Há algo mais do que seletividade ética no silêncio do senador Pedro Simon (PMDB) sobre as denúncias de corrupção envolvendo o governo Yeda Crusius (PSDB). Há um abacaxi político altamente espinhoso no colo do representante do “velho MDB”. O abacaxi tem nome e sobrenome: Eliseu Padilha. O deputado federal, apontado como um dos líderes do esquema de fraude em licitações, investigado pela Operação Solidária, tem todo o PMDB na palma da mão. Sabe demais. Ninguém, dentro do partido, se atreve a enfrentá-lo diretamente.
No dia 29 de maio, Padilha enviou um recado para dentro e fora do PMDB. Em entrevista ao jornalista Gustavo Mota, no programa Espaço Aberto, da rádio Guaíba, o parlamentar disse que se o inquérito da Solidária viesse à tona, exporia muitos deputados, de vários partidos. Ele afirmou, na época:
“Se a CPI pudesse esclarecer a Operação Solidária, eu gostaria que tivesse CPI, primeiro porque muita gente que talvez até tenha assinado a própria CPI, vai aparecer o nomezinho dela altamente implicado nessa chamada operação. Segundo, tem várias pessoas que até agora não foram citadas, que possivelmente venham e que pertencem ao chamado meio político mais alto do Estado também apareçam”.
O futuro político do PMDB gaúcho está amarrado ao destino de Padilha, secretário-geral do partido no Rio Grande do Sul e presidente da Fundação Ulysses Guimarães. Publicamente ou nos bastidores, ele manda recados claros para eventuais peemedebistas descontentes. Até hoje, o partido não se manifestou sobre as denúncias que envolvem o “número um”, expressão utilizada por investigados da Operação Solidária para se referir a Padilha.
Ilustração: Sátiro-Hupper

on Aug 30th, 2009 at 4:31 pm
Padilha e Simon são excelentes amigos. Lá em 1988 Simon era governador e quando em Tramandaí andava de braços dados, literalmente falando, com o Padilha pelo centro da cidade. Isto não me contaram, pois eu mesmo vi. Eu trabalhava na DP de Tramandaí e estava colocando muita gente na cadeia pelo uso ou tráfico de drogas. Meu premio foi ficar afastado seis meses, em casa, recebendo meus salários até ser removido para Ijuí. Se hoje o Padilha tem todos na mão, o Simon não pode se lamentar, pois o tal é cria sua.
on Aug 30th, 2009 at 6:08 pm
Aliás, qual cria do sr. simon presta? Esse oportunista está tendo um final de vida política que ele merece:parlapatão.
Marco: gostaria de enviar teus textos para outras pessoas.Desculpa se não “captei” como compartilhar.Me da uma dica!
on Aug 30th, 2009 at 6:21 pm
Até a pouco, acreditava que a velha raposa era o número 1 no PMDB gaudério e o Eliseu, o número 2.
Mas em política, quem sabe mais, domina mais e Eliseu não só sabe como coordenou as possíveis arrecadações, indicações e favorecimentos dentro do PMDB. Algo próximo a aquilo que Cesar Busato explicou, como funciona os esquemas, ao vice-governador.
Nessa situação, não é de se duvidar que o próprio Simon, se já não era, entrou no esquema ou pessoas muito próximas a ele entraram.
on Aug 30th, 2009 at 7:37 pm
Entre laços e abraços, os protagonistas da corrupção no Rio Grande do Sul estão intimamente relacionados. E como indica o comentário de Jorge Loeffler, os seus vínculos, vão além da apropriação do dinheiro público. Existe o envolvimento com outras fontes de enriquecimento.
E o Senador Simon, que segundo a Globo, é dissidente do PMDB do ex presidente Sarney, anda afastado do RS, para exercitar a sua hipocresia, em território fertil de alienação política, ocupado por um grupo de alunos de Direito de SP.
on Aug 30th, 2009 at 8:39 pm
O deputado Eliseu Padilha está para o PMDB assim como o deputado José Otávio Germano está para o PP. Mas o ZeÓ andou se queixando da sigla, o que significa que a situação do PP é menos pior (já começaram a largar de mão um dos chefes das quadrilhas que assolam o RS). No PMDB, contudo, o Eliseu Quadrilha está dando as cartas e jogando de mão. Barbadinha pro Tarso, até porque a véia já tá morta (e fedendo).
on Aug 30th, 2009 at 9:06 pm
Esse Padilha é aquele que vendia terrenos em Nova Tramandaí lá na lagoa onde não tinha rua e nem energia elétrica.
