Matéria da revista Isto É, de 28 de julho de 1999, conta que, para garantir a ida da Ford para a Bahia, o então senador Antonio Carlos Magalhães (PFL/BA) usou algumas pessoas para cometer “pequenos delitos”. Segundo a revista, ACM teria “enganado” o governo FHC neste episódio, o que é discutível até hoje. Os bastidores do caso nunca foram devidamente esclarecidos. A história que a Isto É conta é a seguinte:
“Os deputados José Carlos Aleluia (PFL/BA) e Ronaldo Cezar Coelho (PSDB-RJ) foram a mão e a voz de ACM na votação da Medida Provisória que permitiu a concessão de benesses para que a Ford se instalasse na Bahia. Aleluia emprestou suas digitais para fraudar o texto que saiu da Casa Civil, incluindo a polêmica emenda Ford. Na noite do dia 29 de junho, Aleluia fez circular no plenário uma versão própria da MP que dava incentivos para que o setor automotivo investisse no Nordeste. O texto, que saiu do Planalto, não previa nenhuma prorrogação de prazos. Mas o deputado bateu pé e inseriu a mudança. Com a ajuda de Coelho, espalhou entre os congressistas que a modificação tinha a aval do governo.
Na correria para consumar a farsa, Aleluia acabou produzindo uma aberração jurídica: o texto aprovado tinha dois artigos n° 12, um original e outro que estendeu os benefícios fiscais previstas na MP até 31 de dezembro de 1999. O texto escrito por Aleluia, com dois artigos 12, implicava um rombo de R$ 700 milhões nas contas públicas, em isenções fiscais para a Ford. O ministro da Fazenda, Pedro Malan, teria procurado diminuir esse valor. Mesmo assim, a Ford conseguiu um desconto anual de R$ 180 milhões, por um período de 11 anos, no pagamento de impostos ao governo federal. E o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) deve emprestar outros 700 milhões ao projeto da montadora na Bahia”.
Ainda sobre esse episódio,o jornal Gazeta Mercantil afirmou, no dia 21 de outubro de 2001, que a Bahia não contava, naquele momento, com condições de atrair uma montadora de automóveis. “Para viabilizar a instalação da Ford na Bahia,o deputado federal José Carlos Aleluia, relator da MP 1740, que tratava de ajustes no sistema automotivo brasileiro, incluiu no documento a prorrogação por alguns meses, da vigência do Regime Especial do Nordeste”.
Na mesma sessão em que a prorrogação foi aprovada, o PT apresentou um destaque pedindo votação em separado para o artigo que favorecia diretamente a instalação da Ford na Bahia. Mas os deputados aliados de ACM não quiseram discutir o assunto e rejeitaram o requerimento em votação nominal. O jornal Gazeta Mercantil também informou que o então secretário executivo do Ministério da Fazenda, Pedro Parente, foi decisivo para garantir a Ford na Bahia. Mais tarde, Parente assumiria a chefia da Casa Civil e, ao final do governo FHC, passaria a trabalhar na direção da RBS.






on Jun 16th, 2009 at 12:22 pm
Parabens Marco, esse trabalho é um serviço enorme à verdade e ao Povo Gaucho alem de ser um documento historico.
Quando meu filho chegar ao momento de estudar o periodo atual, sera esse trabalho que lhe entregarei para que estude o caso.
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on Jun 16th, 2009 at 12:33 pm
Manda estes textos pro pessoal da Band, eles adoram relembrar os ouvintes que o PT mandou a Ford embora principalmente o Diego, aproveito para lembrar a turma que esta rede esta empenhadíissima em derrubar as leis ambientais, fazendo uma chantagem com a produção de alimentos e empregos, prestem atenção, não e so na Azenha a toca da direita, tem outras nas encostas dos morros.
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on Jun 16th, 2009 at 2:04 pm
Muito boa a série!
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on Jun 16th, 2009 at 2:46 pm
DATA VENIA II,
DA SÉRIE ELITE INFECTA E “CHAFURDENTA”!
Temos um episódio lapidar na fatídica era FHC. ACM, com livre trânsito no gabinete do tucanoDEMoníaco FHC, deu um soco na mesa do presidente, “voando papel pra todo lado”. Arrostou FHC e esgrimiu: “Você diz que combateu os militares. Saiba que enquanto isto, eu dava tapa em muitos deles.” E reportou acerca de um imbróglio resolvido no interior de um elevador. Um militar teria espalhado um boato relacionado a uma amante do Malvadeza. E ACM narrou a FHC que dera um tapa no militar, acertando-lhe o quepe. FHC teria ficado enrubecido!
Ô tucanoDEMoníacos de mau presságio, sô!
Messias Franca de Macedo
Feira de Santana-Ba
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on Jun 16th, 2009 at 2:51 pm
marco, é uma pena que todos os gaúchos não possam ler estes textos, pois seria de extrema valia para que , de uma vez por todas, se pudesse calar as “vozes” que até hoje falam no caso ford. Gostaria de saber como anda o $ que a mesma empresa ficou devendo para o RS, pois recebeu uma fortuna do britto para instalação, foi embora e não se falou mais nisso. um abraço.
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on Jun 16th, 2009 at 3:18 pm
(…) trabalhar na RBS e sem cumprir a quarentena. Mas o que implica o simples descumprimento de uma quarentena se na “praga dos oito anos” formalizaram o maior crime de “lesa-pátria”, com a doação da Vale - hoje mais verde e amarela do nunca. Claro, desemprego em massa não é elemento que deva ser considerado.
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on Jun 16th, 2009 at 7:17 pm
“o então secretário executivo do Ministério da Fazenda, Pedro Parente, foi decisivo para garantir a Ford na Bahia. Mais tarde, Parente assumiria a chefia da Casa Civil e, ao final do governo FHC, passaria a trabalhar na direção da RBS.”
Taí: a RBS mandou a FORD embora!!!!! Em troca, ganhou um PARENTE!!!
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on Jun 19th, 2009 at 9:56 pm
A RBS contratou o Pedro PARENTE e ficou tudo em casa. Tudo normal.
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