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Condenação internacional ao golpe em Honduras

 O governo brasileiro condenou hoje o golpe militar em Honduras. O Ministério das Relações Exteriores divulgou nota oficial informando que o Brasil condena de forma veemente o seqüestro do presidente Manuel Zelaya e sua deposição pelos militares. “O governo brasileiro condena de forma veemente a ação militar que resultou na retirada do presidente de Honduras, José Manuel Zelaya, do Palácio Presidencial em Tegucigalpa no dia de hoje e sua condução para fora do país”, afirma a nota. Para o governo brasileiro, ações militares como a de hoje em Honduras atentam contra a democracia e não condizem com o estágio de desenvolvimento político da América Latina. “Eventuais questões de ordem constitucional devem ser resolvidas de forma pacífica, pelo diálogo e no marco da institucionalidade democrática”, diz ainda o Itamaraty.

O governo brasileiro solidarizou-se com o povo hondurenho e pediu que o presidente Zelaya seja imediata e incondicionalmente reposto em suas funções. O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, também condenou o golpe e pediu que os hondurenhos se comprometam a resolver de forma pacífica suas diferenças. Em nota oficial, o secretário manifestou firme apoio às instituições democráticas e condenou a detenção do presidente constitucional do país. Além disso, pediu a restituição dos representantes democraticamente eleitos no país e o pleno respeito aos direitos humanos, incluindo garantias de segurança para o presidente Zelaya, os membros de sua família e do governo. A União Européia também manifestou-se condenando o golpe militar e pedindo a imediata libertação do presidente do país.

A Organização dos Estados Americanos (OEA) aprovou neste domingo, por aclamação, uma resolução de sete pontos que condena “energicamente” o golpe militar. O Conselho Permanente da entidade aprovou a resolução que, entre outros elementos, condena o golpe militar, exige o retorno de Zelaya ao poder e programa uma sessão extraordinária da Assembleia Geral da OEA para terça-feira com o objetivo de estudar os próximos passos. Os governos da Bolívia e da Venezuela também rejeitaram energicamente o golpe militar. O presidente venezuelano Hugo Chávez, chamou o movimento de “golpe troglodita” e pediu ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, condene abertamente a deposição do presidente hondurenho. Evo Morales conclamou a comunidade internacional e os movimentos sociais a condenarem essa “aventura anti-democrática”.

O presidente dos EUA, Barack Obama, afirmou por sua vez que as disputas internas de Honduras devem ser resolvidas de forma pacífica. “Quaisquer tensões e disputas existentes devem ser resolvidas pacificamente e através do diálogo, livre de qualquer interferência externa”, declarou Obama. A secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, apelou para que todos os partidos em Honduras respeitem as Constituições e as leis desse país. Já o embaixador norte-americano em Tegucigalpa, Hugo Llorens, afirmou que “o único presidente que os EUA reconhecem em Honduras é o presidente Manuel Zelaya”. Diplomatas norte-americanos já estariam trabalhando para assegurar a segurança do presidente deposto e de sua família, a restauração da ordem constitucional e a volta de Zelaya à presidência do país.

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10 Comments on “Condenação internacional ao golpe em Honduras”

  1. #1 Teresinha Carpes
    on Jun 28th, 2009 at 11:40 pm

    Desde 2003 que… aqui no Brasil,a oposição e a imprensalona,vem tentando dar um golpe no Presidente Lula!Só não impicharam êle,graças ao apoio massiço do nordeste e de alguns senadores,hoje massacrados,pela própria esquerda e pela oposição,como por ex:Sarney e Renan Calheiros e outros do PMDB,do nordeste!Eu não acuso o Senador Sarney,acho êle muito melhor do que o Símon.

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  2. #2 Diego Chevarria
    on Jun 29th, 2009 at 9:32 am

    Que tal a belissima interpretação da Zero Hora sobre o golpe em Honduras:

    “Manuel Zelaya foi destituído após propor plebiscito sobre reeleição”

    Isso não chera a ameaça???

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  3. #3 Paulo Roberto Carpenedo
    on Jun 29th, 2009 at 10:42 am

    - Os “casacas azuis”, não vão invadir o país para restabelecer a ” democracia” ??? Pobre AL com suas elites prebendarias e somozistas e suas forças armadas de ocupação.

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  4. #4 João da República de Santa Maria
    on Jun 29th, 2009 at 11:18 am

    De um jornal fundado para legitimar a ditadura, esperava-se o que?

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  5. #5 Carlos Maia
    on Jun 29th, 2009 at 11:26 am

    Existe alguém que seja a favor do golpe em Honduras? Eu não conheço ninguém. Está na hora da AL banir de vez qualquer tipo de golpe de estado.

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  6. #6 Jorge Nogueira
    on Jun 29th, 2009 at 11:59 am

    Pior q tem Maia. É só tu dar uma olhada nos blogs de debates ou mesmo nos comentários sobre o incidente em ZH…

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  7. #7 Fernando
    on Jun 29th, 2009 at 2:29 pm

    Quem for num site de direita, vai achar a visão da direita. Quem for num blog de esquerda, vai achar uma visão de esquerda. O sistema funciona nessas regras, o que torna a disputa as vezes mais concentrada no fígado do que na cabeça, nem sempre coerente ou sensata, mas política é assim mesmo, adaptar-se a ela é a melhor opção. Disse Benjamin Disraeli, “A democracia é a busca da imperfeição. Deus nos livre da perfeição”. Que o destino nos poupe da alternativa a nossa incoerente e contraditória democracia.

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  8. #8 Carlos Maia
    on Jun 29th, 2009 at 4:22 pm

    Eu não gosto do Chávez, não acho que alimentar antagonismos sociais vá melhorar as condições sociais de um povo, mas temos sim de respeitar os candidatos legitimamente eleitos, mesmo que ele seja um Chávez da vida. Quem tem de decidir é o povo e não oligarquias rançosas ou elites de partido único. Na Argentina, o povo, democraticamente, está dizendo um não ao casal K. Este é o caminho a ser seguido, a via democrática. Todo meu apoio ao presidente deposto e espero que ele volte.

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  9. #9 Jorge Nogueira
    on Jun 29th, 2009 at 5:42 pm

    Maia parabenizo-o pela postura adotada com relação a situação hondurenha.

    Mas lembro q em outro post lhe perguntei se segues apoiando o governo Yeda e vc ñ me respondeste!

    Aproveite tb e descorra melhor sobre este trecho de sua intervenção: “Eu não gosto do Chávez, não acho que alimentar antagonismos sociais vá melhorar as condições sociais de um povo”.
    Pois aqui vc sugere q Chávez alimenta antagonismos sociais na Venezuela como se estes ñ existissem antes dele!

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  10. #10 Carlos Maia
    on Jun 30th, 2009 at 11:48 am

    JOrge, eu votei na Yeda. Não defendo seu governo, apenas não faço coro com aqueles que querem o impeachment ou a sangria da governadora até o final por motivos político ideológico. Mas nessa briga entre Yeda e os interesses corporativos do CPERS que se nega a discutir um PCS De 1974, estou com a governadora.

    Os antagonismos sociais existem, mas eles não precisam ser alimentados. O interesse convergente é o da inclusão social. Não é necessário fazer ‘revoluções bolivarianas’ para incluir socialmente os excluídos. Não é necessário pregar lutas de classe para melhorar a qualidade de vida de um povo. Até mesmo porque a sociedade moderna é muito difusa, muito complexa, muito diversificada para dividi-la, de forma simplória, na bipolaridade. E, por isso, eu discordo da política adotada por Chávez, porque maniqueísta e manipuladora.

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