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Estudantes e servidores defendem impeachment e afastamento de Coffy da relatoria da CPI

Estudantes e servidores públicos promoveram na manhã desta quarta-feira uma manifestação em favor do impeachment da governadora Yeda Crusius (PSDB) e do afastamento do deputado Coffy Rodrigues (PSDB) da relatoria da CPI da Corrupção. Repetindo seu reacionarismo tedioso e preguiçoso, Zero Hora destacava em seu site que “manifestação de estudantes atrapalha o trânsito”. Atrapalharam mais, na verdade, o sossego dos acusados de integrar uma quadrilha que roubou cerca de R$ 44 milhões de reais dos cofres públicos.

Segundo os organizadores, a manifestação reuniu cerca de 2 mil pessoas, de diversas cidades do Estado. Iniciou em frente ao Colégio Julio de Castilhos e terminou na Praça da Matriz, em frente ao Palácio Piratini. Após o ato, estudantes e servidores públicos entraram no prédio da Assembléia Legislativa, com cartazes e embalagens de papel pedindo o afastamento de Coffy e o impeachmente de Yeda.

O Fórum dos Servidores Públicos Estaduais também promoveu um ato pela manhã, na Esquina Democrática, centro de Porto Alegre. Composto por dez entidades de servidores públicos, o Fórum critica a postura dos deputados da base aliada do governo Yeda na CPI da Corrupção, principalmente a do deputado Coffy Rodrigues que vem tentando barrar as investigações.

Por iniciativa do Fórum dos Servidores, monumentos de Porto Alegre e de Canoas amanheceram cobertos com um capuz com a seguinte frase: “Deputado Coffy nos deixa cobertos de vergonha – está do lado da corrupção – Fora Yeda/Impeachment Já”. Cartazes também foram colocados nas ruas dos dois municípios. Hoje à tarde, o Fórum entrega um documento exigindo o afastamento do deputado Coffy da relatoria da CPI da Corrupção ao presidente da Assembleia Legislativa, Ivar Pavan. Cópia do material será entregue também para a deputada Stela Farias, presidente da CPI.

Fotos: Kiko Machado

6 Comentários on “Estudantes e servidores defendem impeachment e afastamento de Coffy da relatoria da CPI”

  1. #1 van-poa-rs
    on Sep 16th, 2009 at 1:06 pm

    Esta base governista está extrapolando dos seus limites e nos deixando , cada vez mais indignado! O povo, entidades organizadas, estudantes e cara pintadas, por menos que isso, foram às ruas e derrubaram um Presidente da República! Cabe ao G-8 assumir suas funções na CPI da corrupção!

  2. #2 Ricardo Pinto
    on Sep 16th, 2009 at 1:47 pm

    Uma pergunta: porque sempre quando há uma manifestação popular contundente, como essa feita pelos estudantes, só o que vemos são rostos jovens e cobertos de acne?

    Onde estão os advogados? Onde estão os dirigentes partidários? Onde estão os dirigentes sindicais? Onde estão os representantes de sociedades civis?

    Por óbvio que os jovens estudantes estão no exercício da sua cidadania e nisso possuem plena legitimidade. Podemos considerá-los a infantaria política em ação. Mas e a cavalaria? Onde está a cavalaria?

    Será que a coragem e o ímpeto diminuem com a idade?

    Ou será que do alto de suas carteiras de advogado, ou títulos de presidente sindical, associação ou partido, essas pessoas consideram-se acima dos cidadãos brasileiros a ponto de não quererem “misturar-se” com eles em manifestações públicas?

    Neste país republicano, amigos, ninguém, absolutamente ninguém, está acima do cidadão.

    Afinal o que desejam os “pensadores” políticos? Ficarem somente escrevendo artigos reflexivos e na hora dos atos públicos de protesto irem assistir da sacada de algum prédio?

    Acredito que todos temos nossos papéis na construção de uma democracia verdadeira, mas também acredito que na hora do “comício” (na acepção romana da palavra) todos devemos estar juntos, pois todos somos exatamente iguais, cidadãos brasileiros.

    Sinceramente gostaria muito de ver mais verdade e robustez nas manifestações contra esse governo de bandidos. Um pouco mais de cabelos brancos cobrindo mentes aguçadas que fazem funcionar línguas afiadas, com suas vozes amplificadas em carros de som de milhões de watts. Vários, vários e vários, espalhados por todos os cantos da cidade e pelo Rio Grande, com sua apoteose no epicentro urbano onde se localizam as sedes dos poderes.

