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“Extremamente profissional”

Em junho de 2003, no mesmo dia em que a ministra Ellen Gracie, do Supremo Tribunal Federal (STF), anulava a desapropriação das fazendas Estância do Céu, Santa Adelaide, Caieira, Posto Bragança e Salso Fazenda (13,2 mil hectares), de propriedade de Alfredo Southall, em São Gabriel, fazendeiros e prefeitos da região reuniram-se para um “ato de desagravo” ao fazendeiro. Durante o ato, a decisão da ministra foi lida, sob muitos aplausos, pela promotora Lisiane Villagrande (foto), do Ministério Público de São Gabriel.

A promotora Villagrande precisa explicar melhor suas relações com os fazendeiros da região de São Gabriel. As declarações que fez sobre o caráter “extremamente profissional” da ação da Brigada Militar que resultou no assassinato de Elton Brum da Silva, surpreenderam mesmo integrantes do MP Estadual. A promotora admitiu que foi mantida a uma “distância razoável” dos acontecimentos. Mesmo assim, não hesitou em destacar a “tranqüilidade” e o “profissionalismo” da Brigada.

Lisiane Villagrande é casada com Clarindo Veríssimo da Fonseca que, em parceria com seu pai e irmão, é proprietário de uma área de aproximadamente 450 hectares em São Gabriel, a 60 quilômetros da fazenda Southall.

Foto: Ministério Público Estadual

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32 Comments on ““Extremamente profissional””

  1. #1 eu acuso
    on Aug 23rd, 2009 at 1:22 pm

    Cúmplice por omissão.

    [Reply]

  2. #2 Simone
    on Aug 23rd, 2009 at 1:50 pm

    Ao ouvir essa moça falar, ao vivo, em entrevista ao Lasier Martins senti algo muito ruim tanto pelo fato da carreira jurídica quanto pelo gênero… ela, como mulher, não contribuiu em nada, ao contrário… e foto diz muito… penso que o comprometimento é com a imagem, a mídia, o poder… lamentável e nada profissional para o coletivo…

    [Reply]

  3. #3 Suzie
    on Aug 23rd, 2009 at 2:07 pm

    Eu quero JUSTIÇA.
    Quero uma boa responsabilização para esta senhora.
    Ouvi a entrevista dela com o Lasier.
    Li suas declarações no clic.
    Concluí : pela omissão ,ela deve responder TAMBÉM, ser enquadrada junto com os demais indiciados.
    Foi um HORROR!
    O MPE/RS está nos devendo MUITO.
    Não adianta colocarem nota nos jornais.
    Eles estão omissos com seus pares: a BURGUESIA!

    [Reply]

    Marcelo Reply:

    CONCORDO!! Etsa moça deve ser RESPONSABILIZADA pelo assassinato e por omissão!!!!!! Cabe ao MPE!!

    [Reply]

  4. #4 Jota Valente
    on Aug 23rd, 2009 at 2:23 pm

    Se a doutora promotora do MPE já estava jurisdicionada em São Gabriel em 2003, é claro que, pelo casamento, ela estará, como vimos, perfeitamente integrada na sociedade local. Deve ser uma das promotoras do baile de casados anual da Sociedade Rural.

    [Reply]

  5. #5 panoramix
    on Aug 23rd, 2009 at 2:30 pm

    Mais informações:

    http://www.correiodopovo.com.br/jornal/A112/N281/PDF/Fim15.pdf
    http://www.correiodopovo.com.br/jornal/A107/N350/PDF/Fim18.pdf
    http://www.midiaindependente.org/pt/red/2003/06/256226.shtml
    http://www.gapgenetica.com.br/gap_100_anos/home/?pagina=9

    [Reply]

    elektrofossile Reply:

    há que se declarar Impedidas(os) compulsóriamente as(os) veneráreis operadores do direito do Ministério Público vinculados direta ou indiretamente, até o terceiro grau, com posses acima de 200 ha (ou em módulos fiscais) às atuações nas áreas em que há conflito agrário. Vincular com legislação do nepotismo. Que o modelo Sarney no Senado sirva de contramodelo à Nação! NÃO à UDNização do debate.

