Quem olha para os últimos movimentos e declarações de Yeda Crusius (PSDB) pode constatar o crescimento exponencial da terra paralela construída pela governadora. Ela reúne todo seu secretariado, com pompa e circunstância, para “comemorar os 30 meses de seu governo”. Fala de um Estado que só existe nas fronteiras fechadas de alguns gabinetes do Palácio Piratini. Logo em seguida, pega seu instrumento voador e viaja a Brasília, onde, segundo ela declara, as flores ajudam a restituir o equilíbrio. Defende a assessora Walna Villarins Meneses das denúncias de envolvimento com desvio de recursos públicos e destaca a transparência que marca seu governo. Ela até criou uma secretaria para mostrar que seu governo preza a transparência e a probidade administrativa.
A primeira secretária, Mercedes Rodrigues, pediu demissão e saiu dizendo que o governo não estava seriamente interessado em uma gestão transparente. O segundo secretário, Carlos Otaviano Brenner de Moraes, está demissionário. Recomendou à governadora a abertura de uma sindicância interna e o afastamento de Walna. Entre outras coisas, a assessora foi flagrada em uma escuta telefônica da Operação Solidária, falando sobre compra de flores (estas que ajudam a restituir o equilíbrio) e operações bancárias. Yeda e Walna gostam muito de flores. Estão plantando várias no Palácio Piratini.
Enquanto isso, no mundo real, o governo se arrasta no dia-a-dia bombardeado por denúncias de corrupção, fraudes em licitações, caixa-dois, três…Enquanto isso, no mundo real, a população é informada que o Rio Grande é o Estado que menos investe em saúde e educação no país. A atividade produtiva do RS registra queda recorde.
Também no mundo real, os pais políticos de Yeda Crusius (PSDB) combinam uma operação dupla, tentam desesperadamente segurar um governo que se esvai a cada dia, barrando a instalação de uma CPI da Corrupção na Assembléia Legislativa. Tentam salvar os próprios dedos, também seriamente chamuscados por denúncias de corrupção. E, ao mesmo tempo, procuram esconder sua responsabilidade pelo atual estado de coisas no Rio Grande do Sul. Esses pais têm nome e sobrenome: Pedro Simon, Eliseu Padilha, Germano Rigotto e José Fogaça são alguns deles. Todos seguem sustentando o arremedo de governo instalado no Piratini, mas cuidam para não serem associados ao mesmo.
Nos últimos anos, construiu-se no Estado algo chamado de “anti-petismo”. Curiosamente, nunca se ouviu falar de um “anti-peemedebismo”. Mas qual é mesmo o legado do PMDB para o Estado do RS? Do governo Britto até hoje, com exceção dos quatros anos do governo Olívio Dutra (PT), o PMDB sempre esteve no poder. Ao contrário do que acontece cotidianamente com o PT, nunca foi cobrado publicamente por suas ações e pelo que deixou para o Estado. Qual é o balanço das privatizações, por exemplo? O Estado avançou ou retrocedeu do ponto de vista de uma agenda de desenvolvimento social? O governo Yeda Crusius representa o ápice de um processo de degeneração política e cultural de um Estado que, segundo alguns, seria o mais politizado do país. Quem é afinal, responsável, pelos constrangedores e vergonhosos dias que estamos vivendo hoje?
Ilustração: Hupper






on Jul 2nd, 2009 at 1:32 pm
Brilhante análise, Marco.
O anti-petismo é uma doença endêmica que ocorre, pincipalmente, nos períodos de eleição majoritária…
Tenho colegas que reclamam do (des)governo Fogaça com seus secretários indicados, unicamente, para liberar cadeiras na Câmara contemplando ilustres aliados, mas falou em votar na esquerda revelam sua face reacionária.
Coadjuvados por uma mídia que omite quando não distorce os fatos, a situação é difícil.
Mas, não impossível.
