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A mídia brasileira em Honduras

Por Argemiro Ferreira

O batalhão de jornalistas enviado a Honduras pela mídia brasileira após o refúgio de Zelaya na embaixada parecia menos motivado pela gravidade da situação do que pela obsessão de provar que o Brasil errou ao abrigar o presidente e garantir-lhe a vida. A obsessão dela, do primeiro dia até este momento, tem sido condenar o governo Lula e defender os golpistas como “democratas”.

Juristas do golpe foram chamados a desfilar diante das câmaras e dos repórteres para dizer que pau é pedra – e golpe não é golpe. Missão impossível – e cômica. Era comovente, em especial, o esforço do império Globo de mídia – jornal, TV & penduricalhos, juntos e em coro, na tentativa de cumprir uma pauta unificada do ideólogo da casa, Ali Kamel, no seu papel de guardião zeloso da doutrina da fé.

De posse previamente das respostas golpistas coincidentes, de Kamel-Micheletti, a Rede Globo investiu contra o ministro Celso Amorim enquanto o Brasil e o governo Lula ganhavam o apoio da comunidade internacional – da ONU, da OEA, do presidente Árias, o mediador costarriquenho, e do resto do mundo. Isso permitiu à repórter Heloisa Villela, sem o viés da Globo, impor a cobertura da concorrente Record.
(Clique AQUI para ler mais)

5 Comentários on “A mídia brasileira em Honduras”

  1. #1 Giovani Felice
    on Sep 30th, 2009 at 11:21 am

    Oi Marco

    E aqui no RS, não faltaram as bestas que taxaram a diplomacia brasileira e o presidente Lula de irresponsáveis. Os pugginas da vida, sob os aplausos do quase mumificado Lasier Martins, pegaram a onda da Globo. Tentaram até encurralar um participante do Conversas Cruzadas que apoiava a iniciativa do governo brasileiro. No tal programinha, eram três “especialistas”(sob os olhares cínicos do Lasier), entre eles o polivalente Percival Puggina, defendendo a tese estapafúrdia de um “golpe constitucional” (para mim, algo como um círculo quadradro). Enquanto isso, até a TIME (ai meu deus) — hoje no seu artigo”Brazil: A New Counterweight to the United States”– parece ser uma fonte melhor de consulta sobre isso do que parte da imprensa brasileira…

    Um abraço.

  2. #2 Tiago
    on Sep 30th, 2009 at 12:03 pm

    Marco,
    dê uma olhada neste “post-denúncia” publicado a partir de um e-maill enviado a Paulo Henrique Amorim, acerca da ida de Raul Jugmann à Honduras e a expectativa da Rede Globo.

    http://www.paulohenriqueamorim.com.br/?p=19263

    É esperar para conferir.

  3. #3 Marco Aurélio Weissheimer
    on Sep 30th, 2009 at 12:11 pm

    Obrigado pela indicação, Tiago. Já estou indo lá ver.

  4. #4 Paula Vieira
    on Sep 30th, 2009 at 12:54 pm

    A cobertura da ZH é uma vergonha. O jornalista para lá enviado já saiu daqui, certamente, com a cabeça feita.

    Um horror e um nojo.

  5. #5 Neli
    on Sep 30th, 2009 at 10:49 pm

    Nunca antes tivemos um Governo no Brasil, como o do Presidente Lula, que congrega tantas virtudes de inteligência, lucidez, diplomacia, política nacional e internacional, democracia, globalização… O Governo Lula tem, hoje, a admiração e o respeito da maioria dos brasileiros e de toda a comunidade internacional.
    Quanto aos “profissionais” da mídia, sempre há uma expectativa de encontrar trabalhadores com pensamento complexo e mundializado, de vanguarda. Não resta dúvida que existem alguns com esse perfil, em especial os escritores. Mas a grande maioria, pra simplificar, são retardados. Por exemplo, uma comentarista de um certo programa de TV chegou a julgar que o Itamarati deveria se preocupar com a venda de moveis para a Argentina, do que se envolver com o caso de Honduras. Aí está um exemplo de um pensamento simplificado, que pode entender e defender setores de comércio exterior, mas coloca na lata do lixo a Democracia e o Direito Internacional.

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