    [Reply]

  6. #6 Luís
    on Aug 23rd, 2009 at 3:08 pm

    Nada como saber o que se defende e manter o espírito de classe, ou seja: “dondocas unidas jamais serão vencidas”…

    [Reply]

  7. #7 Marcelo
    on Aug 23rd, 2009 at 4:46 pm

    Belo trabalho cara!! Temos que furar este bloqueio da mídia. Pena os concursos para o judiciário serem tão “técnicos” e permitirem pessoas que decoram leis e códigos, e não tem nenhum compromisso com o social, passarem, como este moça, que deve se preocupar mais com a roupa que veste do que com justiça!!

    [Reply]

  8. #8
    on Aug 23rd, 2009 at 5:05 pm

    Omissão??? Dá p’ra ver bem de que lado está essa senhora. Lamentável! Um abraço, Lú.

    [Reply]

    Omar Reply:

    Oi Lú. É o que eu chamo de omissão ativa…

    [Reply]

  9. #9 Paulo V
    on Aug 23rd, 2009 at 5:24 pm

    Essa sra. é o exemplo de gente que permeia o MPE-RS.
    Incopetentes ou comprometidos.
    Para salvar o MPE, somente se foi essa sra. que investigou a compra da casa da governadora.

    [Reply]

  10. #10 Paula Vieira
    on Aug 23rd, 2009 at 6:34 pm

    Como o MPE mantém por vários anos uma jovem promotora na cidade em que vive o marido, um estancieiro, cidade em que ocorrem a toda hora conflitos fundiários?
    Estão procurando sarna para se coçar.
    Mas, se pensarmos que nada acontece por acaso, então o MPE não se sai bem deste triste episódio.

    [Reply]

  11. #11 Maurício
    on Aug 23rd, 2009 at 6:34 pm

    Para cada Protógenes que temos a alegria de acompanhar o trabalho e a angústia de testemunhar a perseguição protagonizada pelo PIG e por algumas das mais altas autoridades da justiça, brotam e pululam, nas várias esferas da justiça no Brasil, uma centena de Patricinhas apreciadoras de shoppings em Miami e vaidosos rapazes que acreditam que devem ser tratados como jurisconsultos romanos. Uma mistura insalubre e revoltante de narcisismo, ignorância, pobreza cultural, elitismo, contaminação ideológica dissimulada e injustiça.

    [Reply]

  12. #12 marcos
    on Aug 23rd, 2009 at 8:10 pm

    República Daslu !

    [Reply]

  13. #13 zé bronquinha
    on Aug 23rd, 2009 at 8:40 pm

    Não nos enganemos.A maioria esmagadora dos que passam nesses concursos de muita disputa, pelo status e pelo salário, são filhos da classe média alta, de ideário burguês e reacionário.Defensores de pena de morte, diminuição da idade penal,detestam sem-terra e sem-teto, aliás odeiam pobres.Raros são os humanistas nestes cargos.Essa moça que estava lá na retirada dos sem-terra, estava distante do local do homicídio do semterra, todavia sabia que a polícia estava muito tranquila e que foram profissionais na ação.A sua entrevista pro Lasier foi uma vergonha!

    [Reply]

  14. #14 Moses
    on Aug 23rd, 2009 at 9:10 pm

    A foto explicita o profissionalismo a que ela se apega.

    [Reply]

  15. #15 Katarina Peixoto
    on Aug 23rd, 2009 at 9:34 pm

    Bá. Bá. Bá! Aparências nunca mentem.

