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Fogaça prevê só R$ 50 mil por ano para “revitalizar e preservar” a orla do Guaíba

 Paulo Muzell escreve:

Ao incluir no Plano Plurianual obras que, na verdade, não vão ocorrer, Fogaça repete o velho expediente de sobreestimar o volume total de investimentos da Prefeitura - gastos abusivos em publicidade e subestimados em projetos essenciais já foram comentados em textos anteriores de análise do Plurianual. Se por um lado o pecado é o excesso, de outro é a falta: o PPA “esquece” e não inclui recentes e importantes promessas da campanha/2008. O HPS da Zona Sul, a construção do Centro Municipal de Educação do Trabalhador, a Escola Técnica da Restinga, as cinco novas escolas do Ensino Fundamental e as 17 novas creches noturnas são apenas algumas importantes ”omissões” do PPA. “Que governo de memória curta!” é, certamente, a justa observação do cidadão e eleitor atento. Mas o nossa tema agora é outro: a orla do Guaíba.

Área cobiçada pelos empreendedores imobiliários originou dois recentes e pouco edificantes episódios que tiveram destaque na mídia nos dois últimos anos. O primeiro é o famoso projeto Pontal do Estaleiro, que até originou uma consulta popular a ser realizada em breve. Iniciativa de um grupo de vereadores “liderados” por Brasinha (?!), pretendia viabilizar a construção de blocos residenciais de luxo, extremamente valorizados pela privilegiada proximidade do Guaíba. O vício de origem – projetos desta natureza são competência exclusiva do Executivo – e a reação da opinião pública impediram o absurdo, pelo menos temporariamente. O outro foi o aumento dos índices construtivos, alturas e taxas de ocupação, além da permissividade do zoneamento de uso na área do complexo do Beira Rio.

A Copa do Mundo de 2014 e o glorioso colorado serviram de “escudo” e justificativa para esta injustificável transferência de valor do público para o privado, além dos prejuízos urbanísticos e ambientais ainda não devidamente dimensionados. Pois esses dois episódios colocaram em destaque a discussão da necessidade de priorizar a definição do regime urbanístico e a elaboração do cronograma dos projetos a serem implementados para revitalizar e preservar os 72 quilômetros da orla do Guaíba. Típica tarefa para um plano Plurianual, do qual se esperava uma resposta adequada a este importante tema da cidade. Ledo engano.

A Ação 1094 – Orla do Guaíba – do Programa Cidade Integrada se propõe revitalizar e preservar 36 quilômetros da orla (9 km por ano), elaborando e implementando projetos paisagísticos de recuperação das áreas degradadas, de lazer, promovendo o plantio da mata ciliar. O bonito enunciado da Ação não encontra respaldo, esbarra na absoluta insuficiência dos recursos. O PPA prevê aplicar 50 mil reais por ano, para viabilizar esta meta. Só pode ser piada e de péssimo gosto

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10 Comments on “Fogaça prevê só R$ 50 mil por ano para “revitalizar e preservar” a orla do Guaíba”

  1. #1 alvaro al
    on Jun 24th, 2009 at 2:26 pm

    e o velho procedimento do time da beira do rio..sempre ganhando dinheiro público ou ocupando terras de dominio público para si…vide o terreno que ganharam e as dragas que ganharam de graça pra assentar o estádio..o terreno dos eucaliptos…depois avançaram o beira rio por toda orla….e vem dizer que foi com dinheiro da torcida…..com o esforço da torcida que deu meia duzia de tijolos pra erguer o remendão…foi dinheiro PÚBLICO SIM que o time da boquinha PÚBLICA GANHOU DE MÃO BEIJADA…E AGORA O PREFEITECO VAI DOAR TAMBÉM…ETA PAPINHA BOA

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  2. #2 Omar
    on Jun 24th, 2009 at 3:35 pm

    Grande Paulo Müzell. Esse sabe das coisas.

