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Cinco perguntas sem resposta

1. Qual é a conclusão do inquérito policial que investiga a morte do ex-assessor tucano, Marcelo Cavalcante, encontrado no lago Paranoá, em Brasília, dia 17 de fevereiro? Em abril, a Polícia Civil do Distrito Federal pediu mais 60 dias para investigar a morte. Em julho, foi feito um novo pedido de prorrogação. Naquele mês, a Polícia ainda não tinha recebido dos bancos e das operadoras de telefonia os dados sobre a movimentação financeira e as conversas telefônicas de Cavalcante. Quais são as dificuldades encontradas pelos investigadores para a conclusão do inquérito?

2. Por que a Procuradoria Geral do Estado (PGE) ainda não concluiu a sindicância que investiga o procurador e ex-presidente do Detran, Flávio Vaz Netto? Já estamos perto de completar dois anos da denúncia da fraude de R$ 44 milhões no Detran e não há notícia de conclusão da sindicância pela PGE. Cabe lembrar que funcionários públicos “comuns” são exonerados em sindicâncias normais que duram entre 2 e 5 meses. Recorde-se também que a Procuradora Geral do Estado, Eliana Graeff Martins, assinou portaria aposentando Vaz Netto no dia 7 de novembro de 2007, 24 horas depois de ele ter sido preso na Operação Rodin. A decisão acabou sendo suspensa pela 2ª Câmara do Tribunal de Contas do Estado.

3. Quem matou o sem terra Elton Brum da Silva? No dia 27 de agosto, a cúpula da Brigada Militar anunciou que a autoria do assassinato foi assumida por um soldado, mas não revelou o nome do mesmo. E não se falou mais sobre o assunto. Se fosse o contrário e o morto fosse um brigadiano, o nome do autor do crime também seria mantido em sigilo?

4. Por que o governo do Estado não divulga a cópia da sindicância instalada para investigar as denúncias envolvendo o chefe de gabinete da governadora, Ricardo Lied, sobre o uso do aparato de segurança do Estado para espionar e chantagear adversários políticos (e que, segundo o Palácio Piratini, acabou investigando o autor das denúncias, o ex-ouvidor da Segurança, Adão Paiani)?

5. Por que o governo não abriu uma sindicância para investigar a assessora da governadora Yeda Crusius, Walna Vilarins Meneses, indiciada pela Polícia Federal sob as acusações de corrupção passiva e formação de quadrilha? O ex-secretário da Transparência, Carlos Otaviano Brenner de Moraes, sugeriu ao governo realizar a sindicância e afastar a assessora. Quem acabou afastado foi ele.

6 Comentários on “Cinco perguntas sem resposta”

  1. #1 Lidiane Teixeira
    on Sep 13th, 2009 at 7:48 pm

    Brilhante!
    Parabéns Marco!
    Lidiane Teixeira

  2. #2 miguel grazziotin
    on Sep 13th, 2009 at 8:08 pm

    Com o tipo de imprensa dominada por meia duzia de baroes, ficaremos esperando sentados. E a justiça, bom…sente mais um pouco. E o ministério publico, bom, este…

  3. #3 claudia cardoso
    on Sep 13th, 2009 at 9:01 pm

    Memória é tudo! Continue na denúncia desse silêncio, anuncindo a forma como se nega a verdade no RS.

  4. #4 Marlene
    on Sep 13th, 2009 at 10:26 pm

    A essas perguntas pode-se acrescentar tb mais uma: por que o assessor da Tarsila, filha da Yeda, precisava daquelas armas todas? está envolvido em crimes? quais crimes? isso vai ser investigado?

  5. #5 Germano Leite
    on Sep 16th, 2009 at 7:07 pm

    “Por que a Procuradoria Geral do Estado (PGE) ainda não concluiu a sindicância que investiga o procurador e ex-presidente do Detran, Flávio Vaz Netto? Já estamos perto de completar dois anos da denúncia da fraude de R$ 44 milhões no Detran e não há notícia de conclusão da sindicância pela PGE.”

    Ae Marco, pautando a ReBeÉsse, hein?

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    on Dec 20th, 2010 at 8:39 am

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