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Alto oficial da Brigada Militar fez disparo que matou sem terra, afirma Adão Paiani

O governo do Estado e o comando da Brigada Militar já sabem o nome de quem efetuou o disparo que matou Elton Brum da Silva. Trata-se de um alto oficial da Brigada. A afirmação é do ex-ouvidor agrário do Estado e ex-ouvidor da Secretaria de Segurança, Adão Paiani. Ele teme que o governo e o comando da BM possam estar tentando ganhar tempo para encobrir as provas e proteger o oficial, encontrando algum soldado que assuma o crime. Em entrevista a Alan Camargo, do Jornal dos Trabalhadores, veiculada pela Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária, Paiani afirma que “se essa conta for debitada a um soldado da Brigada, eu, como filho de um soldado da Brigada, vou apontar o nome do autor do homicídio”. “Foi um homicídio à queima roupa, bárbaro e selvagem. Não foi uma ação isolada. Não podemos deixar que o governo e a mídia transformem o ocorrido em um fato isolado. É resultado de uma política de governo, o governo mais nefasto que já passou pelo Executivo gaúcho”. Clique AQUI para ouvir a íntegra da entrevista.

7 Comentários on “Alto oficial da Brigada Militar fez disparo que matou sem terra, afirma Adão Paiani”

  1. #1 Lúcio
    on Aug 23rd, 2009 at 1:08 am

    Morte premeditada, Marco! A desgovernadora precisa reanimar seu apoio entre os latifundiários/ruralistas, um tanto desanimados pela ofensiva do MPF. Nada como um sem-terra morto para entusiasmar esta turma novamente. Morte encomendada, morte premeditada! Já estão dizendo que MST finalmente conseguiu o mártir que procurava. Na verdade, foi este governo de merda que conseguiu mais um cadáver que tanto queria.

  2. #2 Denise
    on Aug 23rd, 2009 at 2:18 am

    Claro que o responsável é um oficial! Nem precisa ele ter disparado covardemente, mas ao não verificar que a suposta “orientação” de não portar armas de fogo fosse cumprida, ele é responsável. Espero que não se punam só antonios, pedros e fredericos. Que se puna a comandante em chefe, de uma vez por todas.

  3. #3 Ricardo Pinto
    on Aug 23rd, 2009 at 4:00 am

    Infelizmente, colega Paiani, estamos sozinhos no meio dessa canalha de bandidos, dessa súcia de mafiosos.

    E o pior: Legislativo e Judiciário chancelam toda essa bandalheira.

    Vamos ter que acabar com isso por nós mesmos.

    É chegada a hora do povo agir.

  4. #4 miguel grazziotin
    on Aug 23rd, 2009 at 7:35 pm

    Em editoral ontem a RBS “avisou” que aorte não pode ser usada com fins eleiorais…..é o fim da cara de pau…..para quem “suicidou” um correligionário, matar pelas costas um sem terra é recreio.

  5. #5 ABRAÇO-RS
    on Aug 24th, 2009 at 12:24 am

    É fundamental fazer vir a tona as imagens feitas pela equipe de sinegrafistas e fotografos da rbs que participaram da ação desde a madrugada na fazenda em São Gabriel. A divulgação destas imagens pode, não só confirmar a autoria do disparo mas mostrar o conjunto de trocidades cometidas na ultima sexta feira. O que aconteceu lá foi um massacre, O oficial assassino não é o único, as imagens podem mostrar o conjunto dos criminosos.

    A imprensa, principalmente a RBS está calada, sabe que isso é o que se precisava para recompor a base de sustentação das elites fragilizadas pela ganancia corrupta da quadrilha do piratini.

    os ruralistas da fronteira podem, com o aval das intâncias do judiciário, agredir como quiserem aos seres humanos e a sociedade. estão acabando com o planeta, contrabandiando nas fronteiras para garantir seus trangênicos e agora festejando livremente o crime barbaro do seu exército de brigadianos e aplaudindo de pé sua governadora.

    além da corrupção, dos crimes de contrabando, dos crimes ambientais agora estes senhores são assassinos.

    quem se calar é conivente ou é integrante responsável deste mundo de coroneis do latifundio.

    Os serem de bem devem se levantar e resistir, pois os assassinos estão bem estruturados, detem o governo, estruturam milícias e comandam a brigada militar.

    estão em todos as pontas, da farsul à assembléia legislativa, das fazendas ao congresso nacional, do palácio piratini à manção de 1 milhão.

    cuiden-se senhores, agora temos devolta a p2, fotografam, registram, não fiquem surpresos que, depois de suicídos não teremos inda muitos acidentes e envenenamentos, cudem-se, estamos entregues a sorte.

  6. #6 Teresinha Carpes
    on Aug 24th, 2009 at 8:58 pm

    Abraço-RS,meus parabéns,assino embaixo!Abs

  7. #7 Althen Teixeira Filho
    on Aug 25th, 2009 at 3:50 pm

    Caro senhor,

    Logo após a denúncia do MPF contra a sra. Yeda, enviei a correspondência abaixo ao Palácio do Piratini. É claro que a ex-governadora tem outros tantos afazeres e não deve ter lido esta mensagem, por se tratar de um simples cidadão.
    Mas, tomo a iniciativa de repassá-la para o seu conhecimento e, caso seja seu interesse, publicá-la.
    Cordialmente.

