O processo de impeachment aberto hoje, pelo presidente da Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul, Ivar Pavan (PT), contra a governadora do Estado, Yeda Rorato Crusius (PSDB), é o segundo da história do Brasil, afirma nota divulgada pela Agência de Notícias do Legislativo gaúcho. O primeiro foi o do ex-presidente Fernando Collor de Mello, ocorrido em 1992. O pedido de impeachment, apresentado pelo Fórum dos Servidores Públicos do Estado, no último dia 9 de julho, será encaminhado agora para a leitura em plenário. Segundo o presidente da Assembléia Legislativa, o pedido está baseado em “26 fortes indícios de improbidade administrativa encontrados em diversas fontes”.
No dia 18 de agosto, Ivar Pavan formou uma comissão técnica para analisar o pedido encaminhado pelo Fórum de Servidores. Há uma semana, Pavan reuniu-se com a juíza Simone Barbisan Fortes, da 3ª Vara Federal de Santa Maria , quando obteve acesso à íntegra das denúncias contidas na ação encaminhada pelo Ministério Público Federal, relativa ao desvio de R$ 44 milhões dos cofres do Detran-RS. Após a análise dos documentos, o parlamentar decidiu encaminhar o pedido ao Plenário da Casa, para leitura e publicação no Diário da Assembléia, o que ocorrerá no dia 14 de setembro. Segundo informou o procurador do Legislativo, Fernando Ferreira, será formada uma comissão composta por 36 deputados (dois terços da Casa), respeitada a proporcionalidade de cada partido e com assento garantido a todas as bancadas.
Esta comissão escolherá um relator e um presidente que coordenarão a análise do processo. A base de apoio do governo Yeda terá maioria nesta comissão. Os proponentes do pedido, no entanto, anunciam que pretendem intensificar a mobilização em defesa da investigação das denúncias que embasam o processo de impeachment.
Para a presidente do Centro de Professores do Estado do Rio Grande do Sul (CPERS/Sindicato), Rejane de Oliveira, “a Assembléia Legislativa terá que cumprir com o seu papel que é o de buscar respostas para a sociedade gaúcha”. Segundo ela, “o pedido foi embasado em fatos de concretos, em provas e acontecimentos”. “Portanto, achamos que o encaminhamento está tendo o rigor necessário de quem quer resolver o problema que o Rio Grande do Sul está sofrendo”, acrescentou.
Foto: Marco Couto/Agência Assembléia

on Sep 10th, 2009 at 4:01 pm
tem cada falso no palácio…
on Sep 10th, 2009 at 4:03 pm
tem cada falso nos palhacius
on Sep 10th, 2009 at 5:14 pm
Fugindo do post, mas um tópico de interesse: a quem pertence a fábrica da GM de Gravataí? À GM ou à Opel e à empresa canadense Magna.
Todos os modelos que lá se fabricam são patentes da Opel, então a fábrica é só uma montadora …. da Magna.
Quem vai gerir a fábrica? Quem vai honrar as garantias que essa fábrica já acumula? Até que década ela deverá produzir para pagar o que lhe emprestamos ? Quem embolsou as primeiras parcelas do empréstimo?