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Ação de improbidade suspensa: o arsenal jurídico dos advogados dos réus da Rodin

Os advogados dos réus dos processos derivados da Operação Rodin dispõem de um diversificado arsenal jurídico para prolongar as ações. Paganella Boschi, advogado de José Otávio Germano, usou uma dessas armas, a Exceção de suspeição, questionando a isenção da juíza Simone Barbisan Fortes, da Justiça Federal de Santa Maria, no processo em que seu cliente é réu, conforme informa o blog de André Machado. A decisão da juíza suspendendo a ação de improbidade administrativa, onde a governadora Yeda Crusius (PSDB) é ré não tem a ver com o mérito da mesma, mas sim com a necessidade formal (exigida pelo advogado) dela responder que tem isenção para conduzir o mesmo. Parece algo surreal, mas é isso mesmo, a juíza tem que provar é isenta para conduzir o processo. Os advogados dos acusados de integrar a quadrilha que fraudou o Detran ganham tempo e aumentam a pressão sobre a magistrada.

9 Comentários on “Ação de improbidade suspensa: o arsenal jurídico dos advogados dos réus da Rodin”

  1. #1 Eduardo
    on Sep 24th, 2009 at 1:45 pm

    Não ocorre o contrário também?
    O requerente deverá provar que sua suspeita é fundada, do contrário se configura litigância de má fé.

  2. #2 Gastão Muri
    on Sep 24th, 2009 at 2:16 pm

    Simone fez concurso para juíza e foi aprovada para que então?

  3. #3 Giovani Felice
    on Sep 24th, 2009 at 2:44 pm

    Oi Marco

    Por isso que a pressão sobre a quadrilha deve aumentar…

    Abraço.

  4. #4 claudia cardoso
    on Sep 24th, 2009 at 2:48 pm

    Porque a justiça, com j minúsculo mesmo, é feita para proteger quem tem dinheiro. É assim desde 1500. Por isso a urgência de uma reforma judicial, com controle público externo. Outra, justiça não poderia ser poder, ela teria que ser um serviço. E se é poder, no mínimo, sujeitar-se à eleição de seus membros, tal qual se faz no Executivo e Legislativo [ainda que a democracia representativa, numa sociedade burguesa, termine por favorecer quem tem mais grana, é fato de que existe uma possibilidade de escolha/troca/alternância].
    Aguardemos a resposta da Juíza Simone!

  5. #5 Dilson
    on Sep 24th, 2009 at 4:13 pm

    A juíza provar que não ficou horrorizada,enojada,indignada com as barbaridades que os acusados cometeram e que estão descritas no processo,é quase humanamente impossível.

  6. #6 Fábio Goebel
    on Sep 24th, 2009 at 4:53 pm

    Essa tacadinha causidica dos tiranos vai protelar por 2 anos no mínimo, isto se as forças ocultas não forem acionada$$$$.

  7. #7 Olair Vaz
    on Sep 24th, 2009 at 4:54 pm

    Esse Boschi não é o mesmo que o Dornel e outros discutiam prá colocar na CPI do Detran na época? Tem uma gravação que eles mencionam um advogado com esse sobrenome.

  8. #8 Paula Vieira
    on Sep 24th, 2009 at 5:33 pm

    Na situação factual: o réu é tão culpado que tudo passa a indicar que o juiz o condenará logo, logo. Aí, o advogado de defesa, que foi um bom juiz, argui a possibilidade da suspeição, e tudo pára. Mais uma garantia constitucional que emperra o processo. Não há saída….

    Não foi a toa que Marx disse que o direito é uma criação da superestrutura – o conhecido “andar de cima”.

    Tudo será até que o povo da Cachoeira reeleja o “fala liderança”…

  9. #9 Flavio Vaz Filho
    on Sep 25th, 2009 at 8:48 am

    Fala Lideranca!!
    A equacao para os crimes de colarinho branco (ex:Detran) é a seguinte:
    ROUBAMOS MUITO! MAS MUITO MESMO! (dezenas ou centenas de milhoes)- CONTRATAMOS BONS E CARÍSSIMOS ADVOGADOS, GASTANDO ALGUNS MILHOES= FICAMOS IMPUNES(no máximo umas cestas básicas) E AINDA SOBRA MUITA GRANA!
    Se o Zé Otávio se queixou no programa da gaúcha Atualidade que estava mal de grana, que viveu 1 ano pagando juros de cheque especial, com que $ ele vai pagar o Dr.Paganella ??????? heim ????

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