Myspace button
Submarino.com.br
Marco Weissheimer Rotating Header Image

ZH tira certidão de batismo da gaveta

 Nesta sexta-feira, o jornal Zero Hora tirou sua certidão de batismo da gaveta mais uma vez. Fiel à sua origem macartista, carimbada e vitaminada pelo golpe militar de 1964, apoiado entusiasticamente pelo jornal, ZH atualiza o tema, alertando para a estratégia dos “comedores de criancinhas” de plantão, o MST no caso. A capa do jornal fala do “cerco à governadora”. O editorial diz que a família de Yeda foi “sitiada” pelos servidores públicos. E a cereja do bolo é a matéria, em tom de denúncia, afirmando que o CPERS passou a se inspirar nas “táticas do MST”: o cerco, o sítio aos homens e mulheres de bem. Só faltou dizer que o CPERS passou a usar “táticas chavistas”.

Sobre esse tema, Eduardo Tessler envia link do texto que escreveu no blog Mídia Mundo, analisando a cobertura da imprensa gaúcha sobre os acontecimentos de ontem. O título da nota é autoexplicativo: “A imprensa gaúcha pegou leve demais”.

9 Comentários on “ZH tira certidão de batismo da gaveta”

  1. #1 Gilmar Crestani
    on Jul 17th, 2009 at 10:58 am

    Por tudo isso acho que o grande problema dos gaúchos não são os políticos, por mais ou menos corruptos que sejam. Nosso problema é esse câncer que disseminou metástases por todos os segmentos da economia gaúcha, e que domina 80% do mercado midiático. Para mim não resta a menor dúvida que a RBS é parceira de um modo de fazer política que muito bem pode ser traduzido por “Cosa Nostra”. Ao se perfilar com o que existe de pior na política e ao mesmo tempo atacar os movimentos sociais, traduz de forma lapidar de que é feita. Manifestando-se e defendendo a corrupção, a RBS está se lixando para a opinião pública!

  2. #2 Fernando
    on Jul 17th, 2009 at 11:28 am

    Nem entrando no mérito do protesto, mas alguém tinha alguma dúvida que esse seria o enfoque da Zero Hora?

  3. #3 Carlos Maia
    on Jul 17th, 2009 at 2:37 pm

    Por trás de todas essas manifestações do CPERS — que culminaram ontem com o protesto na frente da casa da governadora Yeda — está o receio de que o governo mude, altere, modifique, flexibilize o Plano de Cargos e Salários do magistério e que foi editano no ano de 1974.
    O atual plano engessa o poder do gestão do administrador público. Se, por exemplo, o secretário de educação resolver remanejar certas pessoas para o serviço público funcionar melhor, ele não pode fazer isso, porque o PCS não deixa.
    A questão é que o ENEM está mostrando o enorme abismo que existe, no RS e no Brasil, entre as escolas públicas e as privadas. E essa diferença tem que diminuir e para que mais e mais brasileiros e gaúchos ingressem definitivamente no rol da qualidade de vida do bom serviço público que propicia a boa educação é necessário, com urgência, uma mudança radical nas estruturas da administração. E isso não interessa ao CPERS.
    A atual secretária de educação do RS, Marisa Abreu, disse certa vez mais ou menos isso: não adiante colocar dinheiro público no ralo de uma estrutura viciada. É o mesmo que colocar dinheiro fora. Concordo com ela, é necessário primeiro mudar essa estrutura viciada e depois aportar os recursos necessários para o bom funcionamento do serviço público.
    Mas essa discussão parece não interessar à direção do CPERS. Eles reduzem toda discussão a detalhes negativos da administração como as famosas escolas de latas, em contêineres. Na verdade, existem 5 escolas desse tipo no RS e elas são provisórias, porque os alunos ali ficam instalados até que se execute as reformas nos prédios. Mas tudo neste país é complicado e as reformas não começam, a burocracia impera e tudo demora. E os alunos ficam ali — meses ou anos — suando no sol e passando frio no inverno. Realmente um absurdo.
    Então, toda a discussão que deveria ser séria fica reduzida ao seguinte chavão: “O governo Yeda, além de corrupto coloca os alunos em escolas de lata.” Não existe diálogo, a truculência, a intolerência e a arrogância tomam conta e continuamos no RS divididos entre essa absurda disputa ideológica em torno do poder. Quando é que isso vai acabar?
    De um lado temos um complicado CPERS, dominado pelo radicalismo do PSOL e com apoio das alas mais à esquerda do PT e do PSTU e que conta com uma presidente, a professora Rejane Oliveira, que aceitou assumir a “vanguarda” do protesto mais radical. E de outro um governo acuado, que cometeu graves equívocos políticos, e, portanto, fraco.
    Por isso, o CPERS realmente virou uma máquina destinada a desgastar o governo, como bem resumiu a ZH de hoje.

