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Rodin volta a assombrar Piratini. E a Assembléia é refém de 37 deputados

No dia 6 de novembro de 2007, a Polícia Federal, em ação conjunta com o Ministério Público Federal e a Receita Federal, colocou a Operação Rodin na rua e prendeu 12 pessoas, acusadas de desviar dinheiro público do Departamento Estadual de Trânsito (Detran). Segundo as primeiras estimativas da investigação iniciada em maio daquele ano, a fraude gerou um prejuízo de mais de R$ 40 milhões para o Estado. Foram presos, entre outros, o então presidente do Detran, Flávio Vaz Netto, o ex-presidente do órgão, Carlos Ubiratan dos Santos (ambos integrantes do Diretório Estadual do PP), o então diretor administrativo da Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE) e ex-tesoureiro do PP, Antônio Dorneu Maciel, e o empresário Lair Ferst, ex-integrante do Diretório Estadual do PSDB e da coordenação da campanha de Yeda Crusius, em 2006.

A Operação Rodin apurou a prática dos seguintes crimes: indevida dispensa de licitação e locupletamento ilícito por conta dessa dispensa; corrupção ativa e passiva; crimes contra a ordem tributária (sonegação fiscal); advocacia administrativa; tráfico de influência, organização criminosa, crime de formação de quadrilha. No dia 26 de maio de 2008, a Justiça Federal de Santa Maria acolheu a denúncia oferecida pelo Ministério Público Federal contra 44 pessoas, acusadas de envolvimento com uma quadrilha que agiria no órgão. O processo está correndo. Dois anos depois do início das investigações, noticia-se a possibilidade de uma Operação Rodin II, em virtude das revelações feitas à Polícia Federal por Sérgio Buchmann, demitido da presidência do Detran pela governadora Yeda Crusius no dia 22 de julho.

Enquanto isso, a Assembléia Legislativa segue refém de 37 deputados, da base aliada do governo, que não permitem que o Parlamento exerça sua função de fiscalizador dos atos do Executivo. As investigações em curso, resultantes das operações Rodin e Solidária, envolvem políticos de partidos da base do governo. A omissão dos representantes desses partidos no parlamento (PSDB, PMDB, PP, PTB e PPS) beira a cumplicidade. O Rio Grande do Sul está diante de um dos maiores escândalos políticos da sua história. Talvez o maior, considerando os cargos dos envolvidos e os prejuízos causados para o Estado. Todos sabem que o patético anúncio de mais um recomeço do governo Yeda tem um prazo de validade muito curto. A governadora tem medo de participar de eventos públicos e vários de seus aliados na Assembléia já contam os dias para desembarcar do governo.

4 Comentários on “Rodin volta a assombrar Piratini. E a Assembléia é refém de 37 deputados”

  1. #1 Luís
    on Jul 29th, 2009 at 1:55 pm

    É exatamente isto.
    Não me lembro do esquema de poder em torno do governo do estado ter ficado tão claro, tão desnudado. Graças à atuação republicana da PF – que também nunca havia visto tanto – se propiciou uma chance inédita de avançarmos na democracia, neste estado… se a maioria da sociedade quisesse, claro…
    Boa parte da sociedade quer mas não sabe por onde se mexer, pois não tem acesso a informação séria e não vê perspectiva em muita coisa; boa parte só quer “de boca”, resmungando em frente à televisão ou ao computador, de preferência só enxergando Brasília e esquecendo o umbigo…
    E boa parte não quer mesmo, pois está atolada até o pescoço com este desgoverno – é o caso de quase todos desses 37 deputados, representantes da elite que não vive sem crédito do BANRISUL e do FUNDOPEM.

  2. #2 el barto
    on Jul 29th, 2009 at 1:57 pm

    pp: partido picareta. o partido por excelência da tal “gente de bem”. eitcha cambada.

  3. #3 giovani montanher madruga
    on Jul 29th, 2009 at 3:23 pm

    uma sugestão marco: sempre que for falado sobre a operação rodin, operação solidária, cpi na assembléia, gostaria de ver no post os nomes dos envolvidos ou criar post’s fixos com os nomes envolvidos e conforme for aparecendo acrescentando mais nomes, para fixar. por exemplo, colocando os nomes do 37 deputados que não assinaram o pedido de cpi em todos os post’s sobre o caso, enfatiza a omissão deles.
    como todos os nomes são divulgados, até pela “grande mídia”, acredito não haver possibilidade de futuras retaliações jurídicas.
    abraço

  4. #4 daniel
    on Aug 10th, 2009 at 12:58 am

    a culpa é dos professores
    com o poder econômico que os professores Estaduais tem,conseguem derrubar a governadora…!!Quando não são os professores é o PT ,Psol ou qualquer um,até o tempo ,menos os santos do PSDB.SOCORRO!!!

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