Em tempos de “novo jeito de governar” temos também um “novo jeito de ser profissional” no Rio Grande do Sul. Essa é a conclusão a que se chega ao ouvir a declaração da promotora de São Gabriel, Lisiane Villagrande, sobre a ação da Brigada Militar na fazenda Southall que resultou na morte de um agricultor sem terra e em dezenas de pessoas feridas. Para a promotora, que admitiu ter ficado a uma “distância razoável” dos eventos, a ação foi “extremamente profissional”.
Elton Brum da Silva foi fuzilado à queima roupa com um tiro de espingarda calibre 12. Segundo informações do hospital de São Gabriel, oito projéteis atingiram seu corpo e há indícios de que o tiro foi dado à queima roupa, pelas costas.
Tudo extremamente profissional.

on Aug 21st, 2009 at 5:36 pm
Muito bem lembrado.
on Aug 21st, 2009 at 5:38 pm
Pobre MP. Acaba de incorporar ao conceito de profissionalismo a execução de pessoas. A eminente procuradora deve ter presenciado o treinamento da BM e confundiu com a ação, pois segundo consta nem o disparo ela ouviu.
on Aug 21st, 2009 at 6:16 pm
INACEITÁVEL e INADMISSÍVEL, que o MP, não estivesse mediando as ações da BM e do MST! Pelo visto, se fazia presente, apenas “pró-forma”.
Para dizer, ser esse nosso RIO GRANDE DO SUL, um estado “democrático”, e que “zela” por seus cidadãos.
Maria Rodrigues
on Aug 21st, 2009 at 6:22 pm
Vergonhoso, revoltante.
on Aug 21st, 2009 at 7:19 pm
Os americanos criaram o conceito do jornalista “embed” no Iraque. Isso garantia uma cobertura favorável da mídia.
Como se vê hoje, a Brigada Militar aperfeiçoou o conceito, criando a figura do Promotor “embed”. Nem preciso explicar porquê.
on Aug 21st, 2009 at 7:46 pm
Além de roubar, este governo está matando.
on Aug 21st, 2009 at 8:56 pm
Vale lembrar a equiparação salarial dada pelo Governo Yeda aos Ministerio Publico Estadual, bem como a Justiça Estadual aos similares federais ainda no ano de 2008. Naquela epoca o restante do funcionalismo nao recebeu aumento sob a alegação de que o Estado não teria como pagar a conta. A Governador pagou antecipado pelos serviços prestados. Hoje, esta recebendo o serviço. A atuação em São Gabriel e a investigação da aquisição da mansão no bairro Chacara das Pedras.
on Aug 21st, 2009 at 9:13 pm
Mais um trabalhador sem-terra executado neste país que teima em não fazer a reforma agrária.Menos mal que a promotora estava em um ponto alto, pois os trabalhadores sem-terra poderiam acerta-lá com arco e flecha, sabendo quem era ela.Quanto ao jagunços, estes são extramamente profissionais p/ bater em pobre, preto, puta e trabalhador.
on Aug 21st, 2009 at 10:33 pm
MPE está de joelhos diante dos desmandos da quadrilha que está no poder do RS. Ladrões, corruptos e agora também ASSASSINOS. A tal promotora tem visão e audição seletivas para retribuir o aumento que recebeu do governo do estado. A justiça se vende fácil…
on Aug 22nd, 2009 at 11:13 am
Talvez aqui http://www.midiaindependente.org/pt/red/2003/06/256226.shtml , em nota de junho de 2003, se entenda um pouco do porquê a senhora promotora Lisiane Villagrande tenha considerado a ação da BM “profissional”.
Trecho:
“Mesmo com o associado “em dívida”, a Federação dos Agricultores do Rio Grande do Sul – FARSUL saiu em sua [de Alfredo Southall] defesa. No mesmo dia em que o STF manifestava sua posição, fazendeiros e prefeitos da região reuniam-se para um ato de desagravo ao latifundiário em São Gabriel. Em uma estranha manifestação das relações “carnais” entre Poder Judiciário e Latifúndio, a decisão da Ministra foi lida no ato pela promotora de justiça da Infância, Juventude e Defesa Comunitária da comarca de São Gabriel, Lisiane Villagrande.”