  4. #4 miltonribeiro
    on Jul 17th, 2009 at 3:20 pm

    Hoje dediquei um post à querida. Mas realmente o ponto alto do dia foi a leitura de ZH. Simplesmente grandiosa a farsa montada.

    Abraço.

  5. #5 Dr. Alienista
    on Jul 17th, 2009 at 4:13 pm

    Ainda bem que soldados da BM foram postados em frente à cerca, do lado de fora,, pois “elas” estão sem focinheiras (a grade, com excessivos espaços entre as barras metálicas, não garante a integridade dos manifestantes).

  6. #6 Claudia Cardoso
    on Jul 18th, 2009 at 12:30 am

    O que não invalida a denúncia! Informação não é mercadoria, é Direito Humano e a ZH faz o que quer com a informação. Se, para mercadoria, a gente tem um Delegacia do Consumidor para denunciar produto de má qualidade, na informação a gente não tem absolutamente nada!
    E há denúncia do MPF que jornalistas recebiam propina para melhorar a imagem dos indiciados pela Operação Rodin. O que fez os ditos defensores da liberdade de imprensa? Ficaram mudos, que nem guris cagados.
    A Zero Hora precisa ser responsabilizada pelo seu papel, cada vez mais explícito, de apoiar um governo envolvido em denúncias de corrupção. Quando não é omissa, deturpa, escandalosamente, os fatos e isso precisa ser enfatizado sempre.

  7. #7 Claudia Cardoso
    on Jul 18th, 2009 at 12:31 am

    Digo, “fizeram os ditos defensores” … :-)

  8. #8 Namur Monteiro
    on Jul 18th, 2009 at 1:34 pm

    Caro Marco,
    acho que os meios de comunicação de massa, principalmente gauchos, são o reflexo de nosso povo, ou seja extremamente conservadores. Lembro que em outros lugares, por muito menos, jornais e rádios defenestraram seus governantes. Mas a atitude da mídia dominante tem eco na sociedade por isso é que acoberta os fatos extremamente negativos que ora vivenciamos. Vejam que, em minha opinião, existe aqui um somatório de condições que elevam os efeitos nocivos da má informação as alturas. Os jornais, rádios e tvs, estão dando um tiro no próprio pé, pois daqui a pouco, não haverá mais pessoas que lhes dê crédito e assim não aduirirão seus produtos. Está custando cada vez mais caro para a classe dominante manter seus privilégios. Dia chegará em que não se precisará comprar políticos de ocasião, a polícia será simplesmente um órgão de defesa do cidadão e nossos governantes poderão andar de cabeça erguida em meio a seus concidadãos. Sem honestidade, nada feito. Mas esse valor moral tem que ser oriundo dessa própria sociedade.
    Obrigado
    Namur

  9. #9 merling
    on Jul 18th, 2009 at 11:15 pm

    Oh, que peninha dos netos da véia, que não podiam ir à escola. e as duas histéricas se botaram a bater boca com os manifestantes atrás das grades. aliás elas ficaram muito bem na foto atrás das grades! Tal mãe, tal filha.

Deixe um comentário