Quanto ao Simom, há o bom velhinho fransciscano…
Gosta de mandar bater em professoras!
on Aug 30th, 2009 at 9:41 pm
Aos poucos tudo vai ficando mais claro. Nesse partideco do Simon não se salva ninguém. Pra eles o que interessa é estar no poder, mesmo que nas costas dos outros. O Simon que explique a situação da sua cria/padilha.
on Aug 30th, 2009 at 9:51 pm
Tem que clicar no título e aí aparece o permalink do texto, Salete. abraço.
on Aug 30th, 2009 at 10:12 pm
A política brasileira é uma grande montanha de rabos-presos onde quanto mais alto se sobe maiores vão se tornando as dívidas com a moral e a decência.
Nenhum senador ou deputado federal (ou estadual) conquista seu cargo e, principalmente, se mantem nele, de forma honesta, proba, limpa.
Todos os grande políticos possuem várias máculas em suas vidas públicas e é por conta dessas safadezas disseminadas que se estabelece uma harmonia perniciosa: um protege o outro, e quando algum deles dá mostras de rebeldia logo logo recebe uma linda mordaça moral que lhes chega por meio de ameaças, chantagens e toda sorte de patifarias.
A canalhice da política brasileira só não é maior que estupidez do povo brasileiro, que vai levando paulada ao mesmo tempo em que exalta e reelege seus agressores, pleito após pleito.
Muito mais que revoltante, essa realidade é muito triste.
on Aug 31st, 2009 at 12:17 pm
(suspiro) . . . de enfado . . de nojo . . . destes dois que se merecem . . . mas no crime ó:
“Dependet fides a veniente die”
on Aug 31st, 2009 at 2:15 pm
Não podemos deixar de mencionar os ex-presidentes da Assembléia Legislativa do Rio Grande, Záchia e Alceu Moreira, ambos indiciados pelo MPF e com bloqueio de bens decretados pela Justiça Federal. O 1º foi chefe da casa civil e “liderança” do (des)governo Yeda, o novo jeito de apatifar. O nome Rigotto parece estar blindado, apesar de as falcatruas do DETRAN terem começado sob seu comando. E tem também o prefeito pouco-participativo de Porto Alegre, (o homem de pô emas) Fogaça. E misteriosamente inexiste o antipemedebismo entre nossos contemporêneos…
on Aug 31st, 2009 at 4:26 pm
O Padilha nao vendia terrenos em Tramandaí. Ele e o Cury (lembram do Cury e Quadrilha ?) mandavam uns jaguncos, tirar a bala os coitados donos das terras ou compravam por uma merreca.
Depois o Quadrilha virou deputado homem de bem. Hoje é o manda-chuva. Nao admira que ele o Jobim sejam donos e sócios de um dos maiores escritórios de advogacia de BRasilia. Devem ter meio mundo na mao.
Operacao Solidária neles. Tomaram que divulguem uns aúdios na CPI.
on Sep 1st, 2009 at 2:08 pm
Para falar em Eliseu Padilha, basta falar em DNER. A denúncia tem quase dez anos. E até hoje nada aconteceu ao ex-ministro dos Transportes.
http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=12664
on Nov 29th, 2009 at 12:13 pm
ola eu gostaria de saber como ficara a situaçao dos terenos que compramos na praia de nova tramandai se poderemos comtruir no ano de 2010
e se vao colocar luz la meu terreno é proximo a lagoa situado na rua horaima com porto alegre waleu obrigado
on Dec 2nd, 2009 at 3:48 pm
O PMDB gaúcho é que nem os ACMs na Bahia, que nem os COLORs, em Alagoas, pois os mesmos sempre fizeram as suas rapinagem e aparecem na RBS com a maior cara de pau, o Padilha, era um corretor de imóveis em Tramanda e se tornou Ministro dos Transportes, deputado. Como se fala “diga com quem andas que te direi quem és”, o Cury morreu e o gaúcho se …..