar tanta tinta com eles, basta não ler “isso”, para não ser influenciado. Tem coisas melhores para se ler e com o que investir o raciocínio. Chega “disso” (zh).
on May 13th, 2009 at 5:38 pm
Todos sabemos que a Zero Hora é isso aí mesmo. O que não entendo, é porque gastar tanta tinta com eles, basta não ler “isso”, para não ser influenciado. Tem coisas melhores para se ler e com o que investir o raciocínio. Chega “disso” (zh).
on May 13th, 2009 at 7:26 pm
e viva a anarquia institucionalizada!
on May 14th, 2009 at 7:17 am
Henrique
Mas é claro q o “inteligência superior” Lasier sabe muito mais do q fala. O Chico Fraga o denunciou como um dos beneficiários daquele esquemas de passagens para Hanover. Sem contar o fato de q jornalistas dessa mídia foram citados como fazendo parte da quadrilha do Detran. A mídia nunca mexeu uma palha para esclarecer isso.
NeliC
Essa reserva de boa semente, me parece q está gerando uma planta estéril e mirrada por q semeada nos canteiros da RBS, infestados pelos inços de todas as nossas desgraças. E me parece que ninguém esta a fim de fazer uma capina a valer pra exterminar essa praga. Nem o Olívio. A RBS só será abalada em sua credibilidade quando os políticos do nosso campo começarem a questionar publicamente a hipocrisia desses editoriais.
No RS pode acontecer qualquer coisa, podemos instalar quinhentos bilhões de CPIs, Colocar a Yeda na cadeia e o Pedro Simon no picadeiro de um circo, de onde ele lançara perdigotos sobre a platéia. Podemos imaginar o cenário mais surrealista. Mas existe um limite, para além do qual não passamos nem a pau. Nem mesmo no nível da imaginação. Esse limite é o da intocabilidade da RBS.
Não da mais para o PT fingir q ñ ve o dedo podre da RBS em tudo o q tem nos acontecido de ruim. O q é publicado na blogosfera, esse editorial do Masco, a nossa indignação, tudo cai no vazio se a esquerda partidária, e principalmente o PT, ñ começarem a questionar a ação nefasta desse monopólio. Nossa luta cidadã, com os recursos de q dispomos, está no limite da operacionalidade. Daqui pra diante os nossos políticos precisam agir, precisam encampar essa luta.
A RBS acobertará Yeda enquanto prepara Fogaça como o salvador da pátria. Bem embaixo do nariz da nossa esquerda partidária.
Infelizmente ñ vejo perspectivas de mudança nesse quadro. E como já disse, nem com o Olívio, q agora parece mais uma semente em hibernação.
No mais, toda essa desgraça pelo menos tá produzindo uma coisa boa, q é o questionamento de um dos dogmas mais enraizados na esquerda: o de que o povo é o depositário de toda a sabedoria, o d q o povo ñ erra. Tão aí os gaúchos pra provar o contrário.
E pra deixar Shakespeare mais “aguascalhado” – “se todos recebessem o que merecessem, faltariam relhos no RS”.
Eugênio
on May 19th, 2009 at 12:30 am
Marco,
confesso que não li a parte em azul, apenas teu comentário.
Simplesmente, não tenho mais estômago pra aguentar essa gente!!!
on Jun 7th, 2009 at 3:16 pm
Nossa prestigiosa governadora foi a abertura do Feirão da Casa propria. Põe falta de agenda nisso. E se não bastasse isso ainda falou que sua primeira casa foi adquirida pelo ex BNH e que delá para cá mauita coisa mudou. Imaginem o mal estar que ficou no ar. Coitadadinha dela, dá pela de ver.