O ministro da Justiça, Tarso Genro, divulgou nota oficial agora à tarde em resposta às acusações de integrantes do governo Yeda Crusius que responsabilizaram a oposição e o ministro pelas denúncias de corrupção envolvendo os atuais ocupantes do Palácio Piratini. A íntegra da nota é a seguinte:
Diante de matérias veiculadas na imprensa dia 13 último, o Ministério da Justiça afirma:
1. As instituições sob o comando do Ministério da Justiça se mantêm dentro do estrito cumprimento do seu dever constitucional e legal.
2. Instituições como a Polícia Federal têm feito um trabalho sereno e imparcial, reconhecido nacionalmente, agindo sempre a partir de mandados do Ministério Público e do Poder Judiciário. Jamais intervém em polêmicas políticas e jamais assume posição de parte nos debates entre partidos ou personalidades políticas.
3. É necessário reafirmar que a Polícia Federal, no cumprimento de seu dever constitucional, investiga fatos supostamente delituosos, não pessoas nem partidos.
4. O Ministério da Justiça, no Estado Democrático de Direito, continuará a cumprir o seu dever, em todos os estados do país, com a seriedade que suas atribuições determinam, sem qualquer preocupação com o vínculo ideológico ou partidário de seus governantes.

on Jul 13th, 2009 at 6:07 pm
O site uol reproduz o seguinte trecho da entrevista da governadora:
Ela classificou como “covardes” aqueles que utilizam o nome do ex-representante do Rio Grande do Sul em Brasília, Marcelo Cavalcante, para fazer denúncias. “Esse é um lema gaúcho: não me bote como testemunha uma pessoa morta”, disse. Cavalcante foi encontrado morto no dia 17 de fevereiro, em Brasília. Segundo a governadora, ele era uma pessoa querida “que pagou tristemente as más companhias”.
Pagou as más companhias?Então a governadora está insinuando que alguém fez algo contra Marcelo? Quem?Se ela sabe de algo ela deve dizer para a polícia,caso contraria estaria agindo contra a lei
on Jul 13th, 2009 at 6:24 pm
Uma correção à nota de Tarso: a Polícia Federal não é tão republicana assim, como evidencia o episódio Daniel Dantas, no qual seu principal quadro foi sumariamente afastado quando as investigações começaram a revelar o traço de união entre as maracutaias do banqueiro e os poderes e personalidades públicas.
O problema do Ministério da Justiça não é quando age, mas quando se omite ou acumplicia.
on Jul 13th, 2009 at 7:17 pm
A nota do Ministério da Justiça expressa que o Estado Brasileiro cumpre as funções de sua competência e, hoje, está sendo gerenciado por um Homem Público.
on Jul 13th, 2009 at 7:29 pm
Fabricio, sobre o episódio Daniel Dantas: o delegado Protógenes foi afastado pq cometeu alguns erros na sua investigação, o que poderia prejudicar – como prejudicou – o indiciamento de Dantas. É só ver os argumentos que os advogados do ex-banqueiro usam, nos inúmeros recursos à justiça. O delegado Saad, que o substituiu, já terminou a Satiagraha II, tudo já está com o Ministério Público, apresentando dados de investigação mais profunda ainda. Portando, não houve omissão nem acumpliciamento, como você diz. O que houve, na Satiagraha II, foi menos espetáculo e mais qualidade da prova.
on Jul 13th, 2009 at 7:38 pm
Sua polícia republicana sr Tarso??Pedro Ruas neles
on Jul 13th, 2009 at 9:16 pm
Rogério e cia., o partido de vocês, PSOL, tá queimado na praça, aliou-se à direita e à FIESP pra acabar com a CPMF e tirar 40 bi da saúde do povo brasileiro…. e ainda tirou foto comemorando junto com o Virgílio, Heráclito Fortes e o resto da canalha! hehehehe
Quanto à Yedinha detran, malandragem tem limite, quem inventou a tese de atacar quem pega ladrão e corrupto foi o Fernandinho Beira Mar.
