O Rio Grande do Sul está em estado de espera. Dizer que é um Estado paralisado é um exagero, pois a vida prossegue, mas há um ambiente de expectativa em relação ao futuro do governo Yeda Crusius (PSDB). Diante da crescente percepção acerca da brevidade deste futuro, decisões e planos são adiados. Como se isso não bastasse, a política econômica cantada em prosa e verso pelo Palácio Piratini começa a mostrar seus pés de barro. A crise econômica internacional e a seca que atingiu o Estado no primeiro semestre, por si só, já seriam motivo de preocupação. Aliadas à uma política que concentrou-se fundamentalmente em cortar gastos de custeio e investimentos em políticas de desenvolvimento e de inclusão social, traz um resultado que começa a mostrar sua cara.
No mês de maio, o Rio Grande do Sul teve o pior desempenho do Cadastro Geral de Emprego e Desemprego (Caged), divulgado pelo Ministério do Trabalho. O RS registrou a maior diferença, entre todos os Estados brasileiros, entre demissões e contratações. O saldo negativo foi de 4,076 mil postos de trabalho: foram 88.309,00 demissões e 84.233,00 contratações. Em nível nacional, no mesmo mês, foram criados 131.557 mil novos empregos, um crescimento de 0,41% em relação a abril.
Também em maio, a taxa de desemprego cresceu na Região Metropolitana de Porto Alegre. Segundo o levantamento realizado pela Fundação Seade/Dieese, o número de ocupados caiu de 18 mil pessoas de abril para maio. Deste total, 9 mil ficaram desempregados e outros 9 mil simplesmente deixaram de procurar trabalho. A taxa de desemprego passou de 12,1% para 12,6% e o número total de desempregados passou de 245 mil para 254 mil. Além disso, houve redução do rendimento médio dos trabalhadores que registrou uma queda de 1,5% em abril.
Nesta quarta-feira, outro dado negativo sobre o desempenho da economia gaúcha. A Secretaria Estadual da Fazenda informou que a arrecadação de ICMS teve o pior resultado do ano no mês de junho. Neste período, o Estado registrou uma perda de R$ 149 milhões com o ICMS. As arrecadações tributárias foram de R$ 1,25 bilhão, contra R$ 1,33 bilhão de despesas. Resultado este, é importante lembrar, no contexto de uma política de corte de gastos e investimentos e de arrocho salarial contra o funcionalismo público. Sem uma política de desenvolvimento e com um governo desacreditado, a economia gaúcha vai mal das pernas.

on Jun 24th, 2009 at 7:06 pm
Sem contar a sonegação a falta de fiscalização ( não há pessoal nem estrutura e planejamento) aliado aos grandes incentivos fiscais o resultado é esse aí.
on Jun 24th, 2009 at 9:55 pm
É dona Yeda,tem que poupar!Para comprar o Aero-Yeda!!!!!
on Jun 25th, 2009 at 10:43 am
Excelente análise!
on Jun 25th, 2009 at 12:36 pm
marcus. a vida prossegue, e boa prá elles pq a população tá ferrada e mal
paga.se não fossem os recursos do governo federal a tia louca não paga
ria nem a folha.o estado tá quebrado e ainda tem mais de 1 bilhão de do
lares de dividas para os próximos governos pagarem(dinheiro usado para maquiar as contas)então existe um deficit sim,e ele é grande e real.é
só olhar sem o óculos embaçado da midia guasca e do governicho da opa
cidade.um espiritualista dirá que a vida segue mesmo depois da morte,só
que da mesma forma não serve para quem tá sendo roubado até nos seus sonhos.então marcus com ladrão e safado não se contemporiza.é
ferro na boneca e FORA YEDA…
on Jun 26th, 2009 at 11:55 pm
É o RS na contramão do desenvolvimento. enquanto os dados econômicos e de emprego no resto do Brasil são positivos, aqui, é só decepção. Mas claro para alguns , como a Yerda, com 143% de aumento em seu salário, e uma casa roubada, as coisas vão muito bem. ela está se lixando para os gaúchos, afinal ela se elegeu para resolver os seus problemas particulares, e só. Idiota quem esperava outra coisa dela. O RS que se foda.