Para o gaúcho vale o ditado: “não está morto quem peleia”
Rick
[Reply]
on Jul 2nd, 2009 at 2:02 pm
Não é uma flor, mas creio que possa ajudar no futuro da desgovernada: ela bem que poderia usar, alternativamente, um ramo de arruda na orelha, pois além de proporcionar “equilíbrio pessoal” também evitaria “olho grande” da oposição, que só quer o mal da mamãe Yoda …
[Reply]
on Jul 2nd, 2009 at 2:46 pm
Bravo, bravíssimo! O elenco e as combinações das responsabildiades são mais complexos e nuançados do que consigo pensar, agora. Isso só não se aplica ao grupo RBS, ao PMDB, à elite intelectual que se acovardou, à elite econômica que se abagaceirou de maneira constrangedora e, claro, às lideranças cujo destino penal há de ser cumprido. A esquerda em geral e o PT em particular também têm sua parcela, porque a vitimização não se coaduna com a responsabilidade. Mas só muita deformação mental e má-fé poderia lhes atribuir mais do que têm a responder. Sobre a desgovernadora, jamais respondeu por algo e minha fé que venha a responder segue intacta.
[Reply]
on Jul 2nd, 2009 at 2:53 pm
Mas o que nos espera na cedula em 2010????
tarso??
manuela???
rosario???
simon???
fogaça???
Ou uma cruza de todos eles???
Sofrimento por mais 4 anos, nao aguento…
[Reply]
on Jul 2nd, 2009 at 3:52 pm
Marco,
O grandissíssimo responsável pelo estado das coisas é a democracia representativa. Estou trabalhando junto a um monte de gente legal do país inteiro pra gente tentar mudar a maneira de decidir na política.
Não dá mais pra destinar o poder de nos representar a partidos sindicados, clubes, entidades patronais, igreja, militares, etc. Esse sistema, nas raras vezes em que funciona, é de resolução lenta e incompleta.
Tenho muito o que ler e escrever e um montão de contatos pra fazer. Por ora, deixo um post sensacional como início de reflexão: http://mobilemultitude.blogspot.com/2008/10/eleies-2008-em-qual-democracia-voc-vai.html
[]’s,
Hélio
[Reply]
on Jul 2nd, 2009 at 4:06 pm
Mamãe de filho japonês está tomando remédio tarja preta.
[Reply]
on Jul 2nd, 2009 at 4:44 pm
Confundir Tarso Genro com Manuela e Simon não é sectarismo, é oligofrenia mesmo. Eu, hein.
[Reply]
on Jul 2nd, 2009 at 5:47 pm
Boa reflexão Marco.
Pois é…
Para alguns/algumas ninguém serve.
É tudo igual.
Não penso assim.
Pergunto:
Todos os homens e todas as mulheres são iguais?
D.Yeda é arrogante, vaidosa e não quebra o “bico”.
Não é pelo fato de ser mulher.
É uma característica pessoal.
Muitos homens também o são.
Ela tem que estar abraçada com Simon, Padilha…
Estão dando continuidade ao projeto do Britto.
O chorão Rigotto não tinha “força” para colocar o plano. Afinal, era o “pacificista” no poder.
Devolveu os CCs para a turma da MAMATA e a sua sucessora continuou com o TIME.
Afinal … são décadas!
[Reply]
on Jul 2nd, 2009 at 7:19 pm
Acredito que depois dessa experiência antipetista que está deixando o Rio Grande do Sul em um estado degradante em todas as áreas - educação, cultura, segurança, saúde, economia… - a população possa constatar a diferença entre um Projeto de Políticas Sociais e Públicas, representado pelo Governo de Olívio Dutra e o Projeto de Politica Antissocial e Privada da Yeda.
[Reply]
on Jul 2nd, 2009 at 7:33 pm
povo politizado o nosso heim?!?! buáááa
[Reply]
on Jul 2nd, 2009 at 11:35 pm
Querem desmoralizar o Ministro Tarso,de qualquer maneira!O pior de tudo,é misturar,com ervas daninhas,como símon,fogaça e manuela!Mais um anti-petista no Blog,dá nojo!!!
[Reply]