Fala sério!
on Jul 14th, 2009 at 9:36 am
Ei, pessoal (sobretudo a Vera), refiro-me ao diretor geral, Paulo Lacerda. Não a Protógenes, embora este também tenha sucumbido ao “não-republicanismo” da entidade.
Protógenes, a propósito, não cometeu erro técnico – todos sabem. Mas a “ousadia” de confrontar o poder desvirtuado, do qual atualmente muito petista influente virou parceiro.
São fatos notórios. Ignoram-os somente os comprometidos. E aqueles de boa-fé, a quem costumo chamar de “sequestrados mentalmente” pelo passado petista…
on Jul 14th, 2009 at 2:04 pm
Fabricio, sou obrigada a comentar de novo. Paulo Lacerda saiu da PF muito antes das “maracutais do banqueiro” aparecerem. No novo cargo, Abin, legalmente não poderia mais atuar no caso. Já Protógenes cometeu sim erros técnicos. Por exemplo, tentou indiciar pessoas que nada tinham a ver com o caso, abrindo demais o leque e levando a lugar nenhum suas investigações (vide caso da jornalista Andrea Michael, que foi citada por Protógenes e não tinha nada a ver). Fez escutas clandestinas, proibidas por lei, passíveis portanto de anulação de prova. E por aí vai. Insisto: para prender os daniel dantas da vida, tem que ter prova robusta, não espetáculo. Tem que seguir a lei, não infringi-la.
on Jul 14th, 2009 at 2:42 pm
A trajetória de vida política e pública de Tarso, o qualifica como um Estadista. É, esse seu perfil que o Rio Grande do Sul necessita para elevar o nível da cultura política, no nosso Estado.
Quanto ao Pedro Ruas, é possível constatar que é um Homem, também com uma trajetória política respeitável e está, muito além da vã filosofia da maioria dos militantes do seu partido.
on Jul 14th, 2009 at 5:40 pm
Gaúcho: Não sou filiado ao PSOL, também acho que a Luciana na maioria das vezes ultrapassa os limites, mas o Pedro Ruas tem uma trajetória.Agora se tu analisares o PT, se uniu a pior espécie(não vamos esquecer prefeito de Canoas/RS convidou o Busato para secretário lembra??).A CPMF sempre fui contra e não seria uma partido que iria mudar minhas convicções(será que o PT oPTou pelo continuísmo, dê uma olhada no agronegócio..).Por que será que o PT não ganha mais em POA…Será que o Tarso não será um bonequinho da RBS…por último já escutaste algo do LFC lá da PF(indicado pelo Tarso) sobre um assalto…
on Jul 14th, 2009 at 6:19 pm
Tá bom o debate, pessoal. Um pouco por nossas incompreensões e muito pela honestidade intelectual dos posts do Marco.
Seja como for, não dá para esconder o fato do “enquadramento” sofrido pela polícia federal a partir do episódio Dantas, revelando a caráter “não-republicano” da instituição.
Na suma, companheira Vera, Gilmar Mendes e Lula liquidaram as possibilidades de vermos o poder nú. Se Tarso foi cúmplice ou atropelado nesta história, pouco importa para alterar a opção governista pela adoção do mercado como sua pedra de toque.
A nota de Tarso possivelmente vale tanto quanto o que ele já escreveu sobre as perspectivas marxistas…
on Jul 14th, 2009 at 6:34 pm
Ah… e vamos combinar: querer colocar o PSoL na direita por conta da CPMF… por favor!
Sabemos que o imposto não é justo. Sabemos que se tratava de mais uma rubrica para o caixa do agronegócio e setores similares – os opções preferenciais do lulismo.
Sabemos, na suma, que a política econômica é comandada pelo mesmo setor dos anos FHC – não à toa, o PSDB/DEMOS votaram a reforma da previdência e a prorrogação da DRU!