O município de Boqueirão do Leão foi alvo de lamentável notícia esta semana, quando uma quadrilha fortemente armada assaltou três agências bancárias e aterrorizou os habitantes da cidade. Na avaliação do Ugeirm (Sindicato dos Escrivães, Inspetores e Investigadores de Polícia do Rio Grande do Sul), o episódio revela, de modo dramático, a carência de efetivo e tropeços na gestão de investimentos da segurança pública. Com cerca de 8,5 mil habitantes, Boqueirão do Leão tem um único agente policial. O mesmo policial também atende às ocorrências de uma cidade vizinha, Gramado Xavier, com cerca de 5 mil habitantes. Um policial civil para atender mais de 13 mil pessoas. O ideal, diz o sindicato dos policiais, seria haver um agente de investigação criminal para cada grupo de mil habitantes. A entidade relata outros problemas:
A única viatura da DP foi destruída pelos tiros dos assaltantes. Contatada, a Divisão de Transporte da Polícia Civil informou não ter dinheiro para o conserto. Assim, o delegado substituto da cidade emprestou uma viatura de Santa Cruz do Sul enquanto não se resolve o problema. Existem, todavia, no pátio da Divisão de Transportes, 40 viaturas novas. Os carros estão pegando poeira há meses. Não foram entregues, possivelmente, porque é preciso aguardar a concorrida agenda positiva da governadora Yeda Crusius pelo interior do estado.
As condições de trabalho do único agente policial da cidade são desafiadoras e desumanas. Sozinho, ele cumpre expediente na DP. Após 18 horas, sábados, domingos e feriados, esse colega cumpre o famigerado plantão de sobreaviso, sem nenhuma remuneração. Ele não pode gozar de merecido descanso, pois é refém de um aparelho celular que pode tocar a qualquer hora. Não pode viajar um final de semana para visitar familiares, pois o sobreaviso, no caso dele, é cumprido, ininterruptamente, 30 dias por mês.
Esse é o ser humano que o Rio Grande do Sul disponibiliza para garantir o direito à segurança dos habitantes de Boqueirão do Leão. A Ugeirm também apurou que a máquina fotográfica da DP, equipamento elementar para a produção de provas e identificação de suspeitos ou indiciados, não foi comprada com recursos dos cofres do estado, mas da soma de esforços do Consepro. Trata-se de uma deplorável tradução do slogan “fazer mais com menos”. A Ugeirm apurou ainda que o efetivo da Brigada Militar na cidade é baixíssimo, com cinco brigadianos lotados.







on Sep 4th, 2009 at 6:59 pm
enquanto isto a lepidóptera carente que mata e chora no enterro tá esfu
ziante à bater asas para o megalomaniaco com quem tem trocado carti
nhas.será que temos um casal 20 na praça?o amor é lindo e redime,quan
do ella ver a coisa preta poderá entender que o crime não compensa e lar
gar a vida de bandida……..elles se merecem.
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on Sep 7th, 2009 at 1:44 pm
A sugestão que tenho para pequenas cidades, sem condições mínimas de segurança, é a seguinte: deixem os bandidos levarem todo o dinheiro que quiserem! Ninguém, nem policiais, nem populares, nem funcionarios dos bancos, devem tentar evitar o roubo! Os bancos têm seguro e devem equipar seus estabelecimentos com dispositivos de segurança! O dinheiro levado não vale a vida de ninguém! Vamos preservar o quê ,não tem dinheiro que pague: A VIDA DO SER HUMANO! O resto, os banqueiros e o governo que resolvam!
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