    Althen

    P.S. O que alarma é como existem mensagens apoiando a morte desta pessoa e pregando o extermínio dos sem-terra.

    “Senhora Yeda Rorato Crussius

    Inicialmente gostaria de identificar-me como cidadão gaúcho, orgulhoso do meu chão e profundamente indignado com os acontecimentos que há longa data vêm envolvendo o seu governo. Manifesto-me cumprindo uma responsabilidade que verte da cidadania, na alegria de defender nosso chão e para afirmar que o nosso Rio Grande do Sul não é, nem de longe, esta vergonheira que teima em surgir e ressurgir nas notícias. Assumo tal atitude, na esperança de que outros gaúchos adotem iniciativa semelhante.
    Também, de pronto, saliento que a reconheço como pessoa legalmente eleita.
    Entretanto, por outro prisma, sou obrigado a reconhecer uma categoria crescente de muitos políticos que, deixando de praticar a boa política, agora participam de campanhas calcadas em expressivas somas financeiras (infelizmente constato que esses formam a maioria). Segundo dados oferecidos ao Tribunal Superior Eleitoral, só no pleito que a sagrou vitoriosa, os candidatos ao governo gastaram soma superior a DEZOITO MILHÕES DE REAIS, sendo que, deste total, R$ 6.231.012,13 seus coordenadores de campanha informaram como seus (http://www.tse.gov.br/internet/eleicoes/2006/prest_contas_blank.htm), enquanto que R$ 6.487.446,01 foi informado pelo seu oponente do segundo turno. O absurdo é tão grande que nesta mesma eleição, todos os candidatos a cargos eletivos no Brasil receberam recursos financeiros da ordem de R$ 1.428.964.749,52 (UM BILHÃO E QUATROCENTOS MILHÕES DE REAIS), ocorrendo que só a campanha do presidente da República foi reforçada em R$ 91.490.670,71 (sem contar o que recebeu o partido). As empresas que dão a um candidato duzentos mil são as mesmas que repassam quinhentos mil para o seu oponente. O palco é de “financiamento da democracia”, porém, com bastidores mercadológicos da obtenção de compromissos dos candidatos. Nem nos referimos aqui aos abomináveis e corriqueiros “caixa dois”, já comprovados para alguns políticos. Note, senhora, que a maioria dos trabalhadores do RS, e até do Brasil, não consegue, sequer, mensurar tais valores e jamais receberá, ao longo de suas vidas, uma soma que se aproxime destes dados exorbitantes. Os políticos de hoje não mais têm compromisso com o povo, indo pertencer ou ao “lobby” das madeireiras, ou do cigarro, ou das bebidas, ou do agronegócio, ou das empreiteiras, ou da indústria farmacêutica…
    Cada vez fica mais claro para a população que os compromissos assumidos são para com os financiadores, mas não para com o povo, e de nós só querem o voto de quatro em quatro anos, perdendo o bom senso e a noção de respeito pelo cidadão. O “fator financiamento eleitoral” sufoca a política ética e, principalmente, os bons políticos sofrem com tal desvirtuo eleitoral. Pior, leva os políticos a mirar benefícios pessoais, em detrimento dos coletivos.
    Com tais princípios financistas chegaram onde só poderiam aportar: a uma seqüência de escândalos, seguidos de mais escândalos e, pior, na maioria dos casos, sem qualquer consequência para os infratores. O que é ético para o povo, já não mais o é para esta nova linhagem de carreiristas. E a situação só tende a piorar, pois esta conduta se aprofundará no pleito que se aproxima, formando câmaras de gestão pública ainda mais calamitosas. Por um lado, assusta-nos o incremento dos assaltos de bilhões que serão efetivados nos cofres que os brasileiros enchem com trabalho árduo, tramados por matilhas sedentas a surrupiar valores que deveriam ser aplicados em saúde, educação, geração de empregos. Por outro, revolta-nos os “repasses” através de planos desenvolvimentistas mirabolantes, levados a efeito pelos administradores comprados e corrompidos.
    A mídia mostra políticos que não têm mais cerne, só casca; os que têm brilho, não têm substrato; os que têm fala, carecem de conteúdo; os que administram, o fazem em causa própria; o projeto dos partidos é permanecer no poder, mas não atender aos interesses coletivos. O fiasco é notório! Forjou-se na população a falsa idéia de que “todo o político é ladrão e corrupto” e, não exagero, mas lamento, que muitos brasileiros aceitariam de bom grado o fechamento do Congresso e Senado, sem entender o correto, preciso e precioso valor da política.
    Lembremo-nos de Eça de Queiroz, quando disse que “os políticos e as fraldas devem ser mudados freqüentemente e pela mesma razão”!