    [Reply]

  16. #16 Fernando
    on Aug 23rd, 2009 at 11:47 pm

    Não fui nem um pouco com a cara dessa querida. Mas não ir com a cara de alguém por afinidade ideológica, ou por ser patricinha, ou por ser isso ou aquilo é piração. Temos que avaliar os aprovados nos concursos pela responsabilidade social agora? Por posição política? Ora, por favor. Existem médicos contra e a favor do MST, juízes contra e a favor do MST, jornais contra e a favor do MST. Pessoas contra e a favor do MST. Meu irmão é juiz, concursado, e é contra o MST. Eu não sou juiz, na verdade, nem sou func. público, e sou absolutamente a favor da reforma agrária. Mas nem por isso vivo as turras com meu irmão, muito menos com as sentenças que ele dá. E meu irmão é contra pena de morte, contra redução da maioridade penal e favorável ao aborto. E vive com juízes que concordam e discordam da posição deles. É hora de pararmos de julgar as pessoas por suas posições ideológicas, mas sim pelos seus atos e políticas.

    [Reply]

  17. #17 Eu e Alfredo Southall – Milton Ribeiro
    on Aug 24th, 2009 at 8:47 am

    [...] Posto Bragança e Salso Fazenda (13,2 mil hectares), de propriedade de Alfredo Southall. Lisiane é proprietária de terras na [...]

  18. #18 Luis Armidoro
    on Aug 24th, 2009 at 9:22 am

    É inaceitável estas relações incestuosas entre membros do Poder Público e proprietários (fazendeiros, latifundiários, o raqio que seja). Dá para perceber que o “Público” que eles defendem são eles mesmo.
    A meus colegas do sul, digo que São Paulo só não é o estado mais reacionário e conservador da Federação porque existe o Rio Grande do Sul e esta promotora e seus amigos

    [Reply]

  19. #19 Prof. Girafales
    on Aug 24th, 2009 at 9:39 am

    O sonho dessa promotora era casar com um fazendeiro e tornar-se uma proprietária de terras. Foi o que ela fez. Agora está defendendo sua maior conquista, que são os benefícios de ter casado com um fazendeiro, suas terras. Quer dizer, os proprietários fazem as leis (parlamentares), fiscalizam sua aplicação (promotores) e julgam as causas (juízes). No entanto, alguns idiotas acreditam que a luta de classes terminou … Nem todos são idiotas, alguns são mal intencionados mesmo!

    [Reply]

  20. #20 Edinho
    on Aug 24th, 2009 at 10:32 am

    Talvez um dia ela experimente a “competência” da Brigada…

    Ah, e qual é mesmo a atribuição do Ministério Público?

    [Reply]

  21. #21 Moses
    on Aug 24th, 2009 at 11:00 am

    Fernando, respeito sua tentativa de não “binarizar” o debate. Contudo, algumas coisas não podemos negar: em lugar nenhum do mundo a magistratura e o MP ganham como aqui, sem que haja oposição dos formadores de opinião ou dos representantes das classes abastadas, eternos defensores do combate “aos marajás” e críticos de qualquer gasto público. Isso evidencia um processo histórico de cooptação desses órgãos pelas classes altas. O juiz aqui compartilha dos interesses dos ricos, seja pelo carro que anda, pela escola dos filhos, por seu interesse de consumo. Nenhum juiz ou promotor está preocupado com as condições do transporte público, com a posição do locatário num contrato de aluguel, etc, etc.
    A propósito, quem frequentou uma faculdade de direito conhece o pensamento dominante, q se traduz por o professor de contratos iniciar o estudo da locação dizendo “jamais prestem fiança para ninguém”.
    Paralelamente, na Inglaterra e nos EUA, só para citar dois exemplos cujos dados eu conheço, um juiz recebe o que qquer servidor recebe, e por isso mesmo vive como a maioria da população, sujeito aos anseios dos mortais comuns. Dificilmente, aliás, um jovem que venha da elite, com potencial para ser um grande advogado, troca a iniciativa privada pela magistratura ou MP, porquanto isso significaria renúncia. Aqui não, e tu sabes bem disso. Por isso mesmo, não podemos tratar as exceções como regras, ou a existência de exceções como prova de que há um processo dialético instaurado na magistratura ou no MP. Não há. Estes órgãos claramente tem lado nas disputas pela propriedade e pelo poder, e isso é bem claro.
    Grande abraço!

