“Não há como negar que a politica preconizada pelos chamados formadores de opinião “deu certo”. Os presídios estão destruídos ou semi-destruídos. Ao longo dos anos as pessoas que pregavam investimento no sistema carcerário gaucho eram ridicularizados por vários jornalistas. Qualquer pessoa que fizesse a pregação da melhora dos presídios recebia o rótulo de “defensor dos bandidos”. Expressões do tipo ”cadeia não é hotel”, “bandido tem que passar trabalho” eram recorrentes nos horários matutinos do rádio gaucho. Foram anos e anos. Havia um clamor por certos setores da imprensa insistindo que o Executivo não devesse investir um centavo na melhoria dos estabelecimentos prisionais. A politica de segurança pública sugerida pelo chamados formadores de opinião foi exitosa. Os presídios estão desabando.
Quem tem memória lembra da pregação insistente da deterioração do setor carcerário gaucho. Hoje a chamada “opinião publica” percebeu que este discurso perdeu o eco. Somos comandados pelos que estão presos. Somos reféns dos presos. Não há mais controle sobre a massa carcerária. O sucateamento dos presídios é tão grande que a bárbarie se generalizou.”Deu certo” a pregação de determinados jornalistas. O que fazer agora? Era o momento destes mesmos jornalistas apontarem a solução para o caos instalado”.


on May 28th, 2009 at 3:30 pm
Se tiveh rodizio nos presidio até eu quero da um chego lah. Imagina o mendes de garçao! Pena que nao vai ter pernoite,pois eu ja pensava que as cadeia era hotel pra ladrao. Vo dormi na rodoviaria. As autoridade, ELA, não faz cadeia pra nao ir presa nestes caso de corropçao.
on May 28th, 2009 at 3:42 pm
Faltou dar nome aos bois. Rogerio Mendelski, José Barrionuevo, Polibio Braga, etc.
on May 28th, 2009 at 4:16 pm
Privatizar parte do sistema carcerário nacional, dar educação, trabalho e alguma renda ao apenado é uma saída, apesar de todos os problemas que isto pode trazer. Pior é deixar estas pessoas amontoadas, em um ambiente promiscuo, imundo e absolutamente corrupto! Ficariam sob guarda do estado apenas os que cometeram crimes que deveriam ser passíveis de prisão perpetua, incluindo evidentemente lideres, que seriam lotados em penitenciárias federais de alta segurança! Sempre ví esta privatização parcial com simpatia! Na realidade a coisa não é tão simples assim, mas é uma idéia que evidentemente pode ser melhorada!
on May 28th, 2009 at 5:01 pm
Não lembro de ter lido nenhuma crítica a investimentos no sistema prisional que deve sim ser feito. Quem é que foi contra? O Panoramix, o leal druida, falou em privatização de parte do sistema, como ocorre nos EUA, por que não? O serviço continua sendo público com concessão à iniciativa privada. Por que não? E aqueles presídios federais que o governo do PT prometeu fazer em 90 dias há mais de três anos?
on May 28th, 2009 at 5:10 pm
Quando estava na UFRGS, o meu primeiro estágio foi na Procergs. Um dia fomos eu, dois estagiários, e dois funcionários da Procergs resolver um problema nos computadores da ala administrativa do Presídio Central. Nunca vou esquecer aquela visita, a entrada, o cheiro. Foi uma visão dantesca, isso que não entramos em galeria nenhuma. O Presídio Central é um calabouço medieval. Não tem que ser reformado, tem que ser implodido! Sem dúvida, é o lugar mais macabro que ja entrei em minha vida.
on May 28th, 2009 at 6:47 pm
Nunca aventei a possiblidade do poder público dar ouvidos à “opinião pública”. Isso é fruto da incompetência e da corrupção.
Estão lembrados quando o Britto prometeu a construção de 30 presídios?
on May 28th, 2009 at 9:29 pm
Postagem fundamental, Marco. O problema é sério, e nossas autoridades estaduais e nossos deformadores estão muito abaixo do nível mínimo de visão requerido. Quem paga o pato somos nós. O festival de incompetência e irresponsabilidade é enorme. O governo federal disponibilizou R$ 44 milhões para o governo estadual do RS investir em presídios, mas nada foi feito. Juízes que se recusam a enviar pessoas aos presídios sofrem assédio moral por parte dos deformadores de opinião. E, o pior de tudo: nós brasileiros temos um conceito infeliz de direitos humanos, segundo a Anistia Internacional. Aqui é fundamental apontar responsabilidades: os deformadores de opinião das rádios e jornais tendem a pender pelo tratamento cruel de suspeitos, aprovam isso. Eis como chegamos a esse quadro bárbaro.