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  3. #3 dilmao
    on Jun 24th, 2009 at 5:03 pm

    “”"e o velho procedimento do time da beira do rio..sempre ganhando dinheiro público ou ocupando terras de dominio público para si…”"” por acaso o tricolino acima desconhece que o seu glorioso time birebaixado também ganhou a área do olímpico. Foi uma área vendida pelo estado, depois que o inter ganhou a área do beira-rio e esta foi aterrada, bateu um ciumezinho no time birebaixado que “exigiu” de Brizola que se desse o terreno em que fizeram o estádio das analvalanches.

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  4. #4 Fernando
    on Jun 24th, 2009 at 6:51 pm

    Dilmao, não adianta querer reescrever a história, nem descer o nível. O Grêmio fez uma permuta, de uma área no Moinhos do Vento, onde hoje é o Parcão(Imagina o valor dessa área hoje em dia), por uma onde era a antiga vila Caiu-do-Céu. O resto é história de botequim e não esquece que o Internacional, esse “exemplo administrativo maravilhoso”, poderia ser o proprietário do primeiro shopping de Porto Alegre, por 20 anos, se aceitasse a primeira proposta do Grupo Iguatemi quando ele quis erguer o primeiro shopping de Porto Alegre na área dos Eucaliptos. Aí os velinhos das perpétuas(entre eles meu ex-sogro) disseram que seria um absurdo destruir a história do Internacional para erguer um shopping. E assim começou os 20 e tantos anos de fila, choro e ranger de dentes do Internacional. Aliás, quem usou esses velinhos de massa de manobra e inviabilizou o Internacional por mais de duas décadas foi o pouco-glorioso Império Otomano(Irmãos Zachia e Asmuz) que só foi defenestrado pela injustiçada e honesta administração Fernando Miranda.

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  5. #5 Kramer
    on Jun 24th, 2009 at 8:17 pm

    Com este valor, o Governo Yeda pintou um muro.
    Será que o Fogaça pretende fazer o mesmo, pra revitalizar a Orla?

    Ótimo texto Muzell!

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  6. #6 laura
    on Jun 24th, 2009 at 8:18 pm

    esse paulo em hehehehehe

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  7. #7 Teresinha Carpes
    on Jun 24th, 2009 at 9:53 pm

    O negócio,é o seguinte:(como dizia meu querido pai)Nem Yeda,nem Fogoaça,tão fazendo coisa nenhuma,êles só esperam as verbas lá de Brasília,e ainda vão se queixar na mídiota,que de lá do planalto não sai nada!Que mentira cabeluda,meu Deus!!!!!

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  8. #8 Néia
    on Jun 25th, 2009 at 2:32 pm

    Dr. Paulo M. é como um bom borgonha, quanto mais velho, melhor…Matou a pau! Espero que este post não sirva para discussões clubísticas, tornando-se um gre-nal sem vencedores. Sei que a citação dos “incentivos” dados ao Inter tem fundamento por tratar-se de comentário sobre a Orla. Ninguém aqui é bobinho e desconhece os “incentivos” concedidos à nova arena do glorioso tricolor. Só pra complementar: O Grêmio também foi “contemplado” com doações de áreas adjacentes ao Olímpico (onde está o posto de gasolina) bem como a área na orla do Guaíba próxima ao Jóquei. Ninguém é santo e ninguém consegue passar na peneira das facilidades públicas. Isto aqui é Brasil. Não dá pra acusar quem recebe. Esses estão aí pra isso mesmo. O que não dá pra admitir são os governos usando em proveito eleitoral aquilo que é público e que lhes compete defender e gerir com correção.

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  9. #9 alvaro
    on Jun 25th, 2009 at 3:43 pm

    o gremio não foi contemplado com area do posto de gasolina cara..é uma prática recorrente essa de dar de entendido relatando uma suposta verdade que é uma mentira…o posto de gasolina foi transacionado com a BR e o gremio vendeu por 330 mil dólares da época.. o que alías gerou uma polemica com o presidente da época em 1991..quem vive estendendo e invadindo area pública é o sci..espero que o tão zeloso blogueiro puclique essa mensagem já que é censor de algumas…

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    Marco Aurélio Weissheimer Reply:

    Sim, especialmente aquelas que não tem a ver com o tema do post.

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