    É isso que engaja o cidadão comum: da dona-de-casa ao padeiro, do “cuidador de carro” ao empresário.

    Agora ficar batendo panela, sineta, apitando e com a cabeça ensacada… francamente!

  3. #3 Giovani Felice
    on Sep 16th, 2009 at 2:34 pm

    Marco

    Que isso se transforme em um tsunami, para lavar a corrupção do governo (?) Yeda. Se depender da RBS e seus jornalistas (em particular, da Rosane de Oliveira e do Lasier Martins), as coisas ficam mais ou menos como estão. O uso excessivo de adversativas nos comentários que eles fazem sobre a atual situação no RS, reflete muito mais o interesse deles em desgastar a oposição do que contribuir para a mudança desse quadro. Senão, vejamos um exemplo: lá da Página 10 da ZH, a Rosane de Oliveira induz ao erro seus leitores dizendo que o presidente da AL do RS “prometera listar 26 indícios de envolvimento de Yeda com a fraude no Detran” *mas* que, de fato (*em vez [do]* prometido ), o documente lido ontem na sessão plenária não trazia “detalhes”. Ora, de onde ela tirou isso, que “listar 26 indícios de envolvimento da Yeda” significa “dar detalhes do envolvimento da Yeda” ? Se o presidente da AL do RS estivesse dizendo e fazendo isso essa jornalista provavelmente encontraria um meio de dizer que ele estaria com o foco nas eleições de 2010 ou, pior, essa jornalista encontraria um meio de sugerir para a base aliada da Yeda que rótulasse o presidente da AL do RS como “irresponsável” .
    A estratégia da RBS me parece calculadamente esquizofrênica: dar pau na Yeda, *mas*, sempre que possível, dar pau na oposição. Essa estratégia, a propósito, contribui para o lugar comum que a Política é isso mesmo que alguns jornalistas da RBS sugerem que é: um único saco sujo de pilantras ou oportunistas…

    Um abraço.

  4. #4 Dilson
    on Sep 16th, 2009 at 3:23 pm

    Eu entendo as pressões que o deputado Coffy Rodrigues deve estar passando,o stress é tanto que ele chega a confundir provas legais com ilegais.

    – “O PT não quer investigar. Quer ganhar no grito. Ser mandado por Stela é demais para mim” – disse o relator da CPI, Coffy Rodrigues (PSDB) ontem.

    Ser mandado por Stela é um fardo intolerável,por que a esta altura da CPI, já ficou evidente que o PT não quer investigar.Os deputados da oposição não partilham do mesmo conceito de “investigação” do relator da CPI,enquanto a bancada de oposição tenta votar requerimentos e convocar depoimentos,a bancada governista sai em campo,buscando as respostas nos corredores da assembléia.Estes são métodos de investigação diametralmente opostos,que podem confundir os gaúchos menos avisados,mas devemos imaginar que o sistema de investigação do Deputado Coffy é tão avançado,que torna obsoleto o velho método da análise das provas e a coleta de depoimentos.

  5. #5 Clarissa
    on Sep 16th, 2009 at 11:35 pm

    é isso aí, estudantes, caras pintadas. Honrem sua juventude e o RS. Precisamos da sua força e da sua coragem! Avante!

  6. #6
    on Sep 16th, 2009 at 11:52 pm

    O deputado é uma figura rídicula. Seus ternos não disfarçam sua inadequação ao cargo, sua grosseria inata, que transparece no gestual que ele julga elegante. A expressão facial, que poderia ser confundida com cinismo, não é outra coisa que não a incapacidade de disfarçar o gozo íntimo que desfruta ao ser o centro das atenções. Um inútil, um “zé-ninguém” há até poucos dias, agora se sabe o último baluarte de um governo moribundo, que se decompõem em público. Há certa justiça poética nisso: uma figura lamentável como esse tal de Coffy é a esperança dos quadrilheiros lúmpens que ocupam o Piratini e adjacências. Um cão sarnento merece um defensor mais digno que esse indivíduo.
    A esperança é que ainda reste alguma lucidez aos infelizes que votaram nesse energúmeno, que faça com que cada aparição pública do indigitado representem um prego a mais no “coffin”* de sua carreira política.

    * Desculpem o trocadilho infame, mas não deu para resistir.

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