    [Reply]

  22. #22 Maurício
    on Aug 24th, 2009 at 1:08 pm

    Caro Fernando, só pra somar um comentário ao do Moses (aliás, excelente!): tudo bem que magistrados tenham lá suas crenças, gostos e valores, mas devem se declarar (ou ser declarados, por seus pares) impedidos de julgar questões que contenham envolvimento pessoal ou ideológico claro, como foi este caso; puxa vida, isto é óbvio! Esta moçoila é ligada até a medula aos interesses do latifúndio local, como pode ela NOS representar lá, na hora do conflito??
    Agora, para polemizar, vou mais longe: acho mesmo que estes concursos poderiam selecionar melhor os futuros magistrados. Não basta conhecimento técnico e um certo equilíbrio psicológico mínimo (??) que, ao que parece, se busca. Acho que é necessária formação cultural e histórica críticas, vivências sociais e, como falou o Moses, salários mais baixos para começar a carreira e menos altos ao terminar… fora o tal controle externo. Como criar concursos públicos assim? Não sei, mas deve ter algum jeito.

    [Reply]

  23. #23 Beto Silva
    on Aug 24th, 2009 at 2:12 pm

    Profissional…Profissional…Ah! Assassino profissional?

    [Reply]

  24. #24 Fábio Goebel
    on Aug 24th, 2009 at 2:16 pm

    Lamentável postura. Ato comissivo por Omissão, ou seja, a omissão de quem tem o dever de garantir que os preceitos mínimos da racional convivência em uma sociedade com dificuldades da segregação existente, é muito grave.É um agir tão hediondo quanto os disparos assassinos de um comandante de uma instituição que ainda utiliza a denominação de “brigada”.
    “Aos Tiranos do poder atual e seus atos hediondos, nosso custo e nosso desprezo”.
    Precisamos ter um grau maior de indigação.
    Precisamos agir de acordo com essa indignação.
    Precisamos ter organização.
    Precisamos de virtuosas revoltas.
    Precisamos encontrar mecanismos que “desidratem” paulatinamente estas entranhas do poder que atravessam governos e até instituições como O Ministério Público, quee auxiliam o massacre social, que impreguinam as estruturas de poder, e ainda assim nos mexemos menos que o necessário.

    [Reply]

  25. #25 Claudio Dode
    on Aug 24th, 2009 at 5:31 pm

    É bom lembrar que a Juiza hellen Gracie tens laços familiares com o Southall, e não se sentiu impedida de dar uma mãozinha para garantir a herança da filha. Está em Livro.

    [Reply]

  26. #26 Maria de Lourdes
    on Aug 24th, 2009 at 8:12 pm

    Aqui na minha cidade é a mesma coisa, temos 4 vagas para promotores, mas quando está chegando a época de eleições estaduais ficamos somente com dois, os nascidos na cidade e “amigos do rei”. Já liberaram agora…estamos “prontos” para o ano que vem.

    [Reply]

  27. #27 Maria de Lourdes
    on Aug 24th, 2009 at 8:13 pm

    A minha cidade é Cachoeira do Sul/RS

    [Reply]

  28. #28 mariah
    on Aug 24th, 2009 at 8:22 pm

    Essa tal de Lisiane deixa muito claro a serviço de quem estava lá. Para quem já vai com opinião formada como ela, é claro que nada vê, nada ouve que desabone o lado que ela defende. Tudo muito “profissional” da parte da dita cuja. Ela devia ser impedida de qualquer ação quando se trata da questão fundiária, pois estará sempre ao lado dos seus comparsas os latifundiários. Queroi ver essa latifundiária responsabilizada nesse triste episódio da morte do sem-terra.

    [Reply]

  29. #29 Carla
    on Aug 25th, 2009 at 11:03 am

    Que raiva que eu tenho da mídia “hegemônica”. O que eles fazem não é jornalismo. Por que esse tipo de coisa não é questionada nos grandes meios a que a população tem acesso? Que raiva. Fico grata ao Marco pelo trabalho que faz.

    [Reply]

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