    Em referência ao seu governo, desde os primeiros momentos foi marcado por suspeitas, para em seguida encharcar-se em escândalos, com denúncias que a mídia publicou reiteradamente, sem ter havido qualquer contraponto de defesa. Tal fato, por obviedade, não lhe imputa qualquer culpa, pelo contrário, mas as cercanias administrativas do Piratini teimam em ampliar o número de pessoas e partidos envolvidos nos seus disparates. Vocês perderam o bom senso e passam a tratar os gaúchos – agora sim, também a senhora, como entes estúpidos e destituídos de qualquer compreensão ou análise crítica. Os fatos que a envolvem são tristes para o RS, pois nunca vimos um governo cercado por tantos escândalos e frequentar com tal assiduidade as páginas policiais. Isto desmoraliza nosso Estado e fere a nossa história, baseada em princípios de ética, respeito, verdade, entre atributos que tanto nos orgulhamos e prezamos. Para nós, a honra é e sempre foi um fator importante! Dos escândalos nacionais naturalmente subtraíamos os gaúchos, contudo, hoje, o escândalo é dentro da nossa casa. Parece que a nossa história se fendeu e isto nos entristece e envergonha!
    Tratam-nos como incapazes mentais e é aviltante escutar estas bobagens de “intriga da oposição”, que “já foi lançado o pleito de 2009” e que são “denúncias requentadas”. A atual manifestação do Ministério Público contradita tais historinhas e não acreditamos que qualquer outro projeto seu tenha apoio de partidos (muito menos nosso apoio). O “requentado” nada mais é do que denúncias reincidentes sobre o seu grupo. É tudo seu! Políticos e partidos reproduzem estas bobagens, num autoconvencimento doentio, entretanto, os miasmas destes terríveis desacertos voltam a envolvê-los. Este é o motivo para que não ocorra a CPI, mas a história já os aponta para além da simples suspeita.
    A sua situação é tão adversa que, embora alardeie grandes conquistas, nós simplesmente não acreditamos, desde o tal “déficit zero” até as grandes obras. O que vemos é uma administração atendendo ininterruptamente os interesses de grandes empresas, muitas das quais lhe proveram significativos valores para a campanha – mais uma vez, temos por base a sua declaração de prestação de contas ao TSE!
    Nesse período manifestou-se um governo autoritário e arrogante, sufocando à força de pancadaria os que de vocês discordaram. As manifestações legítimas e democráticas não foram mais reconhecidas, e as ordens palacianas nominaram atos de cidadania como barbárie promovida por delinqüentes. Chegaram ao ponto de espancar professores e impedir que crianças estudassem, com a justificativa de que estariam “assimilando ideologias” não aceitas pelo Estado. Hipocritamente é a ideologia do mais forte subjugando o mais fraco! A área ambiental já padece de profundas cicatrizes, tais as agressões impetradas por sequência de administrações irresponsáveis, comprometidas e omissas. O drama aumenta com ecos advindos da Assembléia, quando a “bancada da celulose”, reles testa de ferro de interesses espúrios e respondendo aos mesmos financiamentos de campanha, urde criminosa alteração de toda a nossa legislação ambiental, construída por quase uma década com consulta popular e votação unânime do parlamento da época __ mentiras para atender interesses privados! Patas nas nossas leis!
    Para nós, o seu governo, além de não ter iniciado administrativamente, está freado pelos mesmos que o supõem dirigir. Pior, seu governo está moribundo frente aos novos e nebulosos acontecimentos, agora com o pedido do seu impedimento advindo do próprio Ministério Público Federal.
    Isto posto, vimos manifestar nossa postura cidadã de não mais reconhecê-la como governadora do RS. Os fatos citados, e muitos outros sequer lembrados, embasam sobejamente o seu impedimento para o cargo. O RS está acéfalo e sentimo-nos mergulhados numa desordem geral, instalada sob sua égide, cujos cacos administrativos não mais serão recompostos. Vê-mo-la tão somente como uma figura indesejável e com a arrogância que a caracteriza, sentada num trono ufano, enquanto aguarda o fechamento de seu melancólico ciclo. Para nós terá sido um pesadelo de quatro anos e uma referência histórica marcada como ferro quente. O RS está magoado, lesado e envergonhado frente à nação.
    Só resta nos empenharmos para que os gaúchos, no próximo pleito, não se deixem levar, mais uma vez, por palavras de ordem expostas em vitrines de propagandas enganosas e milionárias. Aguardamos que todos consigam diferenciar entre compromissos cidadãos e contratos financeiros de campanha.
    Por fim, tenho grande esperança que os gaúchos se lembrem dos deputados estaduais, os quais, omissos, não assinaram a exigida CPI, fazendo com que o povo ficasse afastado da verdade dos fatos. Agora estão a cabresto dos acontecimentos e marcados por este disparate. Agora é tarde para assinarem o protocolo da CPI, pois o gesto é de medo, o ato é de vergonha. É importante que esses não sejam reeleitos!
    Vamos batalhar para que os próximos candidatos tratem o povo com o merecido respeito e que não se negociem, para depois entregar o nosso querido RS como indenização.
    Desses, sentimos repulsa!

    Althen Teixeira Filho
    Cidadão Gaúcho – Pampeno”

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